Archive for the ‘Meta-Web’ Category
“Frango já nasce assim”
Verificando as estatísticas do WordPress para este belogue, acabo de descobrir que alguém jogou a seguinte expressão de busca no Google: “calendario maia e o fim do mundo resumo para a escola”.
Sério.
Vamos deixar uma coisa bem clara: se a sua escola está jogando fora o seu precioso tempo em pretender dizer que o fim do mundo esteja iminente por QUALQUER razão, ela está ENSINANDO ERRADO. Se alguém teve que fazer resumo prà escola relacionando os dois assuntos, então alguém tinha que cassar o diploma desse professor, que está ensinando obscurantismo em vez de dar aula séria.
… A menos que o propósito seja justamente dizer que não faz sentido. Aí pode.
Aliás, peraí! Se a expressão de busca foi essa, é que tem alguém querendo vir à Internet pra pegar o resumo PRONTO, né! Alguém aí tá querendo levar nota sem ter tido trabalho! O nome disso é ESTELIONATO.
Outra expressão de busca com que vieram parar aqui: “quais sao os tipo de embalagem utilizada na exportaçao de cachaça e como sao tranportadas”.
Vamos deixar de fora os erros de digitação, que não são o foco.
O foco está no seguinte: NÃO É ASSIM QUE SE PESQUISA. Aparentemente, o usuário se dispôs a consultar o Grande Oráculo da Internet escrevendo a pergunta, para que o Oráculo lhe trouxesse a resposta pronta: “veja, os tipos são estes; e elas são transportadas assim” — mais uma vez, sem querer ter o TRABALHO de pesquisar, de olhar mais de uma página, de MONTAR SEU PRÓPRIO TEXTO.
Cada vez tenho menos paciência com quem quer receber tudo pronto. E tem uma geração inteira assim, querendo receber tudo de bandeja. Para eles, frango já vem ao mundo daquele jeito: depenado, sem cabeça, com as patas e asas dobradinhas, congelado. E ainda reclamam de terem que temperar.
Que m*rda de mundo, esse em que viverei minha senectude.
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Os números de 2010
ABRE ASPAS
Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!
Números apetitosos

Um duende das estatísticas pintou esta imagem abstracta, com base nos seus dados.
Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 4,200 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 10 747s cheios.
Em 2010, escreveu 64 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 302 artigos. Fez upload de 13 imagens, ocupando um total de 2mb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.
O seu dia mais activo do ano foi 3 de Abril com 39 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Acidente da Fumaça em Lages.
De onde vieram?
Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram leilakalomi.wordpress.com, trekbrasilis.org, search.conduit.com, google.com.br e sratoz.blogspot.com
Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por acianotico, escravos ladinos e escravos boçais, posters sratoz wordpress, acianótico e boçais e ladinos
Atracções em 2010
Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
Acidente da Fumaça em Lages Abril, 2010
Boçais e ladinos Março, 2010
Pessoa jurídica comete estelionato? Fevereiro, 2010
Tragédias cariocas e proibição do fanque Setembro, 2009
Sobre a experiência de ir assistir a Homem de Ferro 2 Maio, 2010
3 comentários
FECHA ASPAS
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Eu adoro a Web 2.0 (quando bem feita)
Estou há um tempão para escrever sobre a parte boa da Wikipedia. A ruim a gente já sabe: não confiável, subjetiva, sujeita a flamewars etc. Mas tem o lado bom também, que eu queria enfatizar. Ainda não é desta vez, estou sempre sem tempo, e coisa e tal. Mas acabei de ver um exemplo muito legal da boa Web 2.0 que queria compartilhar com você.
Estou lendo um artigo sobre Penda, que foi rei de Mércia no século VII. Mércia era um dos reinos que, quando se juntaram no século IX, formaram a Inglaterra. Na página de discussão sobre o artigo, várias pessoas se preocuparam que não havia um retrato de Penda. Aí vem um e retruca, óbvio que não; o cara se perdeu na aurora dos tempos, é quase mítico feito o Rei Artur, não tem quadro, iluminura, nada. Mas, aí, outro lembra que não importa, o artigo está longo, tinha que ter uma figura: um mapa da Inglaterra naquela época, uma foto de armadura do século VII, uma moeda, qualquer coisa. Um terceiro vem e sugere: mapa não costuma ficar bom; será que não podemos usar o retrato de algum evento? Uma batalha, talvez?
Aí é que fica interessante. Primeiro, um usuário tem a ideia de usar a foto de um vitral da catedral de Worcester, que representa a morte de Penda. A foto estava em um texto online sobre a Idade Média, cujo Autor se ofereceu para VENDER os direitos de reprodução. Que que o usuário sugeriu? “Alguém que more perto de Worcester pode ir lá com a câmera e trazer uma foto para nós aqui.” Assim dito, assim feito.
Várias vitórias aconteceram aí. A primeira é óbvia: alguém foi criativo em usar a foto da catedral e está de parabéns. A segunda também é óbvia para quem está atento aos benefícios da Web colaborativa: várias cabeças pensando juntas, sugerindo, todas orientadas de boa fé ao melhor resultado possível, mostram as enormes vantagens que tendem a melhorar o conteúdo. O resultado fica sempre melhor do que o de uma só pessoa, limitada, batendo cabeça e não conseguindo uma solução. É quase um brainstorm documentado de mútuo socorro.
A terceira vitória não é tão fácil de ver. Perceba que um sujeito, que pode estar a bilhares de quilômetros, que podia ser eu aqui na América do Sul, vai lá e posta a sugestão de que outrem, morando perto da catedral, possa fazer o que o sul-americano não pode: simplesmente ir à catedral e pôr a foto para todos verem. No mundo online, a distância não faz a menor diferença, estão todos convivendo um ao lado do outro no mesmo ciberespaço. Quando é necessário voltar ao mundo físico, não tem problema; quem estiver mais perto vai lá e faz. Se eu quiser saber como está o tempo na Nova Zelândia agora, procuro o twitter de alguém de Auckland e simplesmente pergunto.
A quarta vitória mostra como a economia da Web 2.0 quebra os paradigmas. O sujeito offline pretendeu cobrar pelo uso de sua foto. Ele tem esse direito; a foto é dele, ninguém pode usar sem sua permissão. Entretanto, embora a foto esteja protegida por direito autoral, ele não enxergou que o objeto da foto não estava e que era muito fácil alguém simplesmente ir lá e fazer outra. Quis vender, ficou sem o crédito; puseram a foto sem ter que pagar um penny a ele ou reconhecerem sua ideia prévia. Tá todo mundo maluquinho tentando descobrir um jeito de monetizar a Web 2.0, e não consegue por causa dessas coisas.
Eu achei a história ótima.
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Panopticons da vida privada e outros da vida online
Acabo de ver um linque na Web, com uma chamada tão mal escrita que fiquei até curioso: que notícia obscura seria essa? Então cliquei e li que Tiger Woods bateu com o carro, ontem, anteontem, sei lá.
Ordinàriamente, eu não continuaria lendo, mas o que me deixou tão intrigado foi a extensão da reportagem. Comecei uma metaleitura, na intenção de descobrir o que esses jornalistas conseguem extrair de um mero acidente de trânsito. Sei lá, vai que tem alguma implicação mais séria, né?
Bom. Aparentemente, Woods bateu com o carro perto de casa, às 2 e pouco da manhã. A esposa ouviu, acudiu e teve que quebrar uma janela para tirá-lo do carro. O golfista estava sangrando e com a consciência indo e voltando, mas consta que já passa bem.
O que me chamou a atenção, mesmo, foi o seguinte:
“Left unanswered was where Woods was going at that hour.” – Ou, em língua lusa, “o que ficou sem resposta foi aonde Woods estava indo àquela hora”.
Como assim? Ora, pombas, quer dizer que, agora, um cidadão tem que dar satisfações sobre aonde vai a que horas? Não pode mais dirigir seu carro de madrugada sem se tornar suspeito? Tem toque de recolher, é isso?
“Pois não, policial?”
“O senhor estava dirigindo seu carro de madrugada. Aonde estava indo?”
Faz sentido essa conversa pra você?
NINGUÉM TEM NADA COM A VIDA DELE. Não é pra se meter, ficar fazendo inquérito, saber aonde ele ia com seu carro.
Eu, hein.
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Em uma nota não relacionada, vejamos.
Belogues, fóruns de discussão, email, listas de email, instant messaging, Google Translate, Orkut, Facebook, Google Docs, Google Maps, 4share, Rapidshare, Scribd, Flickr, Picasa, YouTube… Deixei alguma coisa de fora? Não, né?
Pois bem, ontem assisti a este vídeo de apresentação do Google Wave:
De início, fiquei apaixonado pela idéia. Juntaram tudo em uma interface só. Fundiram todos os modos de expressão que você tem na Web, de um modo intuitivo, como já aprendemos a esperar desse pessoal do Google. A programação deve ter sido animal, depois de sessões insanas de desenvolvimento da arquitetura, de modelagem, de brainstorms viajantes sobre as funcionalidades. A orientação a objeto salta aos olhos.
Ao mesmo tempo, não pude deixar de pensar: confuso, bagunçado, com um elevadíssimo potencial para ser mal utilizado pelas mentes analfabetas destes tempos de inclusão digital. Deu-me a sensação de uma ferramenta prematura – não uma ferramenta que está “adiante de seu tempo”, mas uma implementação prematura, talvez carecendo de ferramentas que ainda estão por inventar e tais que, na falta delas, fica desconjuntado. Em outras palavras: está tudo agrupado, mas não realmente agregado, não realmente consolidado.
Sei lá. Como costuma acontecer nesses casos, é muito fácil ficar acrescentando previsões ao hype, sejam elas otimistas ou pessimistas, e quase garantido que estarão todas erradas. Eu poderia dizer, “complicado demais, não vai dar certo”, mas isso é o que disseram de tudo que DEU certo em tecnologia da informação. Muitas vezes, a coisa acabou simplesmente ganhando um uso que não tinha nada a ver com o uso imaginado originalmente. Outras vezes, foi o contrário: fez-se uma comemoração insana de tecnologias “revolucionárias” que simplesmente não pegaram. Ou você conhece alguém que tenha um telefone Iridium? Eu poderia dizer, “é tudo que eu queria, todo o mundo vai adorar”, e as pessoas continuarem preferindo a simplicidade da compartimentalização entre os canais.
Mas que é supermaneiro, é.
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Já que estamos falando em Web 2.0: está no ar o belogue colaborativo da REDARTE/RJ. A Redarte é uma associação de bibliotecas especializadas em arte situadas no Estado do Rio de Janeiro. Nas palavras do próprio belogue,
“A Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ) é uma rede de instituições com acervos especializados na área de artes no Rio de Janeiro e em Niterói. Seu objetivo principal é ampliar, para o público em geral e os pesquisadores de arte em particular, as opções de acesso a todo um universo de informações disponível em um conjunto expressivo e representativo de acervos especializados em arte.
“Participam da Rede instituições públicas e privadas, como museus, universidades, arquivos, centros culturais, totalizando 36 integrantes. As instituições são representadas na Rede por gestores dessas unidades de informação, graduados em Biblioteconomia e áreas afins.
“OBJETIVOS
”- Facilitar aos pesquisadores e ao público em geral o acesso a informações na área de arte;
”- Divulgar suas instituições integrantes;
”- Oferecer serviços e produtos informacionais;
”- Promover o intercâmbio de experiências entre os profissionais da Rede e auxiliar sua atualização;
”- Promover o intercâmbio de informações em arte através da localização de itens e do serviço de empréstimo entre as bibliotecas integrantes;
”- Incrementar a permuta e a doação de itens entre seus membros.”
Até há pouco tempo, a existência online da Redarte era só um website com edição centralizada, que não se comparava às várias atividades que aconteciam no mundo real. Agora, com a iniciativa do belogue, já dá pra ver uma dinâmica onde tudo que acontece é atualizado ràpidamente. Como a Redarte é liderada por bibliotecárias, o belogue cumpre a vocação da classe: contém inúmeros linques para instituições, bases de dados e relatos de eventos. Com o tempo, as organizadoras pretendem disponibilizar os powerpoints das palestras, artigos e por aí vai.
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Ainda no teste de nerdidade:
31- Você já discutiu com um professor? – É possível, mas não que me lembre.
32 – Você venceu? – Não.
33 – Algum palestrante já indicou que alguém procurasse você como tendo mais conhecimento? – No contexto, não creio.
34 – Você já tentou admissão a alguma faculdade só para “ver se conseguiria entrar”? – SÓ para isso? Não.
35 – No seu SAT, a Matemática estava mais de 300 acima de seu verbal? – Nem conheço o teste, mas já vi que não se aplica no Brasil. Pulo.
Até agora, 20/33. Até que está melhorando (ou piorando, não sei).
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Profecias para 2010
Vou te contar, meu. A quantidade de paraquedistas (agora é sem hífen?) que aparecem por aqui procurando por “profecias para 2010″ no Google não está no gibi. Veja bem, este é um belogue pequeno, não passa de quinze visitas por dia, mas, todo dia, tem pelo menos um procurando profecias para 2010.
Caraca. Esse povo tá precisando ler O mundo assombrado pelos demônios, do Carl Sagan. Parar de acreditar em trambiqueiros e estelionatários de modo geral.
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ONTEM FEZ SETENTA ANOS QUE COMEÇOU A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Não vi NEM UM comentário na Internet sobre isso.
Verdade que não tenho navegado muito também. Mas, se você quiser ser lembrado de algumas estatísticas, taqui.
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Os comentários do Sr Atoz a Babylon 5
Continuando uma prática que iniciei algumas semanas atrás, resolvi criar uma página específica para arquivar meus comentários sobre Babilônia Cinco. Assim, reduzo o percentual de inglês do belogue ao mesmo tempo em que organizo a matéria mais conforme o (des)interesse do Leitor.
Portanto, além dos comentários que eu já havia feito sobre “There All the Honor Lies”, a partir de hoje estão no ar algumas notas sobre “Knives” e “In the Shadow of Z’ha’dum”. Infelizmente, as janelas de edição do WordPress não parecem ter sido feitas para páginas permanentes muito longas, e a formatação dá bem mais trabalho do que no Word. Esse problema só piora à medida em que o arquivo cresce e, aliás, nem sei se existe limite para esse crescimento. Portanto, creio que, algum dia, terei que arrumar uma melhor solução permanente para minhas notas. Até lá, vou colocando-as no arquivo criado hoje.
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Charlatanismo rampante
Vi o linque. Desconfiei que fosse charlatanismo, então cliquei para ver qual era a novel forma de enganar o público.
Vim parar aqui. Parece a história de sucesso de uma dona-de-casa americana típica, que teria conseguido perder 21 kg sem regime nem ginástica.
Só comendo açaí.
Ela começa dizendo não ser uma celebridade, mas minha desconfiança começou a se transformar em certeza quando vi que o texto ficava promovendo a Oprah e o Dr. Oz, usando a credibilidade de figuras que vendem MUITA credibilidade às donas-de-casa americanas e falando das maravilhas de uma frutinha que, para eles, é exótica. Santo de casa não faz milagre; portanto, para muitas americanas, seria garantido que a frutinha da Amazônia traria a receita extraterrestre para resolver todos os problemas de emagrecimento. Uma espécie de velho da montanha, só que em cápsulas.
Prosseguindo na descrição, detectei a lorota da “parede de gordura velha grudada no intestino”. É um velho truque dos charlatas do emagrecimento: eles te fazem engolir uma cápsula que, na verdade, contém uma espécie de massinha, dizendo que é remédio para purgar as gorduras velhas, toxinas, venenos etc. Dentro do seu corpo, a massinha absorve água, molda-se ao intestino e multiplica enormemente seu volume. Você acaba ca*ando esse negócio e acha que é mesmo uma substância que estava dentro de você fazia anos e que só agora está sendo expulsa, pelo “remédio”.
Pensei em entrar na caixa de comentários e denunciar a mentira do açaí. Foi aí que vi os comentários desabilitados. E a nota de copyright de uma empresa, não de uma pessoa física. E um linque para o belogue de Rachael Ray — esta, sim, celebridade no padrão Oprah. E também notei que o “belogue” só tinha esta entrada, de 2008, e mais nada.
Entrei no “belogue de Rachael Ray”. Idêntico, também tinha só esta entrada, texto igual, arranjo visual igual, mesmas cores, exceto que o texto não se dizia escrito por “Jenny Thompson”, mas por “Alyssa Johnson from Duque De Caxias, 21″.
Uma soccer mom americana de Duque de Caxias??? Ah, sim: aos 21 anos ela tem um filho de TREZE??? O que estão pondo na comida dessas meninas hoje em dia?
Bom. O último comprimido de anfetamina A gota d’água foi este detalhezinho no canto superior esquerdo: “Note: expiring on Fri, Aug. 14, 2009″. Estou digitando isto na sexta, 14 de agosto. Se você está lendo em outro dia, veja lá se a oferta não expira no dia em que está lendo, ou no dia seguinte.
Não sei. Certos websites, dá vontade de chamar a polícia. Exceto que não é crime, nem eu sei em que Estado publicaram.
Apidêite: testei. Agora Alyssa é de Niterói, mas ainda tem 21 anos e é casada há quinze. Já que agora é sábado, 15, a oferta vai só até domingo, 16. Aí: é muito Polishop, né não? “Mas espere! Você ainda leva este descascador de banana, inteiramente grátis!”
Visitas recentes:
http://news.yahoo.com/s/ap/20090808/ap_on_re_us/us_wrong_way_crash
http://news.yahoo.com/s/ap/20090808/ap_on_re_mi_ea/ml_iran_election
http://www.youtube.com/watch?v=Shti4brylgw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=YVIHn5GdWhI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=0Kgusd1rN6E&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=S61zLcMFp1A&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=WRfDsSnLtE4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=eCCMEIv8ZVk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ApM_f-jBlP0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=DFwTEZVEe9s&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=GGoSCX9V4fo&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=HmIkH1-ehKc&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=xz8fOZxIdVg&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Q6l1rwQJjYg&feature=related (USS Forrestal, part 1)
http://www.youtube.com/watch?v=_MVXRng2VCc&NR=1 (part 2)
http://www.youtube.com/watch?v=UuTq6d51JfY&feature=related (part 3)
http://www.youtube.com/watch?v=hvZH7wtzY_Q&NR=1 (pt 4)
http://www.youtube.com/watch?v=iK7RGpSlJ7Y&NR=1 (pt 5)
http://www.youtube.com/watch?v=vYAWrkvyYdc&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=SAhWU19etQM&feature=related (Tu-22M3)
http://www.patricksaviation.com/videos/Caribougnal/1694/ (Rio, 1967)
http://www.patricksaviation.com/videos/Guest/503/ (A-4 da MB)
http://mundofox.com.br?bcpid=5830441001&bctid=8364530001 (Family Guy) (uma das continuações diz que estão levando o prisioneiro para o bloco 1138, referência ao primeiro filme de George Lucas, THX 1138)
http://www.camigoestonorway.blogspot.com/
http://xkcd.com/123/ — sugestão da Pacamanca. E o mais engraçado é que o diálogo está 100% correto do ponto de vista da Física. Realmente, as forças centrífugas não existem nos referenciais inerciais, mas apenas nos referenciais em rotação, tal como explicado pelo vilão. Muito bom.
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Sintomas de um mercado editorial incipiente
De vez em quando eu resmungo que este é um povo de pouca instrução, pouco dado à leitura. Pelo que leio por aí, parece que estou sendo injusto quanto a essa segunda parte, porque BAxt e pacamanca já me convenceram de que a aversão à leitura dever ter algo de universal.
De todo modo, é um povo pouco instruído, sim. O tratamento que os livros recebem no Brasil é quase o de algo proibido. De fato, alguns anos atrás, um amigo de meu irmão ficou espantadíssimo quando, visitando-nos em nossa casa, surpreendeu-me lendo durante as férias, como se eu fosse maluco de estar desperdiçando meu tempo com uma tarefa que só deveria cumprir se fosse obrigado.
Então, eu passava agora há pouco em frente à livraria Eldorado da Tijuca, quando uma capa chamou minha atenção. Vários homens jovens, com traje de vôo, sentados na asa de um avião inglês da II Guerra Mundial, em uma fotografia em preto e branco típica da época (incidentalmente, dá pra dizer que o avião é inglês pela forma do motor que aparece no canto). O livro era Há muito o que contar… aqui, de A.L. Kennedy. Fiquei imaginando que fossem histórias de aviação durante a guerra, tema que sempre me atrai. Como não gosto de comprar um livro só pela capa, fui pesquisar por aí.
Primeiro, procurei A.L. Kennedy na Amazon. Encontrei Day, que tem a seguinte descrição:
Kennedy’s contemplative, stylized sixth novel (after Paradise) follows former Royal Air Force tail gunner Alfred Day as he relives his experiences in a WWII German prison camp. It’s 1949, and (…) He volunteers as an extra on the set of a war documentary, (…) The film set experience grows darker as Alfred begins reliving his time in the prison camp (…)
A capa era diferente da que eu tinha visto. Para confirmar que o livro fosse o mesmo, fui ao saite da Saraiva, a conferir a descrição. Olhe só o que encontrei:
A historia de um homem que foi piloto de um bombardeiro da Força Aérea Britânica durante a segunda Guerra Mundial.
Após a guerra, em 1949, ele participa como figurante num filme em que revive sua experiência de prisioneiro de guerra.
Está notando algo diferente? No original, ele era tail gunner: artilheiro de cauda, aquele cara que vai dentro de uma jaulinha no rabo do avião, dando tiro nos alemães que vêm atacar por trás. No comentário brasileiro, ele se tornou piloto.
Relevando o ataque à ortografia (“historia” sem acento) e a impropriedade dos nomes (“Força Aérea Britânica”, em vez de “Real Força Aérea” ou de “Força Aérea britânica”, como se o “Britânica” fizesse parte do nome, o que não faz; e “segunda Guerra Mundial”, com o “segunda” iniciado por minúscula), resta o fato de que a resenha brasileira está, muito provàvelmente, errada quanto aos fatos. Quer dizer, não sei qual das duas, mas, se eu tivesse que apostar dinheiro, diria que a errada é a brasileira.
(No mínimo, porque é menor: meu Word contou 126 palavras, contra as 315 das duas resenhas da Amazon combinadas. Não vou contar o fato de que a Amazon deixa os leitores comentarem a obra, que seria covardia. Oito pessoas deixaram lá suas observações, muito mais úteis (e algumas mais extensas) do que as resenhas editoriais e, aliás, confirmando que Day era tail gunner. Aliás de novo, é por essa e inúmeras outras razões que eu adoro a Amazon: ela sempre dá vasta informação sobre o produto, permitindo que você saiba exatamente o que esperar dele, qual é a edição, o que chamou a atenção dos leitores etc. Você não toma nenhuma decisão no escuro. Já deixei de comprar inúmeros livros que compraria de outro modo, só com base nas resenhas deixadas lá.)
Você poderá argumentar que isso não faça diferença e que o livro terá valor, ou não, independentemente da posição que Day ocupava a bordo. Só que, se a idéia é expor o produto para que eu escolha se o quero, então tudo conta para meu julgamento. Sinceramente, eu, Atoz, dou mais valor à história do tail gunner do que à de um piloto, por duas simples razões. Uma, que as perspectivas são completamente diferentes: o piloto é um oficial, comandante da tripulação, responsável por erros e acertos e com poder de decisão sobre para onde leva o avião, enquanto o artilheiro de cauda não é um oficial, fica impotente para comandar qualquer coisa além de sua metralhadora, opera em um espaço bem mais confinado, e submete-se aos mesmos riscos do piloto mais o de levar um tiro na cara, que o piloto, em regra, não. São pontos de vista bem diferentes. Outra, que o ponto de vista do piloto está narrado em dezenas de livros e revistas sobre a guerra, mas o do artilheiro é bem mais difícil de se encontrar, e valorizo-o mais por isso.
Então, como você pode ver, o consumidor incauto, que não pesquisa em outros saites ou não fala inglês, é levado pela Saraiva a uma impressão errada sobre o livro. Além do mais, existe uma norma básica, né: o que não se pode é errar; se não sabe, então não escreva nada. Não vai cair a mão se, na dúvida, o livreiro escrever “tripulante” em vez de “piloto”.
Naturalmente, tudo isso decorre da displicência de quem não teve cuidado suficiente antes de resenhar Há muito o que contar… aqui. Imputo essa negligência ao espírito geral, reinante no Brasil, de se equiparar livro a mercadoria de camelô. É aquela noção de fazer tudo sem cuidado, porque tanto faz. Duvido que isso acontecesse em um país que desse valor à leitura.
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A morte da música
Dica do Cardoso: um vídeo resumindo o que anda acontecendo na indústria da publicidade por causa da Internet, especialmente (mas não apenas) da Web 2.0.
O vídeo tem várias virtudes. Uma é que realmente resume bem a questão. Outra é a escolha da música (uma de minhas preferidas). Outra, ainda, é o talento do Autor, que conseguiu manter a letra original *e* seu significado em inúmeras passagens. Resulta que a avaliação de mercado vem acompanhada de uma reação sentimental semelhante à de American Pie.
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Em nota não relacionada, estou ouvindo …Calling All Stations… Que coisa estranha. Não parece um álbum do Genesis. Melhor dizendo, só lembra, em algumas passagens. Tem toda a cara do rock inglês de sua época (1998), mas eu não diria que é Genesis se não soubesse. Não é um álbum ruim, mas tampouco é inspirado, e nem chega perto de me causar o mesmo efeito de inúmeros e maravilhosos outros discos deles do período 1970-1986 (você que adora baixar material, busque: Foxtrot, Selling England By the Pound, The Lamb Lies Down on Broadway, A Trick of the Tail, Seconds Out, Duke, Three Sides Live, Genesis e Invisible Touch, deixando de fora uns que não me agradam tanto. Se for fazer busca por nome de música, comece por minhas favoritas do momento: Firth of Fifth, The Cinema Show, Carpet Crawlers, Los Endos, Afterglow e Duke’s Travels, sempre dando preferência para as versões ao vivo).
…Calling All Stations… parece só ter sido feito para bater ponto mesmo, seguindo formulinhas populares. Tenho quase pena do vocalista Ray Wilson, vários anos mais novo que os outros dois componentes da banda (Tony Banks e Mike Rutherford). Na época, li um depoimento dele, de que estava orgulhoso, sempre tinha sido fã… É isso que mata. A própria tietagem já mostra que ele não tinha condição de se misturar. Até agora, o álbum é o último gravado em estúdio pela banda. Foi um fracasso. Depois, Wilson saiu, e o Genesis ficou sem tocar por nove anos – certamente por terem percebido que não tinham mais condição. Mas o disco ao vivo que veio depois, Live Over Europe 2007, tem de volta Phil Collins, Chester Thompson (que toca bateria pra caramba) e Daryl Stuermer; e é muito legal. Recomendo-o.
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