Archive for the ‘DC Comics’ Category
“Eu tô aí com um projeto…”
Aí, né, tem este seriado novo da Mulher-Maravilha. Amigo meu, fã da personagem, resumiu sua crítica:
PROXIMO SERIADO A SER CANCELADO RAPIDAMENTE
A NOVA MULHER MARAVILHA É HORROROSA
O UNIFORME ( NINGUEM MAIS RESPEITA PORRA NENHUMA) É RIDICULO…LEMBRA UM DESTAQUE
DA UNIDOS DA TIJUCA…
TOMARA QUE AFUNDE…PARA ESSES BABACAS APRENDEREM…
http://www.youtube.com/watch?v=r9swHb3v0XU&feature=relmfu
Eu não podia ser mais ponderado, simplesmente porque concordava com ele. Mas acrescentei o seguinte:
Eu concordo…
A atriz não tem presença, não tem porte, não tem garbo, não tem tamanho, NÃO PARECE UMA AMAZONA, o uniforme está errado (CALÇAS? AHSIFUDÊ), …
A Lucy Lawless teria sido uma Mulher-Maravilha muito melhor.
Pelo visto, eles acham que qualquer baixinha de peito grande servia. Então que se afundem.
Mas demos também o benefício da dúvida. Smallville consta que era uma m*rda no início, mas que depois ficou boa… Não sei, não vi. Vai que a moça é boa atriz?…
De todo modo, ouvi no YouTube: “… at least it’s not Beyoncé… Enough of that Halle Berry Catwoman fiasco…”
Realmente, né. Eu não sei o que há que a DC, pra cada um que acerta, tem errado outros tantos. O filme do Superômi ficou parecendo um emo com a cueca pra fora da calça, que até Kevin-Coisa fez um Lex Luthor mais interessante do que o herói. Depois é esse tal filme do Lanterna Verde onde o intrépido piloto se comporta feito um geração-Y deslumbrado, com uma roupa brilhante que mais parece anúncio de sabão em pó para sapos. Por enquanto, só se salvou o Why-So-Serious das Trevas, e mesmo assim não foi incólume.
Enfim. Não quero ser um hater reclamão, não. Se o filme do Lanterna passar no Brasil, eu vou (parece que não vai mais passar, que a DC entendeu que não tem público Update: Esse “parece que” foi relato trazido por um colega meu que não tem Jesus no coração. Resulta que ele confessou ter mentido para mim. Ora, gato escaldado não dá crédito a versão ouvida na feira: eu só escrevi “parece que”, disclaimers apply, o Leitor tem que pesquisar sempre).
Mas é que o próprio estúdio não ajuda no discurso de fanboylagem. Por exemplo: outro dia, saiu matéria no Los Angeles Times sobre a suposta intenção da Warner de fazer um filme da Liga da Justiça.
O Globo On traduziu a matéria e a ela acrescentou alguns comentários bem típicos de fanboy:
DC Comics desafia Marvel
a Marvel corre na frente
E outra que vi por aí na Web, “DC bate de frente com a Marvel…”
Mas que infantilidade. Não há desafio nenhum, nem corrida, nem disputa. Imagina só: o bilheteiro põe o dedo na sua cara, “Escutaqui! Você só pode gostar de um! Ou Marvel ou DC! Se for pego entrando no filme da outra, vai ficar de castigo!”
Ou, então, você imagina dois trens, um da Marvel, outro da DC, numa colisão em alta velocidade, BUM, e só sai uma da poeira, e a outra fica proibida PARA SEMPRE de fazer seus filmes… Porque perdeu a disputa…
Não faz sentido! É uma disputa que não existe! Fã de um não deixa de ser fã do outro, é igual àquelas disputas idiotas de “quem é o melhor capitão de Star Trek, Kirk ou Picard” (Kirk é melhor, óbvio), ou “qual é melhor, Star Trek ou Star Wars“… É a velha visão com antolhos daqueles haters que o @Cardoso tanto comenta, que só conhecem o mundo em preto-e-branco e não admitem que se possa gostar de duas coisas diferentes; você só pode gostar de uma, uma só, e tem que ODIAR tudo mais. Fãs da Marvel e fãs da DC não poderiam encontrar-se na porta do cinema, que seria igual àquelas brigas de gangue de rua de filme americano — com as óbvias diferenças de que só poderiam brigar até a hora em que a mamãe os quisesse em casa, e que as armas seriam anéis de Lanterna Verde da caixa de sucrilhos.
Mas olha só. A reportagem é só hype mesmo, é só para agitar as águas turvas, para que gente como eu fique dando visibilidade. Porque ela mesma deixa pistas de que não há nenhum projeto de filme da Liga da Justiça. Parece ser só uma tentativa do entrevistado de roubar atenção da Marvel, que está com filme do Capetão América, do Thor e dos Vingadores saindo do forno, enquanto a DC tem só esse Lanterna verde-novato e o terceiro Voz Rouca da Escuridão bem mais para a frente.
(Em um aparte, isso me lembra muito uma sequência que o Pânico na TV! fazia: chegava para um ex-BBB numa festa, “e aí? O que você está fazendo depois que saiu do BBB?” “Ah, eu tô aí com um projeto…” “Ah, mais um que tá com um projeto… Quer dizer, não tá fazendo p*rra nenhuma, nem tem projeto nenhum… Tá legal.”)
Se duvida, preste atenção em algumas frases:
“But Robinov said a new Justice League script is in the works.” (Desnecessário enfatizar para assegurar de uma verdade se ela fosse mesmo verdade: transpareceria por si só e inevitàvelmente com o correr do tempo.)
“Also being written for Warner are scripts featuring the Flash and Wonder Woman, who could be spun off into their own movies after Justice League.” “Roteiros sendo escritos” é o mesmo que dizer “não existe nem o cheiro de um projeto ainda”. Além do mais, “could” é expressão muito vaga, e a frase mostra bem que não sabem mesmo se querem fazer algo com os personagens… Como se fizesse sentido haver um Flash ou uma Mulher-Maravilha quase como elenco de apoio em um filme cheio de astros, sem investimento próprio — logo eles, que nunca foram meros figurantes.
“Though Wonder Woman is also in the works as a television pilot for NBC produced by Warner, Robinov dismissed that as a sticking point.” Certo. Como se o estúdio estivesse mesmo disposto a ver fãs comparando, medindo e, afinal de contas, não entendendo nada se o filme não bater com a série.
“We have the third Batman, but then we’ll have to reinvent Batman…” Quer dizer: ele nem lançou o filme de 2012 (que faz parte da atual reinvenção do Batman) e já está dizendo que vai ter que reinventar o personagem de novo. Sei. Excelente maneira de dizer que o investimento atual não vai ter continuidade. Realmente é isso que gostam de ler as pessoas que vinham gostando do resultado (que, aliás, hoje são maioria).
Afinal de tudo isso, fã de DC que sou, não me preocupo não. Essa palhaçada está sendo cogitada para 2014. Até lá, muitos fracassos de bilheteria ainda podem acontecer.
EOF
Cronologia do Lanterna Verde até maio de 1994
A história do Lanterna Verde dos Lanternas Verdes é extensa e complexa. Recentemente, um colega fez-me diversas perguntas, que resolvi responder pesquisando e enviando-lhe um email. Mas por que ele tem que ser o único beneficiário? O trabalho já está pronto, então posso dividir com você, com quem googlar e comigo mesmo — já que é referência à qual eu mesmo posso querer voltar.
A cronologia abaixo é intencionalmente supersimplificada. Há farto material na Web, em saites como glcorps.dcuguide.com e todos os de quadrinhos indicados aí ao lado. A Wikipedia é suficientemente boa, e o Google vai te trazer ainda um montão de informação sobre inúmeros personagens, planetas, histórias, poderes, características… Não pretendo suplantar nada disso. Esta cronologia é só para ajudar o nobre Leitor a contextualizar as histórias que ler e que sejam ambientadas no período coberto.
De 2006 até agora, aconteceu MUITA coisa em torno do Lanterna Verde. O título ganhou enorme destaque nos EUA sob a batuta de grandes artistas (inclusive Ivan Reis, premiado por isso) e atualmente, no Brasil, com retardo de um ano, está passando de um abrangente arco (Blackest Night, A noite mais densa) para outro (Brightest Day, O dia mais claro). Não estou cobrindo nada disso, porque não li nada disso. Nem o período 1994-2005, onde também aconteceu muita coisa na vida de Hal Jordan. Neste momento estou em junho de 1994 e é só até aí que vou. Intencionalmente, estou omitindo referências a Alan Scott, zamorianas, e vilões além de Sinestro. Para manter simples.
CRONOLOGIA DO LANTERNA VERDE DA TERRA-1 (DEPOIS TERRA ÚNICA) ATÉ JUNHO DE 1994
Showcase #22 (Oct 1959) – Primeira aparição do Lanterna Verde Hal Jordan.
Green Lantern #1 (Aug 1960) – Primeira aparição dos Guardiões.
GL #6 (Jun 1961) – Primeira aparição de outro LV (Tomar-Re, do planeta Xudar).
GL #7 (Aug 1961) – Primeira aparição e origem de Sinestro: LV que usava o anel para dominar, humilhar e explorar os habitantes de seu planeta, Korugar. Julgado, perdeu o anel, foi banido para Qward e tornou-se renegado.
GL #9 (Dec 1961) – Primeira aparição do anel amarelo de Sinestro, que extrai energia dos anéis verdes.
GL #40 (Oct 1965) – A história de Krona, que investigou a origem de tudo, espalhou o Mal no universo e foi banido. Os oanos, tentando compensar o dano causado ao universo, tornaram-se os Guardiões e criaram a Tropa dos Lanternas Verdes.
GL #59 (Mar 1968) – Primeira aparição de Guy Gardner, destinado a ser substituto eventual de Hal Jordan.
GL #76 (Apr 1970) – Primeira história de Dennis O’Neil: Hal Jordan questiona a ordem sem justiça dos Guardiões.
Nas histórias de Dennis O’Neil, a parceria de LV e Arqueiro Verde inicia a Era de Bronze dos quadrinhos, questionando a ética dos super-heróis.
GL #81 (Dec 1970) – Dennis O’Neil conta como os Guardiões saíram de Maltus para Oa.
GL #87 (Jan 1972) – Guy Gardner incapacitado por acidente com ônibus. Primeira aparição de John Stewart como LV substituto eventual.
1972-1976 – Com baixas vendas, a revista GL é suspensa em 1972 mas retomada em 1976, seguindo normalmente a numeração.
GL #123 (Dec 1979) – Culminando uma linha de histórias, Guy Gardner entra em coma.
GL #151 (Apr 1982) – Hal Jordan exilado no espaço por dar atenção demais à Terra. Continua LV, cumprindo missões por um ano. John Stewart fica como LV da Terra?
GL #181 (Oct 1984) – “Take This Job — and Shove It”: Hal Jordan pede as contas. Guardiões nomeiam John Stewart o LV permanente da Terra.
John Stewart casa-se com Katma Tui (sucessora de Sinestro em Korugar e sua treinadora). Durante a Crise nas Infinitas Terras, John Stewart é o LV da Terra.
Crisis on Infinite Earths revela que, quando investigou a origem de Tudo, Krona criou o multiverso. Que os oanos ficaram divididos sobre a forma de mitigar o mal. Os mais passivos tornaram-se os Guardiões; os mais intervencionistas foram embora de Oa e tornaram-se os Controladores.
Crisis on Infinite Earths #9 (Sep 1985) + GL #195 (Dec 1985) – Guy Gardner curado e convocado pela facção brigona dos Guardiões.
GL #198 (Mar 1986) – Tomar-Re morre em combate; Hal Jordan fica com seu anel e volta a ser LV.
Millennium (Jan-Fev 1988) – Guardiões vão embora do Universo, e a Tropa fica abandonada à própria sorte. Só fica para trás um Guardião, Appa Ali Apsa, que havia perdido a imortalidade como punição por seu comportamento nas histórias de Dennis O’Neil. Em Maltus, A.A. Apsa começa a treinar Guy Gardner, que se rebela. Apsa tenta retomar o anel de Gardner, mas Jordan livra a cara dele.
Secret Origins #22 (1988) – Revelado que, antes do GLC, os Guardiões haviam criado os robôs Manhunters. Quando os MH se rebelaram, os Guardiões fundaram o GLC.
O título GL torna-se Green Lantern Corps. Arisia, Ch’p, Kilowog, Katma Tui e Salakk vêm morar na Terra.
GLC #222-223 (Mar-Apr 1988) – A Tropa decide matar Sinestro. Em reação à morte de Sinestro, a Bateria Central é destruída. A maioria dos anéis perde o poder. (Na verdade, Sinestro não morreu; sua essência foi parar dentro da Bateria.)
GLC #224 (May 1988) – Último número da série. Lanternas Verdes passam a aparecer em Action Comics Weekly.
Action Comics Weekly #601 (Jul 1988) – Safira Estrela mata Katma Tui.
ACW #635 (Jan 1989) – Última aparição do GLC em ACW.
GL: Emerald Dawn #1-6 (Dec 1989 – May 1990). Reconta a origem do LV. Reboot do personagem.
GL: Emerald Dawn II #1-6 (Apr-Sep 1991) é continuação imediata de Emerald Dawn conforme a cronologia dos personagens, contando do treinamento do novato Hal Jordan pelo experiente Sinestro. Também reconta o banimento de Sinestro, que, nesta versão, é um tirano em Korugar, mas por ser obcecado com ordem e achar que está fazendo a coisa certa.
GL #1 (Jun 1990) – Imediatamente após o reboot de GL:ED, a DC inicia novo título do LV. A história continua do ponto onde havia parado ACW.
Os oito primeiros números de GL compõem a história GL: the Road Back, onde Hal Jordan, não mais LV, está em busca de uma finalidade na vida. Enquanto isso, A.A. Apsa enlouquece e começa a sequestrar para Oa as cidades que visitou em vários planetas. Jordan, Gardner, Stewart e outros vão combatê-lo. Entre os voluntários que auxiliam os LV está Tomar-Tu de Xudar. Quando os LV estão a ponto de ser derrotados por A.A. Apsa, os Guardiões retornam (GL #8, Jan 1991).
Em GL #8, a Bateria Central é restaurada e os Guardiões distribuem tarefas:
- Guy Gardner passa a ser o LV da Terra;
- Hal Jordan vai recrutar novos membros para recompor a Tropa;
- John Stewart fica incumbido de cuidar das cidades trazidas a Oa.
Após GL #15, inicia-se a série GL: Mosaic, onde Stewart é o protagonista e que dura 18 edições. Ao fim da série, Stewart torna-se o primeiro Guardião mortal.
GL #25 (Jun 1992) – Hal Jordan retorna à Terra para reassumir a antiga função. Guy Gardner desafia-o e perde o anel na porrada.
Guy Gardner Reborn #1-3 (1992) – Gardner recruta o auxílio de Lobo e recupera o anel amarelo de Sinestro em Oa.
Guy Gardner #1 (Oct 1992) – Início da série, que foi até o #44 (Jul 1996).
Superman #80 (Aug 1993) – Coast City destruída.
GL #48-50 compõem o arco Emerald Twilight.
GL #48 (Jan 1994) – Hal tenta recriar Coast City para trabalhar seu luto, mas é convocado a Oa para ser julgado por abuso do anel.
GL #49 (Feb 1994) – Jordan matando LV diversos, tomando seus anéis.
GL #50 (Mar 1994) – Hal mata Kilowog e Sinestro, destrói Bateria Central, mata os Guardiões. O último Guardião deixa anel para Kyle Rayner.
GL #51 (May 1994) – Primeira história onde Rayner é o novo LV.
Darkstars #21 (Jun 1994) – Com o fim do GLC, Stewart torna-se um Darkstar. Os Darkstars foram criados pelos Controladores.
A SEGUIR: ZERO HORA!
Minha resenha sobre os primeiros números de GL desde 1959 estava publicada no falecido Geocities e não fiz nenhum esforço para preservá-la. Algumas almas caridosas, porém, fizeram. Várias páginas estão recuperadas nos domínios http://www.reocities.com e http://www.geocities.ws, inclusive esta, que é minha: http://www.geocities.ws/jpcursino/ScPGLv1.htm
EOF
DC annotations, January 1994
Superman: the Man of Steel #29 (Jan 1994), page 15 (as translated in Brazil in Super-Homem no. 128), panel 1, shows a lighted panel with the name “Mignola” on it. This is certainly a reference to penciller Mike Mignola, who had worked on Superman before.
EOF
Another collection of boring annotations
Again, these are my annotations on some comics I have read in the not too distant past, aiming mostly at myself and googlers. But you are welcome to enjoy them.
In items 1 through 6, the page numbers refer to the Superman: Krisis of the Krimson Kryptonite trade paperback.
1. Superman #49 (Nov 1990)
Page 9, panel 4: of course, “J.L. Byrne” is penciller and writer John Lindley Byrne, the artist who has had the most influence on Superman since 1986.
Page 10, panel 1: “alter-ego booster” is certainly a reference to Superman being Clark Kent in disguise.
2. Starman #28 (Nov 1990)
Page 60, panel 5: “Hanna” refers to inker Scott Hanna.
Page 61, panel 2: Time magazine has Batman on the cover. Of course, DC belongs to the Time-Warner group.
Page 61, panel 3, shows a cover from National Periodicals — DC’s old name.
3. Action Comics #659 (Nov 1990)
Page 78, panel 1: the kid on the left is wearing a Hulk T-shirt. This is a possible reference to both writer Roger Stern and penciller Bob McLeod’s previous work on The Incredible Hulk.
4. Superman #50 (Dec 1990)
Page 102, panel 2: “don’t let your current situation color the decision” probably refers to the red kryptonite.
Page 102, panel 5: “Dennis” is artist Dennis Janke.
Page 103, panel 2: “not so windy these past few days” because Superman is powerless, so he has not made the newspapers fly around as usual.
Page 106, panel 4, and page 107, panel 6: Kevin Dooley, editor.
Page 108, panels 2-5: nice, realistic dialogues. My favourite in this edition.
Page 112, panel 1: note an elongated Mr Fantastic, the Thing conveniently hiding his appearance under the pink fluid, and the Human Torch’s flames in the air. The Invisible Woman is nowhere to be seen…
Page 112, panel 2, refers to “fantastic new friends”.
Page 121, panel 1. Emphasis is put on the number of friends: four.
Page 121, panels 2-3 refer to the Impossible Man, an annoying but harmless foe (sort of) of the Fantastic Four.
Page 121, panel 4. The Fantastic Couple wears blue (clearly the right-hand one is a woman), and we can also see the Human Torch’s wake and the Thing, still under the pink slush.
Page 123, panels 1-3. After the 70s, villains are not in black & white. You come to understand that Luthor is a human being also, with virtues, and you come to understand some of his side, the life history that leads him to act as he does, his motivations. You see his reasons, which make all sense in his point of view — he is not necessarily “wrong”, and there is no wrong. Furthermore, Luthor’s dignity and reputation are unmarred by these revelations, since they are made by another person while he is unconscious, and, at that, by a maternal woman who cares for him, who understands him, and who has compassion for him.
Page 127, panel 2. Clark Kent’s novel has been published by Warner Books.
5. The Adventures of Superman #473 (Dec 1990)
Page 131. You can see an Elvis impersonator in the background.
Page 133, panels 4-6. This, added to Superman #49, page 10, panel 1 (see above), leads me to wonder. Has Lois already found out about Superman’s secret identity? After Action Comics #662 (where he reveals it to her), I have not read the followup Superman #53, so I would not know whether there Lois admits to having deducted it a while before. If she has by now, then Superman #49, page 10, panel 1, amounts to her teasing him, whilst this here instance in Adventures #473 is her way of allowing him the dignity of keeping the secret while unprepared to reveal it and saving face at the same time. Will have to check.
Page 140, panels 2 and 4; page 141, panels 1-2; page 142, panels 2-3; and page 143, panel 1: the USAF has never operated F-14s, none has ever been operated in Wyoming, F-14s have never been painted in camouflage, and the camouflage does not match any USAF standard, though these are accurate depictions of F-14s.
Page 143, panel 6, is a refreshing attempt at humour where the comics do not take themselves too seriously.
6. Action Comics #660 (Dec 1990)
Page 158, panel 2, provides for an interesting comparison between the customs of 1990 and those of 2010. Twenty years ago, no one who had their wits about them would think of bringing a mobile phone to a date. It was impolite to others and a bulky nuisance to self. Twenty years later, no one thinks of not bringing the mobile wherever. Reading this page in 2010, it is a stark contrast that, though I had thought that so little had changed, some things can already be traced as markedly different. Readers’ assumptions are clearly supposed to be significantly different in this respect between the two decades.
In another note, panel 2 goes to show how much of a workaholic Lois is, going to the extreme of bringing her mobile along on a date.
Page 158, panel 3. Look at the size of this gadget! Those are batteries for you!
7. Doom Patrol #47 (Sep 1991)
As published in Doom Patrol volume 4, page 159, panel 2, reads “DP inker – new dad!”, which should lead me to assume that inker Mark McKenna (who probably filled those headlines) had just become a father. Likewise panel 4 reads “Congrats”.
8. Detective Comics #659 (May 1993)
As published in Brazil in Liga da Justiça e Batman no. 8, page 8, panel 1: “Simpson Flanders” seems to be an obvious joke on the Simpsons’ neighbour Ned Flanders. Dr Flanders appears again in Robin #1 (Nov 1993).
9. Flash #76 (May 1993)
As published in Flash: the Return of Barry Allen, page 60, panel 4, refers to a certain Broome Building. John Broome was the Flash’s main penciller during the Silver Age.
10. Justice League America #80-83 (Sep-Dec 1993)
Evidently, the two alien fugitives’ names, Blake and Corbett, are references to those old scifi TV series, Blakes 7 and Tom Corbett, Space Cadet.
11. Action Comics #692 (Oct 1993)
As published in Brazil in Super-Homem no. 126, page 47, panel 3, the oldest reference on Doctor Occult is a passage from the Daily Planet dated 1935. I take this as an homage to DC’s oldest character, Doctor Occult, who first appeared in New Fun Comics #6, October 1935, thus predating even Superman (whose Action Comics #1 is from June 1938).
12. Superman: the Man of Steel #28 (Dec 1993)
Conforme publicada em Super-Homem no. 127, página 3, quadro 1, e página 25, quadro 1: “Jotapê” é Jotapê Martins, da equipe de tradutores do Estúdio Art & Comics, que fazia a tradução dos títulos da DC em 1995.
As published in Brazil in Super-Homem no. 127, page 8, panel 2, the pizza carton from “Titano’s” is a reference to Titano, the giant monkey from Superman Annual # 1 (1987).
13. Batman #502 (Dec 1993)
As published in Brazil in Batman no. 5, page 44, panel 4, Mad magazine appears on a rack, presumably with Alfred E. Neuman on the cover (obviously). Mad is published in the US by DC Comics.
14. The Adventures of Superman #507 (Dec 1993)
Conforme publicada em Super-Homem no. 128, página 3, quadro 2: novamente, “Jotapê” é Jotapê Martins.
Página 7, quadro 1, contém uma referência a Superboy no. 2 dando a entender que conta a história da morte de Adam Grant. Entretanto, a última edição antes de Adventures #507 é Superman #84 (Dec 1993), que saiu em Super-Homem no. 127 e que é a que mostra essa morte. A história que saiu em Superboy no. 2 (junto com outras que não vêm ao caso) é a de Superman #85 (Jan 1994), que, na verdade, é posterior a Adventures #507 e lida com as consequências imediatas do evento, mas não é onde ocorre o próprio.
EOF
Swamp Thing annotations to Greg Plantamura
Agora há pouco, enviei este texto ao Greg Plantamura. Estou dividindo com potenciais googladores. Não é necessariamente com você.
=====
Hello. I keep on perusing your Swamp Thing pages. Quite a job, may I insist.
Earlier today I was reading New Titans from 1993. There is a sequel to Swamp Thing #60 there!!!
Cyborg went catatonic some ten or twelve issues before New Titans #103 (Nov 1993), losing his memory and, in fact, all ability at communicating. In this issue, he is at the S.T.A.R. Labs, where Team Titans’ Prester Jon is attempting to interface with his inner circuits. Late in this issue, the cause of tampering is found to be a group of aliens who are the avatars of beings from a machine planet.
In New Titans #104 (Early Dec ’93), the Titans are brought to the aliens’ planet — lo and behold, that’s the machine planet from “Loving the Alien” (Swamp Thing #60). It transpires that Swampy’s visit, years before, brought the planet out of a stagnation state. Some of its “life” forms learned then of new ways and became curious about this “life”. As a consequence, they left their cradle and went out into the stars, seeking understanding, which ultimately led to Cyborg being hacked. I am still at this point in my reading, so I do not know where this leads, but there you have it.
In NT #104, Marv Wolfman attempts to describe the machines’ world in much the same way as Alan Moore had, but fails. Just as in ST #60, panels are disjointed from one another, and the text floats in off-narration with sentences that are not to be much understood. Anyway it lacks Moore’s spark (which, it is my feeling, was also missing from the original #60, which was very poor in my own POV — still, that was Moore, for better or for worse).
In fact, NT #104 has a two-page spread panel where the Titans arrive at a gate to the machine planet’s core. It pretty much imitates Spock’s venture into V’Ger in Star Trek: the Motion Picture — and, instead of a fixed, aloof Ilia figure, what do we have? Four Swamp Thing figures, which I believe correspond precisely enough with the Green’s four avatars selected by the Parliament of Trees for the Regenesis/Spontaneous Generation storyline — you know, Ghost Hiding In the Rushes, Kettle-hole Devil and their likes.
In my opinion, NT #104 sucks. Still, I think it a worthy reference and one you might like to purchase from online second-hand retailers such as Mile High Comics, My Comic Shop etc. etc. so you can check it for yourself. And you will have the benefit of checking the original, for I have so far only had access to Brazilian translations, which leave out some of the text.
—
On another note, I made a mistake years ago when I wrote to you on Swamp Thing #70. You wrote up an annotation and credited it to me (thank you), but in fact I should have referred to issue #71, and so should you. Please check! The annotation is part of the issue #70 annotations and goes like this:
“PAGES 22-23:3 João Paulo Cursino pointed out to me that the sound effects “SHLOEL BSSTTE TTLBN” sound like the artists names Bissette and Totleben. But who is Shloel?”
… except I should have referred to issue #71, where those pages were printed.
—
On a third note, please check Swamp Thing #34, included in the beautiful storyline of volume 2. Page 20 (to be sure: I refer to the page with text “With me.”, “With him.”, “…”) — does page 20 not depict a woman’s vulva, very clearly in front of you? You can clearly distinguish the labia, the clitoris, there’s even a lot of hair around it. I think this was the intent there. It is a beautiful piece of art by Bissette and Totleben, who managed to disguise it from moralists by making it look like a piece of plant. The things those guys managed to get away with, the madness of Moore, the best hiding of things in plain sight…
Another vulva, I think, can be found in issue #70 (“The Secret Life of Plants”), in page 17 (the one where Abby lies down on some orchids), albeit in a more symbolic sense. Please take note of the orchid’s shape.
—
And issue #65, page 14, panel 5 — Take note of a tire at the bottom right corner. Is the brand not “Alcalá”? :-)
—
Issue #66, page 2 — “Len and Berni were here 1972″. Indeed. Len Wein and Berni Wrightson created S.T. in 1972. Apparently they did so as they sat in Arkham Asylum. That explains it. :-)
Would you please check these and add them to your notes?
EOF
Os superpoderes de Sniper Serra
Sei que não fica bem kibar o belogue dos outros. Mas é que esta aqui do Sniper Serra é tão boa, mas tão boa, que tenho que passar adiante assim.
Porque é muito nerd! O primeiro que vier aqui na caixa de comentários e acertar a ligação entre as figuras e a frase no final ganha um prêmio!
E tem esta aqui também, que já me convenceu da Jovemnerdice de Sniper Serra. Vou ter que adicioná-lo a meus feeds!
EOF
Some more comics annotations
All information here is garnered from the Brazilian translations of these issues, which were published in Superalmanaque DC no. 2 (June 1991). They are listed here in the order in which they appear there, which is the order in which they are supposed to be read as part of the Janus Directive storyline.
————————————–
Checkmate! #16 (May 1989) — pencils by Rick Hoberg
In page 3, panel 6, a helicopter attack is represented on Project Atom which is the exact selfsame attack depicted in Suicide Squad #27 — an issue immediately preceding this one here. In Checkmate! #16, the helicopter can be identified as a twin-engine Bell AH-1 Cobra. Curiously, in SS #27, the helicopter was no current type, instead being some generic design contrived by the penciller. I would suggest they coordinate somewhat better if they wanted to appear so ingenious in showing continuity.
————————————-
Checkmate! #17 (Jun 1989) — pencils by Steve Erwin
In pages 4 and 5, the helicopters are respectively a long-cabin Bell 206 and a Bell 212. If I could venture a guess, I would say that the penciller was resorting to some Bell calendar to draw his pictures from.
Page 9, panel 3; page 14, panels 4 and 7 — The spaceship is Starblade, directly from the pages of Spacecraft 2000-2100 AD, by Stewart Cowley.
Page 16, panels 3 and 4 — The helicopter is a Hughes 269 (TH-55 Osage).
Page 19, panel 5; page 20, panel 3; page 23, panel 3; page 24, panel 1 — The helicopter appears to be an Aérospatiale AS 365, even though its first appearance gives it the front of an SA 360.
————————————
Suicide Squad #29 (1989) – pencils by John K. Snyder III
Page 16, panel 1 — The Starblade features prominently at a picture that is a near-replica of the original from Spacecraft 2000-2100 AD.
————————————-
Checkmate! #18 (Jun 1989) — pencils by Steve Erwin
Throughout this issue, the USAF fighters are clearly those seen in An Illustrated Guide to Future Fighters and Combat Aircraft, by Bill Gunston, as the British Aerospace P.1214-3. The Brazilian edition of Gunston’s work (Aviões do futuro) has them on volume II, page 43. In Checkmate! #18, the same picture can be seen on page 17, with the major difference that the single, fuselage-mounted engine has been replaced by four engines under the wings. Other depictions are seen on pages 1, 12, 18 and 19.
Likewise, the Starblade is featured throughout, notably on pages 14, 15, 18, 19 and 20.
Page 21 — The landing on the Starblade’s cargo bay was unlikely enough, to say the least. Now they compound it with a charge very much resembling one of those from the silly G.I. Joe cartoon, which, to be sure, was contemporary to this issue.
————————————
Suicide Squad #30 (1989) — pencils by John K. Snyder
Page 19, panel 2 — Starblade again.
========================
Mais anotações a quadrinhos
Toda a informação aqui foi apanhada das traduções brasileiras destas edições, que foram publicadas em Superalmanaque DC no. 2 (junho de 1991). Elas estão listadas aqui na ordem em que aparecem lá, que é a mesma ordem em que devem ser lidas como parte do arco Conspiração Janus.
———————————————
Xeque-mate #16 (maio de 1989)– desenhos de Rick Hoberg
A página 3, quadro 6, representa um ataque de helicóptero ao Projeto Átomo que é o mesmo e exato ataque mostrado em Esquadrão Suicida #27 — uma edição imediatamente precedendo esta aqui. Em Xeque-mate #16, pode-se identificar o helicóptero como um Bell AH-1 Cobra bimotor. Curiosamente, em ES #27, o helicóptero não era qualquer tipo atual, sendo, em vez disso, de algum formato genérico imaginado pelo desenhista. Eu sugeriria que eles se coordenassem um pouco melhor se quisessem parecer tão engenhosos em mostrar continuidade.
———————————————
Xeque-mate #17 (junho de 1989) — desenhos de Steve Erwin
Nas páginas 4 e 5, os helicópteros são, respectivamente, um Bell 206 de cabine longa e um Bell 212. Se eu pudesse arriscar um palpite, diria que o desenhista estivesse recorrendo a algum calendário da Bell de onde tirar suas figuras.
Página 9, quadro 3; página 14, quadros 4 e 7 — A nave espacial é a Starblade, diretamente das páginas do clássico Naves espaciais 2000 a 2100, por Stewart Cowley, livro tão fácil de se encontrar nos sebos do Rio de Janeiro e, até há uns anos, na promoção dos encalhes da Sodiler.
Página 16, quadros 3 e 4 — O helicóptero é um Hughes 269 (TH-55 Osage).
Página 19, quadro 5; página 20, quadro 3; página 23, quadro 3; página 24, quadro 1 — O helicóptero parece ser um Aérospatiale AS 365, apesar de sua primeira aparição lhe dar a frente de um SA 360.
——————————————-
Esquadrão Suicida #29 (1989) — desenhos de John K. Snyder III
Página 16, quadro 1 — A Starblade aparece com destaque em uma figura que é quase uma réplica da original de Naves espaciais 2000 a 2100.
—————————————
Xeque-mate #18 (Jun 1989) – desenhos de Steve Erwin
Por toda esta edição, os caças são claramente aqueles vistos em Aviões do futuro, de Bill Gunston, no volume II, página 43, como o British Aerospace P.1214-3. Em Xeque-mate #18, pode-se ver a mesma figura na página 17, com a grande diferença de que o motor único, montado na fuselagem, foi substituído por quatro motores sob as asas. Outras representações são vistas nas páginas 1, 12, 18 e 19.
De forma semelhante, a Starblade aparece ao longo da edição, notavelmente nas páginas 14, 15, 18, 19 e 20.
Página 21 — O pouso no compartimento de carga da Starblade era improvável o bastante, para se dizer o mínimo. Agora, eles o compõem com uma carga que em muito se assemelha a uma daquelas dos infantis desenhos animados dos Comandos em Ação, que, note-se, eram contemporâneos desta edição.
——————————————-
Esquadrão Suicida #30 (1989) – desenhos de John K. Snyder
Página 19, quadro 2 — Novamente a Starblade.
EOF
More dull annotations on comics
These are my annotations on some comics issues I have read not too long ago. They are not meant to be interesting to the general public, but only to myself and to those who google for them.
Batman #500 (Oct 1993)
Page 7, panel 2; page 8, panel 5; page 23, panel 6; and page 24, panel 1 – Jordan B. Gorfinkel, Assistant Editor.
Page 23, panel 6 — Does the sign not remind you of Geoforce?
Page 52 — The car’s impact was reused in 2005′s Batman Begins.
Superman: the Man of Steel #26 (Oct 1993)
Page 19 (Brazilian edition), panel 3 — The Cyborg’s eye and teeth are reminiscent of Swamp Thing‘s Anton Arcane as seen after death in Alan Moore’s run.
====================
Estas são minhas anotações a algumas edições de quadrinhos que li há não muito tempo. Elas não pretendem interessar ao público em geral, mas apenas a mim mesmo e àqueles que googlarem por elas. A numeração das páginas e dos quadros segue a das edições originais.
Batman #500 (Oct 1993) — publicada em Batman no. 4 (junho de 1995)
P. 7, quadrinho 2; p. 8, quadrinho 5; p. 23, quadrinho 6; e p. 24, quadrinho 1 – Jordan B. Gorfinkel, Editor Assistente.
P. 23, quadrinho 6 — O símbolo não lembra o do Geoforça?
P. 52 – O impacto do vagão foi reutilizado em Batman Begins, de 2005.
Superman: the Man of Steel #26 (Oct 1993) — publicada em O retorno do Super-Homem no. 3 (novembro de 1994)
P. 19 (edição brasileira), quadrinho 3 — O olho e os dentes do Superciborgue remetem aos de Anton Arcane após a morte, conforme representado no período em que Alan Moore escrevia o Monstro do Pântano.
EOF
Trailer do Lanterna Verde!
Quando vi a chamada, Green Lantern trailer, pensei mesmo que fosse de verdade. De todos os super-heróis (ainda tem acento?), pelo menos de todos os super-heróis principais, o Lanterna é talvez o único que nunca ganhou filme. E é justamente aquele que mais me interessa ver em filme. E não estou sòzinho nisso; faça uma enquête e você vai ver que muita gente também gostaria. Até já imaginei conceitos para não um, mas vários filmes do LV, com base nas histórias dos quadrinhos.
Antes de clicar, reparei no aviso: “this is a fan-made trailer”. Não tem nada de real. Na verdade, nem a ideia é original, porque a gente já conhecia aquele excelente fake trailer dos Thundercats (se você não conhece, saiba que está perdendo. É uma obra de arte). Imitando o caso dos Thundercats, o trailer do Lanterna é uma óbvia colagem de cenas de ID4, da série Enterprise (o andoriano tornado Guardião), do trailer do Star Trek de 2009, de falas do Senhor dos Anéis (tem acento?)… Mas não importa. É maneiro:
É verdade que o filminho segue as mesmas obviedades de todos os trailers de filmes de ação: feitos para quem sofre de DDA, potencialmente induzindo espasmos epiléticos na audiência, com dez cenas por segundo, sem dar tempo de você sequer saber o que está vendo, com o mesmo tipo de música, todos aqueles portentos visuais… Aliás, ele prova que qualquer garoto, usando ferramentas que estão em domínio público (ou não deveriam… “fotoshop-jogos-coréu”, alguém?), qualquer garoto consegue fazer a mesma coisa que custa milhões aos estúdios. Quer dizer, a tecnologia e a indústria do entretenimento nivelaram a todos.
Não me queixo não. Se você observar quanto dinheiro vai para esse ramo da economia, mais tudo que é lançado ao consumidor de tecnologia, entre telefonia celular, banda larga, smartphones, netbooks… Ainda é melhor do que gastarem em guerras, que é outro ramo que movimenta muito dinheiro.
Há um toque do trailer que será melhor apreciado por quem é fã dos quadrinhos: entre os membros da Tropa dos Lanternas Verdes, dá pra identificar Kilowog, Tomar-Re e até mesmo Ch’p. Naturalmente, ficaram faltando Katma Tui e Arisia, que, aliás, em tempos polìticamente corretos, necessàriamente teriam que ser inventadas se não existissem. Nada que não se possa corrigir.
O juramento dos Lanternas também caiu bem. Não dá pra escutar direito, e parece até uma tropa de borgs falando, mas ficou bem como encerramento.
EOF
Cumprindo minha missão

A capa é a mesma de Team Titans #1-A.
Hoje, eu voltava do trabalho em pé no metrô, lendo Os Novos Titãs no. 100. À minha frente, estava sentada uma menina, seus 8 a 10 anos, ao lado da mãe. De repente, a menina deu um toque na revista, chamando minha atenção.
– Posso ler com você? — perguntou da maneira mais despojada e aparentemente sincera.
– Cuma?
– Posso ler com você?
A primeira voz que ouvi foi a do egoísmo mesquinho: não, não pode, é minha e eu quero continuar a ler. Essa voz foi prontamente espancada e silenciada.
A segunda voz foi a da razão: impossível deferir ao pedido. Se estou em pé na frente dela, não tem como ela ler junto comigo. Um de nós teria que girar 180 graus. Além do mais, a história é complexa e violenta demais para uma menina da idade dela, cheia de palavras e conceitos que requerem uma cultura geral que ela não tem. Também é continuação da edição 99, de modo que ela não a entenderia. Não bastasse tudo isso, a história é simplesmente ruim. Não a recomendo nem a uma criança de oito anos, que deveria estar lendo alguma coisa mais divertida e mais instrutiva.
A terceira voz foi a da sabedoria. Se tem uma coisa que eu NÃO vou fazer é me tornar em obstáculo entre uma criança e a leitura. Taqui, na minha frente, uma oportunidade de ouro, que talvez nunca se repita, de facilitar o caminho entre ela e o mundo dos livros; os quadrinhos são uma excelente via para isso. É um momento em que nenhum adulto metido está impondo um livro chato a ela: ao contrário, ela está, espontaneamente, deixando-se levar pela curiosidade de ler alguma coisa. A revista está sendo puxada por ela, não empurrada a ela. E eu tenho o DEVER auto-imposto de facilitar o acesso, ou não me chamo Atoz (vá ao Google: veja por que me chamo Atoz. Dica: jogue, também, as palavras-chaves Sarpeidon e “Beta Niobe”).
Enquanto a mãe morria de vergonha e tentava censurar a menina, respondi à última ignorando a primeira.
– Isso vai ser um pouco difícil, porque nós estamos um de frente para o outro. — Fiquei pensando, aqui estou eu, de terno e gravata, discutindo geometria espacial com uma menina desconhecida de oito anos. Os buracos em que se metem as mentes cartesianas iludidas.
A menina não entendeu nada, “hã?”, porém continuei, “mas a gente pode fazer o seguinte: você vai lendo até a gente chegar na Tijuca”, e estendi-lhe a revista.
Ávida, ela foi abrindo as páginas, toda estabanada, e vi que a segunda metade da revista se separava da primeira ao longo da lombada.
– Cuidado, vai abrir as páginas.
Ela passou a folhear com mais cuidado e pensei, raios, ela vai entender que não é pra ler, e não é nada disso. Então, voltei à página que se abria e mostrei, “tá vendo, se abrir muito vai rasgar”.
– Ih! Por que que fica assim?
– Porque é velha. (Verdade. NT 100 é de julho de 1994 e o papel está seco.)
Foi lendo. Abriu numa página.
– Era aqui que você tava?
– Não, eu já tinha passado daí.
Voltou para o começo e foi lendo a revista em voz alta, com uma sensível dificuldade que, na idade dela, eu não tinha mais: para mim, aos oito anos, ia tudo fluindo. Também pensei, na minha época, depois do CA não tinha mais isso de ler em voz alta, a gente aprendia leitura silenciosa. Não tem alfabetização não? Não importa.
De repente, me peguei sem estar lendo nada e sentindo uma terrível crise de abstinência: eu quero alguma coisa pra ler e estou sem nada! A menina ficou com minha revista! Negativo. Abri a pasta e puxei meu exemplar de O príncipe, de Maquiavel, impresso em 1933. E segui lendo.
Chegando à Saenz Peña, confesso que senti um ligeiro medo de que a menina não fosse me devolver a revista. Infundado, primeiro porque a mãe não ia deixar, segundo porque eu já tinha lido todas as histórias e, terceiro, porque NT 100 é ruim mesmo, então não seria uma grande perda: melhor ficar com quem dá mais valor do que eu.
O trem parou, abriu as portas e somente então a mocinha fechou a revista e me devolveu.
– Agradece o moço. (É “ao moço”, dona.)
– ’Brigada.
– De nada.
APIDÊITE DO APEDEUTA (27/07/2009, 21:41 h): uma grande amiga, a quem vou dar o pseudônimo de Carolina Matoso, lembrou-me a seguinte possibilidade.
“já pensou se a menininha do metrô vê vc. lendo O Príncipe, larga a hq de lado e diz:
“- Ei, moço, prefiria ler Maquiavel!”
***
Algumas visitas recentes:
http://www.interney.net/blogs/cintaliga/
http://www.youtube.com/watch?v=yW7OPByRGDY (Obama faz a saudação vulcana. Ele é um de nós, os nerds.)
http://www.rafael.galvao.org/2009/06/de-jornalistas-e-ascensoristas/
http://olhometro.com/2009/06/19/seu-tatuador-e-ladrao/
http://mtv.uol.com.br/piadapronta/blog
http://olhometro.com/2009/02/18/sinais-graficos-que-as-pessoas-nao-sabem-usar/
http://olhometro.com/2009/04/01/do-dia-em-que-eu-virei-a-dra-manhattan/
http://universofantastico.wordpress.com/ (Silvio Alexandre)
http://paremomundo.com/
http://blaugh.com
http://jovemnerd.ig.com.br/colunas/cabeceira/ignorancia-e-forca/
http://gustibusgustibus.wordpress.com/
http://gawker.com/5283485/bright-idea-saves-newspapers (os comentários são a melhor parte, geniais. Dica do Cardoso)
http://selvabrasilis.blogspot.com/
http://oindividuo.com/ (ainda me lembro de quando li seu jornalzinho homônimo e censurado pela PUC-RJ, em uma polêmica que extrapolou os muros da universidade. Acho que ainda tenho meu exemplar, obtido com o pai de um deles, o pesquisador, tradutor de Asimov e, pelo menos por um tempo, decano do IME, Prof Ronaldo Sérgio de Biasi. Salvo engano, era 1995. Já confirmei que são as mesmas pessoas)
http://essametamorfose.blogspot.com/2009/07/como-identificar-truques-retoricos-em.html
http://www.historiasdelaciencia.com/?p=452
http://corsarios-efemeros.blogspot.com/
http://blogdoshorrores.blogspot.com/
http://www.digestivocultural.com/
http://anderssauro.com/
http://www.instantshift.com/2009/06/29/99-amazing-widescreen-wallpapers-to-spice-up-your-desktop/
http://novo-mundo.org/log/comedia-brasil-inc/guerras-modernas-do-cotidiano-cancelando-servicos-por-telefone.html
http://www.desaforo.com/
http://trekmovie.com/2009/07/09/mythbusters-to-test-star-treks-gorn-cannon/
http://jornalismofanfarrao.wordpress.com/2009/06/15/imprensa-divulga-noticia-falsa-sobre-suposta-passageira-do-voo-447/
http://starland.com/wp/?p=9
http://menke.tumblr.com/post/143587384/l-to-r-harrison-ford-han-solo-david-prowse
http://www.projetocontinuum.com/
http://hiperficie.wordpress.com/
http://ipt.olhares.com
EOF
Voo AF 447 – relatório interino
Sugestão: ignore os jornais. Os jornais dizem muita bobagem. Chutam, inventam, manipulam.
Vá à fonte. Saiu o relatório do Escritório de Investigações e Análises (BEA: Bureau d’Enquêtes et d’Analyses) sobre o acidente do Airbus 330 da Air France ocorrido em primeiro de junho.
Não estou dizendo que o relatório seja perfeito. Vão dizer que ele é político, que é viciado, vão dizer um monte de coisas. Pode ser. Mas tem dois detalhezinhos para os quais eu gostaria de chamar sua atenção.
1) O relatório é técnico. O jornal não é técnico.
2) O relatório é a fonte primária. O jornal vai citar o relatório, vai dizer que o relatório disse tal e tal coisa, mas você só vai saber o que o relatório disse quando ler o próprio.
Taqui os linques para o relatório em francês e em inglês. Um com 128 páginas, o outro com 72.
***
Em uma nota não relacionada, comecei a ler Green Lantern: Ganthet’s Tale, de Larry Niven e John Byrne. Eu conhecia a fama dessa graphic novel de 1992, que é muito elogiada como um ponto de vista original trazido por seu escritor aos quadrinhos da DC. Aliás, Niven já era bastante celebrado como o Autor de Ringworld e das histórias das guerras contra os Kzinti. (Vivo confundindo Ringworld com Discworld, do também elogiado Terry Pratchett. Se tivesse lido algum dos dois, isso não aconteceria.)
A grata surpresa foi, ao abrir o livro, reconhecer o traço de Byrne, que eu não sabia que o havia desenhado. Não só foi uma surpresa como me fez pensar em como evoluiu minha percepção do talento desse inglês. É que, quando vi os desenhos dele pela primeira vez há alguns anos, não gostei: eram muito simples e as expressões faciais, sempre dramáticas. Com o tempo, passei a apreciar justamente a simplicidade, junto com o vigor e o caráter dramático das expressões não faciais, mas corporais. De suas obras, talvez o exemplo mais famoso entre os quadrinhos da DC esteja no clássico Man of Steel, que foi o reboot do Super-homem em 1986.
Vou acabar de ler Ganthet’s Tale e, se for bom mesmo e eu estiver com saco, virei resenhar aqui.
EOF

