Caixa de sabão do Sr Atoz

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Isto não é uma resenha dOs Vingadores

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Cada vez parece que tenho menos tempo, então não vou fazer uma resenha do filme dos Vingadores. Vou só fazer o que já fiz para Homem de Ferro 2 e As Aventuras de Tintim: comentar de algumas coisas em que reparei.

O filme é muito bom. Muito divertido. Vale a grana do ingresso.

Filme em 3D fica escuro.

Explosões! Efeitos! Essa parte está MUITO boa.

Aeronaves utilizadas no filme:
- helicóptero Agusta A109, provàvelmente o modelo civil mais usado em filmes de ação desde os anos 90. Não sei por quê, já que é pequeno e não muito agressivo. Pode ser (1) por causa da aerodinâmica que lhe dá uma aparência de veloz ou (2) porque é sempre a mesma locadora que os cede para filmagens;
- Quinjets da S.H.I.E.L.D.: fictícios e me lembrando os APC da excelente e saudosa Space: Above and Beyond;
- jatos de treinamento Alpha Jet, do modelo francês (não do modelo alemão), fornecidos pela Air USA (como dizem os créditos do filme) e usados em cima do Helicarrier;
- jatos de ataque Harrier, em forma de maquetes sobre e dentro do Helicarrier;
- jato de caça F-35, usado como escolta do Helicarrier;
- jato executivo da Stark Industries, fictício, o mesmo de Homem de Ferro 2, lembrando o projeto conjunto de jato executivo supersônico que a Gulfstream e a Sukhoi iniciaram e abandonaram nos anos 90.

A parte de baixo do Helicarrier lembra muito a Enterprise-E.

Como sempre, Tony Stark, maior do que o mundo, domina a cena, mesmo em presença de deuses e monstros verdes. Inclusive por causa da atuação de Downey Jr., mais uma vez perfeita, maior do que o mundo e dominando a cena. Pergunto-me se ele não faz como Shatner, que não atua, simplesmente é ele mesmo diante das câmeras.

Mark Ruffalo, o ator que faz Bruce Banner, é muito bom em representar o estado emocional de permanente controle de uma raiva que está sempre querendo emergir.

Tudo a ver com Tony Stark: o momento em que ele espeta Banner pra ver se vira monstro.

As falas de Downey/Stark são engraçadas.

Os diálogos do filme são todos previsíveis, óbvios, ralos. Mas que se dane; se eu quisesse ouvir diálogos, teria procurado algum “filme de arte” europeu. Fui ver o filme por causa dos efeitos e esses, sim, corresponderam ao ingresso que paguei.

Excelente a representação do Hulk, bem conforme os quadrinhos: uma força incontível e indiscriminante.

Engraçada a referência: “Hulk — smash.”

Participação de Stan Lee: não vou estragar para quem prefere procurá-lo. Já se você prefere que eu conte, basta selecionar o texto na linha abaixo, que escrevi com fonte branca:
Stan Lee aparece após o clímax, quando as televisões estão mostrando o povo nas ruas a comemorar a atuação dos Vingadores. É o velho que vira pra trás e diz que não acredita em super-heróis em Nova Iorque (o que é uma tremenda ironia, já que o que ele mais fez em sua carreira foi criar super-heróis em Nova Iorque).

Desta vez você não precisa ficar até o final dos créditos. Eu fiquei, não tem nada. Mas tem que ficar até acabar a parte inicial dos créditos, que tem animação.

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As Aventuras de Tintim, uma preciosidade para connoîsseurs e para novatos

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Depois de tanto tempo em silêncio neste belogue, depois de ter pensado e iniciado inúmeros textos candidatos a serem o próximo, eu não imaginava que esta postagem fosse tratar justamente do filme do Tintim.

Eu vinha acompanhando as notícias sobre o filme com uma certa apreensão, que aumentou quando vi o trailer. Depois do fracasso do Expresso Polar e de sua perturbadora imitação da vida real, minha expectativa era que Spielberg e Peter Jackson desperdiçassem o potencial aventuresco do personagem. Mas os nerds andaram confiantes e a propaganda foi favorável antes da estreia, então decidi arriscar meus R$ 17 — embora tenha preferido ver a versão 2D depois da má experiência e do desperdício de dinheiro no filme escuro e sem graça do Capitão América 3D.

Senhoras e Senhores, não me arrependi. O filme é divertido! Especialmente para os fãs de Tintim, que vão se deliciar com a adesão ao espírito do personagem e de suas histórias. Já na abertura, somos brindados com créditos escritos com a mesma fonte das capas dos livros. Ao fundo, quadrinhos sortidos e referências diversas sucedem-se para deleite dos fãs: a Ilha Negra, o foguete de Rumo à Lua, a estátua de astronauta de Vôo 714 para Sidnei

Ainda que não houvesse as referências, a própria abertura já teria seu valor. É uma animação de cores fortes, acompanhada de jazz, remetendo às aberturas de filmes dos anos 60 como os de Blake Edwards. Ela mesma já conta uma história e apresenta o teor elaborado das aventuras de Tintim.

Na primeira cena, Tintim está em uma feira de antiguidades enquanto seu retrato é pintado por ninguém menos do que o próprio Hergé, desenhista e Autor de todos os seus livros. Atrás dele há vários outros retratos, saídos diretamente da contracapa das edições clássicas. Nessa mesma linha, para nós que lemos esses livros na desde a infância, o filme traz uma sucessão de referências deliciosas:

- durante os créditos de abertura, vemos um letreiro de aeroporto com localidades como Ilha Negra e Sildávia;

- os recortes de jornal nas paredes do apartamento de Tintim são manchetes correspondentes a aventuras anteriores (especìficamente Os charutos do faraó, O loto azul, O ídolo roubado e O cetro de Otokar);

- o jornal Le Petit Vingtième faz uma breve aparição: esse é o suplemento do jornal Le XXe Siècle onde eram publicadas as aventuras de Tintim até 1940;

- o uísque do Capitão Haddock é Loch Lomond (de Tintim e os Tímpanos);

- as bolas de uísque em queda livre são reminiscentes de Explorando a Lua;

- entre as estátuas do palácio de Omar Ben Salaad, encontra-se a de Shiva, de Os charutos do faraó.

A história avança rapidamente, sem alguma longa exposição do personagem, o que é muito bom, não apenas porque não perde tempo mas também porque os próprios livros não se detêm nisso. O roteiro é uma fusão de O caranguejo das tenazes de ouro com O segredo do Licorne, embora eliminando partes de um e de outro. O resultado ficou bem mais simples do que a soma das duas histórias, mas bem mais complicado do que cada uma individualmente. Então, não há nem menções aos traficantes do primeiro livro, nem aos irmãos Pardal, do segundo. E há algumas outras diferenças, criadas para unir as duas histórias.

CUIDADO: SPOILERS APÓS OS ASTERISCOS. PARA CONTINUAR SEM SPOILERS, PULE PARA OS OUTROS ASTERISCOS.
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Embora a história principal de O caranguejo não tenha sido usada, algumas referências permaneceram, como o gigantesco ornamento em forma de caranguejo dourado no palácio marroquino e a derrubada de uma grande caixa com latas de caranguejo no duelo final entre Sacarina e Haddock.

São de O caranguejo o sumiço da lupa, a promoção de bengalas, o Karaboudjan, a fuga do porão com garrafas de champanha, a bebedeira de Haddock e seu primeiro encontro com Tintim, o imediato Allan, a fuga e o fogo no escaler, o hidroavião metralhador, sua tomada e sua queda, a caminhada no deserto, o resgate pela Legião Estrangeira e o poderoso Omar Ben Salaad. Tudo mais é de O segredo, exceto que o Capitão Haddock não ouviu nem esqueceu segredo nenhum de seu avô: ele leu as memórias de Francisco, Cavaleiro de Hadoque, e ficou empolgado em reconstituí-las, não no deserto, mas dentro de sua própria casa. Já o personagem Barnaby Dawes é a fusão de um personagem chamado Barnabé, de O segredo, com o marinheiro Dawes, de O caranguejo.

Houve um acréscimo divertido porém desnecessário, que foi toda a sequência rocambolesca ambientada na cidade marroquina de Bagar. Já o parentesco entre o Professor Sacarina e Rackham, o Terrível, não existe nos livros e, portanto, enriqueceu a história. No fim do filme, a busca de Sacarina por vingança proporcionou um duelo que espelha a luta entre o Cavaleiro de Hadoque e o pirata. (Se bem que um detalhe talvez tenha escapado aos roteiristas: se o Cavaleiro de Hadoque foi o único sobrevivente do Licorne e do navio pirata, então ninguém mais soube dos detalhes de seu encontro com Rackham. Como se explica que Sacarina tivesse obsessão por vingança ou conhecimento da maldição?)

De um certo modo, eu tinha a expectativa de encontrar o Professor Girassol. Entretanto, chegando ao meio do filme, o segredo do Licorne não havia sequer sido desvendado, de modo que percebi que o filme não mostraria a continuação que é O tesouro de Rackham, o Terrível. De fato, desse livro só o final foi usado, coincidindo com os últimos cinco ou dez minutos de filme.

(Outro detalhe que escapou, este jurídico: se Sacarina se havia tornado legítimo proprietário de Moulinsart, então lhe pertencia o tesouro encontrado na cripta, que veio junto com o imóvel. Não é para Haddock ficar todo animadinho achando que é dono.)

A última tomada de As Aventuras de Tintim convenceu-me de que Peter Jackson e Spielberg estão pensando em fazer o segundo filme; possìvelmente estão só esperando os resultados de bilheteria do primeiro. Se for isso mesmo, certamente será uma adaptação de O tesouro, exibindo o conteúdo principal do livro depois de já ter mostrado o final. A seguir o raciocínio do filme atual, terão de complicar o próximo com a adição de vilões. Nesse caso, aposto que O tesouro será fundido à aventura A estrela misteriosa, onde Tintim e Haddock, a bordo do Aurora, concorrem com a expedição do navio rival Peary para alcançar uma riqueza sem dono em alto mar.

Se Girassol não apareceu, por outro lado tivemos a participação especial da famosa cantora Bianca Castafiore, representada com aparência idêntica à dos quadrinhos e com o sotaque italiano que deveríamos esperar. Inevitàvelmente, ela também tinha que trocar alguns nomes, chamando Sacarina de Aspartame e Salaad de Salada. Todavia, apesar do uso engenhoso que foi dado à personagem, considero que não tenha contribuído para a história senão com algumas gracinhas, confirmando a desnecessidade da sequência em Bagar.
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Dois excelentes toques do filme (e que os livros difìcilmente teriam) foram o sotaque escocês do Capitão Haddock e o sotaque inglês de Nestor, absolutamente compatíveis com seus personagens. Outra preciosidade* foram as magníficas tomadas do choque dos navios em alto mar, que não estavam detalhadas em O segredo do Licorne. Aqui e aqui, você encontra, respectivamente, uma prévia e uma entrevista sobre a criação de As Aventuras de Tintim.

Uma diferença especial entre o filme e os livros é a menção ao Rouxinol de Milão, que normalmente estaria um pouco fora de contexto. É claro que, no momento em que esse nome é usado, os fãs logo sabem quem aparecerá. E, sabendo quem é, também é claro que, no momento em que vemos que há uma proteção em volta da terceira miniatura, já percebemos como ela será vencida!…

Já em matéria de tradução, há um detalhe muito bem-vindo aos fãs de longa data. No som original em inglês, o filme dá aos personagens os nomes que ganharam nas traduções dos livros para o inglês (Milu é Snowy; Dupond e Dupont são Thomson e Thompson; Moulinsart é Marlinspike Hall). Mas as legendas respeitam os originais em francês, mais conhecidos no Brasil. Não sei como ficou a dublagem; quem souber, é fineza comentar abaixo. Grato.

Ainda quanto a traduções, o Capitão Haddock tem uma característica onde as versões brasileiras dos livros aperfeiçoaram os originais. Em francês, ele sempre se enraivece invocando “millions de sabords” (milhões de escotilhas), mas a versão brasileira traz o célebre MIL RAIOS E TROVÕES e sua versão mais contundente, COM MIL MILHÕES DE RAIOS E TROVÕES. Aparentemente, a versão inglesa aproxima-se disso, porque, ao longo do filme, Haddock frequentemente esbraveja “milhares de borrascas”. Já os célebres insultos do Capitão, esses aparecem uma ou duas vezes, como não poderia deixar de ser.

Em síntese: As Aventuras de Tintim é diversão garantida para quem conhece e para quem não conhece o personagem — tanto que estou até cogitando ir ver de novo, desta vez em 3D…

* Preciosidade: minha pequena homenagem a Andy Sirkis, que muito bem interpretou o Capitão Haddock em As Aventuras de Tintim e que, há alguns anos, emprestou sua reconhecível voz a outro personagem, quase tão célebre quanto, obcecado com determinado Anel…

“Eu tô aí com um projeto…”

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Aí, né, tem este seriado novo da Mulher-Maravilha. Amigo meu, fã da personagem, resumiu sua crítica:

PROXIMO SERIADO A SER CANCELADO RAPIDAMENTE
A NOVA MULHER MARAVILHA É HORROROSA
O UNIFORME ( NINGUEM MAIS RESPEITA PORRA NENHUMA) É RIDICULO…LEMBRA UM DESTAQUE
DA UNIDOS DA TIJUCA…
TOMARA QUE AFUNDE…PARA ESSES BABACAS APRENDEREM…
http://www.youtube.com/watch?v=r9swHb3v0XU&feature=relmfu

Eu não podia ser mais ponderado, simplesmente porque concordava com ele. Mas acrescentei o seguinte:

Eu concordo…

A atriz não tem presença, não tem porte, não tem garbo, não tem tamanho, NÃO PARECE UMA AMAZONA, o uniforme está errado (CALÇAS? AHSIFUDÊ), …

A Lucy Lawless teria sido uma Mulher-Maravilha muito melhor.

Pelo visto, eles acham que qualquer baixinha de peito grande servia. Então que se afundem.

Mas demos também o benefício da dúvida. Smallville consta que era uma m*rda no início, mas que depois ficou boa… Não sei, não vi. Vai que a moça é boa atriz?…

De todo modo, ouvi no YouTube: “… at least it’s not Beyoncé… Enough of that Halle Berry Catwoman fiasco…”

Realmente, né. Eu não sei o que há que a DC, pra cada um que acerta, tem errado outros tantos. O filme do Superômi ficou parecendo um emo com a cueca pra fora da calça, que até Kevin-Coisa fez um Lex Luthor mais interessante do que o herói. Depois é esse tal filme do Lanterna Verde onde o intrépido piloto se comporta feito um geração-Y deslumbrado, com uma roupa brilhante que mais parece anúncio de sabão em pó para sapos. Por enquanto, só se salvou o Why-So-Serious das Trevas, e mesmo assim não foi incólume.

Enfim. Não quero ser um hater reclamão, não. Se o filme do Lanterna passar no Brasil, eu vou (parece que não vai mais passar, que a DC entendeu que não tem público Update: Esse “parece que” foi relato trazido por um colega meu que não tem Jesus no coração. Resulta que ele confessou ter mentido para mim. Ora, gato escaldado não dá crédito a versão ouvida na feira: eu só escrevi “parece que”, disclaimers apply, o Leitor tem que pesquisar sempre).

Mas é que o próprio estúdio não ajuda no discurso de fanboylagem. Por exemplo: outro dia, saiu matéria no Los Angeles Times sobre a suposta intenção da Warner de fazer um filme da Liga da Justiça.

O Globo On traduziu a matéria e a ela acrescentou alguns comentários bem típicos de fanboy:

DC Comics desafia Marvel

a Marvel corre na frente

E outra que vi por aí na Web, “DC bate de frente com a Marvel…”

Mas que infantilidade. Não há desafio nenhum, nem corrida, nem disputa. Imagina só: o bilheteiro põe o dedo na sua cara, “Escutaqui! Você só pode gostar de um! Ou Marvel ou DC! Se for pego entrando no filme da outra, vai ficar de castigo!”

Ou, então, você imagina dois trens, um da Marvel, outro da DC, numa colisão em alta velocidade, BUM, e só sai uma da poeira, e a outra fica proibida PARA SEMPRE de fazer seus filmes… Porque perdeu a disputa…

Não faz sentido! É uma disputa que não existe! Fã de um não deixa de ser fã do outro, é igual àquelas disputas idiotas de “quem é o melhor capitão de Star Trek, Kirk ou Picard” (Kirk é melhor, óbvio), ou “qual é melhor, Star Trek ou Star Wars“… É a velha visão com antolhos daqueles haters que o @Cardoso tanto comenta, que só conhecem o mundo em preto-e-branco e não admitem que se possa gostar de duas coisas diferentes; você só pode gostar de uma, uma só, e tem que ODIAR tudo mais. Fãs da Marvel e fãs da DC não poderiam encontrar-se na porta do cinema, que seria igual àquelas brigas de gangue de rua de filme americano — com as óbvias diferenças de que só poderiam brigar até a hora em que a mamãe os quisesse em casa, e que as armas seriam anéis de Lanterna Verde da caixa de sucrilhos.

Mas olha só. A reportagem é só hype mesmo, é só para agitar as águas turvas, para que gente como eu fique dando visibilidade. Porque ela mesma deixa pistas de que não há nenhum projeto de filme da Liga da Justiça. Parece ser só uma tentativa do entrevistado de roubar atenção da Marvel, que está com filme do Capetão América, do Thor e dos Vingadores saindo do forno, enquanto a DC tem só esse Lanterna verde-novato e o terceiro Voz Rouca da Escuridão bem mais para a frente.

(Em um aparte, isso me lembra muito uma sequência que o Pânico na TV! fazia: chegava para um ex-BBB numa festa, “e aí? O que você está fazendo depois que saiu do BBB?” “Ah, eu tô aí com um projeto…” “Ah, mais um que tá com um projeto… Quer dizer, não tá fazendo p*rra nenhuma, nem tem projeto nenhum… Tá legal.”)

Se duvida, preste atenção em algumas frases:

“But Robinov said a new Justice League script is in the works.” (Desnecessário enfatizar para assegurar de uma verdade se ela fosse mesmo verdade: transpareceria por si só e inevitàvelmente com o correr do tempo.)

“Also being written for Warner are scripts featuring the Flash and Wonder Woman, who could be spun off into their own movies after Justice League.” “Roteiros sendo escritos” é o mesmo que dizer “não existe nem o cheiro de um projeto ainda”. Além do mais, “could” é expressão muito vaga, e a frase mostra bem que não sabem mesmo se querem fazer algo com os personagens… Como se fizesse sentido haver um Flash ou uma Mulher-Maravilha quase como elenco de apoio em um filme cheio de astros, sem investimento próprio — logo eles, que nunca foram meros figurantes.

“Though Wonder Woman is also in the works as a television pilot for NBC produced by Warner, Robinov dismissed that as a sticking point.” Certo. Como se o estúdio estivesse mesmo disposto a ver fãs comparando, medindo e, afinal de contas, não entendendo nada se o filme não bater com a série.

“We have the third Batman, but then we’ll have to reinvent Batman…” Quer dizer: ele nem lançou o filme de 2012 (que faz parte da atual reinvenção do Batman) e já está dizendo que vai ter que reinventar o personagem de novo. Sei. Excelente maneira de dizer que o investimento atual não vai ter continuidade. Realmente é isso que gostam de ler as pessoas que vinham gostando do resultado (que, aliás, hoje são maioria).

Afinal de tudo isso, fã de DC que sou, não me preocupo não. Essa palhaçada está sendo cogitada para 2014. Até lá, muitos fracassos de bilheteria ainda podem acontecer.

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RAF a baixa altitude

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Nos últimos dias, andei assistindo a diversos vídeos de aviões no YouTube. Creio pertinente dividir com quem também gosta.

Conforme alguns textos aqui embaixo já indicam, neste ano compareci ao Royal International Air Tattoo, um evento de dois dias onde, das 10 às 18 h, aviões militares voam na sua frente nonstop. Recentemente subi dois vídeos, um de um Harrier GR7, outro de um C-17A, ambos filmados no evento.

Agora, apresento alguns do F-22A, que encontrei no Tubo, feitos por outras pessoas. Estão pràticamente no mesmo ângulo com que vi ao vivo, com a diferença de uma qualidade de vídeo melhor do que a da minha câmera, sob todos os aspectos, inclusive de enquadramento e estabilidade.

Primeiro, tem a decolagem do F-22, que é impressionante. Chamo sua atenção para os vórtices de ponta de asa e na ponta da deriva, que ficam bastante visíveis com a condensação e o escapamento dos motores.

E agora o melhor destes três vídeos do F-22, mostrando mais, mais de perto e com melhor qualidade.

Depois, encontrei alguns vídeos feitos numa região de Gales chamada Mach Loop. Os aficionados sobem a montanha e ficam à espera, câmeras em punho, esperando os jatos rápidos da Real Força Aérea, que, em treinamento, passam a alta velocidade e mais baixo do que a altura dos vales. A explicação está aqui. E, aqui, você encontra algumas excelentes fotografias tiradas ali. Você tem mais explicações e excelentes amostras aqui.

E agora os vídeos. Abaixo você poderá ter boas vistas de Hawk 100, Hercules, Jaguar, Tornado GR4, Typhoon, e até um F-15E da USAF. Supostamente, os Hawks vêm de RAF Valley, uma base próxima dali. Os demais não sei, mas nunca vêm de longe. Para começar, dois Tornados.

Neste aqui, repare que, depois do Hercules, vem um Tornado. Quando ele faz uma curva à direita, forma-se condensação acima da asa, indicando o descolamento da camada limite.

Aqui são Typhoons.

Este é de um Tornado.

Esta é a vista traseira do cockpit de um Hawk que percorre esse terreno.

E, por último mas não menos importante, uma miscelânea.

Este aqui foi no Distrito dos Lagos, uma região montanhosa e agreste no Noroeste da Inglaterra, quase divisa com a Escócia. É uma região muito usada por montanhistas, gente que gosta de acampar, de passar frio na chuva fina, de fazer longas caminhadas no meio das pedras, mas também pelos pilotos em treinamento a baixa altitude. Então, numa dessas saídas ao frio ar livre, a vítima capturou um Jaguar.

Mais vídeos no nosso plantão.

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Escrito por sratoz

28/09/2010 em 08:00

Medo de altura, mas não de eletricidade

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Existe uma passagem do romance Contato, de Carl Sagan, onde um personagem religioso desafia a fé da cientista na Ciência. Atendendo ao desafio, ela solta um pesadíssimo pêndulo de Foucault e fica exatamente onde estava, na certeza de que, na volta, ele não vai atingi-la. Como de fato não a atinge.

O vídeo abaixo mostra o que, de fato, é você confiar sua VIDA à Ciência. Mostra o que é que, de fato, significa você acreditar em um princípio científico, segurar na mão de Faraday e ir.

A ideia é a seguinte: no século XIX, Michael Faraday descobriu que, em um objeto metálico, a corrente elétrica flui por fora, mas não por dentro. Em um fio elétrico, a corrente está sempre na superfície, nunca no núcleo. Agora, pense no sujeito que vai inspecionar fios de alta tensão. O cara veste uma roupa que é 25% aço inox. Então, a roupa é uma gaiola de Faraday e protege seu usuário. Quando ele encosta em um cabo que está com UM MILHÃO DE VOLTS de potencial em relação à terra, a corrente flui em volta dele, a carga ocupa o lado externo da roupa, e ele adquire o mesmo potencial do cabo. Daí por diante, é mamão com açúcar.

Alguns diriam que é preciso ter muito colhão para fazer o que esse cara faz. Concordo na medida em que não se pode ter medo de altura, nem se pode dar um passo em falso, nem tocar em nada na hora errada. Concordo na medida em que o vento do rotor pode jogar a vítima lá embaixo. Mas, quanto à voltagem, não precisa ter coragem não: basta entender e, daí, acreditar.

Aí, você põe um homem temente-a-Deus ali em cima, sem a roupa especial, e um desses inspetores. Vamos ver quem protege mais: as orações ou a roupa.

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RIAT 2010 — Harrier e C-17

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De ontem para hoje, subi mais dois vídeos do Royal International Air Tattoo 2010. Estão no YouTube, mas, para facilitar sua vida, seguem também abaixo, inclusive com os textos que os acompanham. Aproveite.

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Harrier hovering at RIAT 2010

A BAE Harrier GR7 from 4(R) Squadron displays its hovering abilities before the amazed crowd at Royal International Air Tattoo 2010 on Saturday, 17 July. The sound was the loudest we had at the event. As my wife filmed this, I stood at her side but, even if I shouted at her, she could barely hear me. That’s Pegasus engine noise for you! Our Sony CyberShot DSC-TX1′s sound filter preserves your ears now, though.

Please pay attention to the columns of smoke, shooting vertically from the four nozzles, which go to show the Harrier’s vectoring to good effect.

At the very end, the voice you hear is mine, asking Wife to stop shooting. Battery was low, I feared the camera would not have enough of it to record the movie to the flash card, and this is what I was telling her.

Um BAE Harrier GR7 do Esquadrão 4(R) (Reserva) demonstra sua capacidade de pairar perante a multidão impressionada no Royal International Air Tattoo (Real Desfile Aéreo Internacional) 2010, no sábado, 17 de julho. O ruído foi o mais alto que houve no evento. Enquanto minha esposa filmava isto, eu fiquei ao lado dela, mas, mesmo que eu gritasse, ela quase não conseguia me ouvir. Assim é o ruído do motor Pegasus pra você! Agora, porém, o filtro de som de nossa Sony CyberShot DSC-TX1 preserva seus ouvidos.

Preste atenção às colunas de fumaça, ejetadas verticalmente dos quatro bocais, que mostram a vetoração do Harrier de modo eficaz.

Bem no finalzinho, a voz que você ouve é a minha, pedindo a Esposa que pare de filmar. A bateria estava no fim, eu temia que a câmera não fosse ter o suficiente para gravar o filme no cartão de memória, e era isso que eu estava dizendo a ela.

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Boeing C-17A Globemaster III landing at RIAT 2010

After a remarkable demonstration of agility for an airplane this size, a C-17A from the 58th Airlift Squadron, 97th Air Mobility Wing, US Air Force, lands at RAF Fairford, nearing the end of its participation on the Saturday, 17 July, portion of the Royal International Air Tattoo 2010. Please take note of the high sink rate approach, followed by a short landing run with thrust reversers. According to the host, this ability is in much-needed use today in Afghanistan, reducing the aircraft’s exposition to guns at the vulnerable moment when it approaches, lands and stays on ground at forward bases.

Após uma notável demonstração de agilidade para uma aeronave deste tamanho, um C-17A do 58o. Esquadrão de Transporte Aéreo, 97a. Ala de Mobilidade Aérea, Força Aérea dos Estados Unidos, pousa na base Fairford da Real Força Aérea, próximo do fim de sua participação na porção de sábado, 17 de julho, do Real Desfile Aéreo Internacional 2010. Observe a aproximação em alta razão de descida, seguida de uma corrida de pouso curta com reversores de empuxo. Segundo o apresentador, essa capacidade está em uso necessário hoje no Afeganistão, reduzindo a exposição da aeronave a armas de fogo no vulnerável momento em que se aproxima, pousa e permanece no solo nas bases avançadas.

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Escrito por sratoz

23/09/2010 em 00:21

Yamato 2010

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Desde 19 de junho, estou em Davis, na California, e este computador nao acentua (claro que acentua, mas ainda nao aprendi). Se quiser saber mais detalhes da minha vida, tem um bocado de coisa no Twitter, entao nao vou entrar nisso agora.

Esta interrupcao no silencio foi so para dizer que meu irmao Leandro M. Pinto mandou uma dica no Twitter que eu tinha que compartilhar com voce. Eh este video aqui.

So quem viu esse desenho na Manchete sabe o arrepio que vai ser se for mesmo verdade (i.e. se nao for um desses fake teasers que eu mesmo venho aqui apregoar de vez em quando). Pago o que for necessario para ir ver esse filme. Ponho minha casa na hipoteca se for o caso. Isso TEM que ir para o cinema no Brasil!

Escrito por sratoz

29/06/2010 em 22:50

25 não muito gentis anos depois…

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Cardoso deu a dica no Twitter: http://bit.ly/apRSiT

Mas o melhor são os comentários. Vou reproduzir os melhores no original, é mais engraçado (e estou com preguiça de traduzir).

“This is one of those cases where measuring dicks THEN and measuring dicks NOW would have a very, VERY different outcome.”

“Hey dumbass. Dame Judi Dench wasn’t in Top G…..oh wait.”

“The real question is which one turned the other gay.”

“Left: Sexual Icons / Right: Homosexual Icons”

“See Top Gun 2!! Thrill to learn how Maverick left the USN when the F-14 was retired and is now a disgruntled cargo pilot for FedEx angered that he is only making $40k a year. Charlie lost her job after the Cold War ended, military budgets were slashed, she went gay, her snatch dried to men and she couldn’t fuck to save her job. She is now a functionary at a feline rescue group and has 11 cats in her loft apartment.”

Em tempo: aos pilotos de sofá que ficaram parados em meados dos anos 80 e cuja única fonte de referência são aqueles livros da Nova Cultural, aviso que o F-14 saiu de serviço em 2006. Agora só quem os tem voando é o Irã. Ah, a ironia…

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Escrito por sratoz

19/05/2010 em 21:49

Na categoria Aviação, Cinema

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Star Wars crash course em 2:12

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… E aqui temos um excelente resumo da trilogia Star Wars (a original e única), em apenas 2 minutos e 12 segundos. Perfeito.

Ah, sim, eu ia me esquecendo de dizer… É stopmotion feito com Lego…

Dica do Animação S.A.

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Escrito por sratoz

07/05/2010 em 00:25

Na categoria Nerdices, Star Wars, Vídeos

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Sobre a experiência de ir assistir a Homem de Ferro 2

com 3 comentários

Não vou falar sobre o filme. Não precisa. É muito bom, etc. Armaduras que voam, muitas metralhadoras, projéteis perfurantes e explosivos. Pode ler tranquilo, não vou revelar detalhes que estraguem surpresas pra ninguém.

Vou falar sobre como foi ir ao cinema desta vez.

Quando você compra ingresso para o Kinoplex, você escolhe o lugar com antecedência. Fui à Internet na última sexta-feira à noite e me pus a escolher no Shopping Tijuca, sala 6. Como tenho feito desde 2006 (ou antes, não estou certo), preocupei-me em ficar o mais colimado possível com o centro da tela. Infelizmente, a representação da sala no computador é apenas esquemática, de modo que não se pode ter certeza de nada. Medindo com régua, o meião da sala ao longo da horizontal eram os assentos 14 e 15, mas e na vertical? A única certeza que eu tinha era que a fileira bem no meio não correspondia ao meio da altura da tela. Meio no chute, imaginei que a fileira ideal fosse um pouco acima da metade, entre M e Q. Alguns assentos na periferia da sala estavam ocupados, mas a maioria não. Aí, observei que O14 e 15 também estavam ocupados. Mas que incrível coincidência: dois dias antes da sessão, alguém comprara ingressos bem no meio da horizontal e na zona que parecia ser o meio da vertical. Deduzi que os ocupantes deviam ser cinéfilos profissionais que sabiam o que estavam fazendo.

Como dizia o Chapolim Colorado, “sigam-me os bons”, então fui na aba dos connoîsseurs, escolhendo a segunda-melhor fileira, que seria a P. E fiz uma nota mental de manifestar minha apreciação pela nerdice ao encontrar a figura sentada à minha frente.

Aaah, tá, vou falar do filme. Mas só um pouquinho, tá?

Bem no comecinho, você descobre que o vilão é um klingon. Se souber por quê, por favor, diga aqui nos comentários que, se acertar, eu prometo que ganha um prêmio. (Não vou pensar em qual. Um problema de cada vez.)

O laboratório de Tony Stark continua tendo um telão com o noticiário. Tal como no primeiro filme, onde fizeram product placement esperto da Dell, desta vez as beneficiadas foram a LG, a Kodak, a Oracle (mencionada explicitamente pelo menos duas outras vezes), a Sega (que, suponho, deve ter lançado o VG do filme) e a Audi — que também ganha um painelzão de vários metros de altura e, claro, é a marca que Stark dirige. Kodak aparece novamente em velhos rolos de filme. Quando fores assistir, faz favor, vê se deixei algum nome de fora.

Na primeira cena com Scarlett Johansson, Tony Stark está treinando com Happy Hogan e a chama para subir aonde ele está. Segue-se uma tomada em close do rosto da moça. Tão em close que dá para ver as espinhas por baixo da maquiagem. Photoshop FAIL.

Vamos às aeronaves. As deste filme não fugiram ao padrão do anterior, mas são menos numerosas. Aparecem um C-17 no começo e B-1, B-2, C-17, F-16 e F-22 na base aérea de Edwards. Os F-16 têm o esperado código de cauda ED, assim como o traje do Máquina de Guerra, que, pelo que eu tenha reparado, não é mencionado pelo nome. O esquadrão VX-25 identifica uma das armaduras, mas, pelo que pesquisei, não existe. Novamente, o jato executivo de Stark não é nenhum que exista, mas me parece um projeto que a Sukhoi desenvolveu por um tempo nos anos 90, parecido com uma versão espichada do turboélice Piaggio Avanti.

Aqui cabe um comentário sobre a tradução que legendou o filme. Quando Rhodes pergunta a Stark se o equipamento é “supposed to smoke”, a tradução correta é perguntar se era para estar saindo fumaça — e não se era “para fumar”, como se o paládio do peito de Stark fosse uma caixa de charutos. No finalzinho do filme, “stable-ish” não é “estável”, mas “quase estável”. Isso foi o em que reparei. Estava muito concentrado no filme para observar legendas, mas essas me chamaram a atenção.

Naturalmente, em um filme desses ninguém espera que se vá respeitar completamente o fundamento científico. Nem teria graça, òbviamente. Por isso, vou observar só um detalhe impussívi, que é o seguinte. É verdade que a raça humana tem a capacidade prometeica de sintetizar novos elementos químicos: todos os que vêm depois de 92 na tabela periódica são prova disso. Também é verdade que o jeito de fazê-lo é usar um acelerador de partículas para jogar núcleos atômicos um contra o outro. Só que o que não é verdade é que um tal acelerador caiba em um laboratório doméstico — na vida real, estaria mais para o LHD (se bem que esse também é um monstro de exagero). Menos ainda o método seria jogar um raio pra cima de uma pecinha triangular presa em um torno e menos ainda se esperaria que, miraculosamente, a pecinha deixasse de ser feita de seu material (whatever seja) para passar a estar constituída do tal novo elemento químico. Aliás, quanto mais novo o tal elemento, mais fuderoso tem que ser o acelerador, e o do filme é uma piada. Por fim, na vida real a primeira coisa seria jogar a pecinha num espectrômetro de massa para se ver do que é feita e se realmente se trata do tal novo elemento, sem achismos. Afinal, método científico é isso. A tentativa poderia ter dado errado; tem que submeter a testes pra saber. E não “congratulations, sir, acabou de criar um novo elemento”, como se Ciência se construísse no improviso, por mais prodigioso que seja o intelecto starkiano. Mas relevemos. Adiante.

Agora, existe uma inconsistência em que tenho reparado em todos os filmes que envolvem computadores-que-controlam-coisas e personagens-que-sabem-driblar-criptografia-e-invadir-sistemas-alheios. Já faz 25 anos que estamos usando Windows, em uma ou outra encarnação. Mesmo assim, você já notou que, nesses filmes, os especialistas em segurança de informação NUNCA usam o mouse? Aliás, as máquinas nem têm o ratinho! É tudo feito via linha de comando, desde o tempo de Tron e Jogos de Guerra. A impressão que dá é que todo o mundo, do Pentágono às Indústrias Stark, passando pela Batcaverna e pelos alienígenas de ID4, todo o mundo ainda está rodando alguma interface de UNIX ou MS/DOS, a mais primitiva que conseguir!

(Suponho que seja mais dramático assim. Afinal, você sempre escuta o bater frenético dos dedos sobre as teclas, bastante aumentado em relação à vida real, enquanto o foco normalmente está no rosto do ator. Já com o mouse, você teria que acompanhar o ponteiro na tela, e os cliques seriam poucos e silenciosos, quebrando o ritmo e alienando os alienados que não usam computador — e que talvez ainda sejam maioria, apesar dos esforços de Bill e Steve.)

Mais uma vez, a trilha sonora encaixou direitinho. São oportunas Another One Bites the Dust, do Queen, e todas as inserções de metal pesado, tal como as do primeiro filme. Uma faixa que me surpreendeu — por não ser exatamente um exemplo de popularidade — foi Pick Up the Pieces, pràticamente igual à versão do disco A Hot Night in Paris, da Phil Collins Big Band, de 1999. É a musiquinha instrumental que aparece na cena em que o personagem Justin Hammer faz uma dancinha em cima de um palco.

Antes de eu passar à cena final, chamo sua atenção para a indefectível participação de Stan Lee. Bem que eu estava achando que o Larry King não fosse tão magro.

Mas vamos à tão esperada cena final. Esperada, certo? Claro! Porque, depois que as letrinhas subiram no primeiro filme do Homem de Ferro, todos vimos a verdadeira última cena, com Nick Fury na mansão de um perplexo Tony Stark, sem dizer como conseguiu entrar e começando um discurso sobre a Avenger Initiative.*

O quê??? Você é um daqueles trouxas que se levantam quando as letrinhas começam? Você perdeu a cena mais maneira do primeiro filme? Ah, mas não vai dar esse mole de novo, né. Afinal, você teve dois anos para saber o que havia perdido, e até alugou o DVD para conferir. Ou também é daqueles que dão stop assim que começam as letrinhas no DVD?

Pois é. Desta vez aconteceu de novo. As luzes nem se haviam acendido e já tinha mogalera fugindo do cinema, parece até que tem formiga na cadeira. É fobia, só pode ser! Não sei o que é tão repulsivo, mas a impressão que dá é que o cinema vai irromper em chamas se não estiverem todos do lado de fora quando acabar o rol dos atores.

Mas tenho a impressão de que havia muitos gatos escaldados também, porque um número incomum de nerds ficou sentadinho esperando subir todas as letrinhas. E olha que tem letrinha pra caramba! Passaram os nomes de todos os pintores, gesseiros, jardineiros (não estou brincando, pode conferir) e, básico, aquele mundão de gente que trabalhou nos CGI do filme, que é o que mais toma os créditos hoje em dia.

Antes do fim dos créditos, rolaram agradecimentos a John Byrne, Romita Jr., Romita Sr. e — desculpe, esqueci quem era o outro quadrinhista. Provàvelmente pelas diversas ideias que foram sendo usadas ao longo do filme.

E afinal não nos decepcionaram. Veio a última cena e foi bem legal. É óbvio que não vou contar nada dela, mas os conhecedores de Marvel (ainda que beeeeem superficiais) vão reconhecer. É fugaz, somente um segundo de filme ou dois, os últimos antes do escurecimento definitivo. E me faz pensar… Não vi o segundo filme recente do Hulk (não se preocupe, a cena não tem nada a ver com ele; eu disse que não ia contar o que era e mantenho a palavra); mas algo me diz que tenho que alugar o DVD, nem que seja só pela eventual cena pós-créditos, que nem sei se tem. Só pelo gosto, porque nem há um quebra-cabeças a ser montado. Sabemos no que vão dar essas ceninhas, temos lido.

Ah, sim, o cinéfilo do assento O15 mostrou que tinha escolhido O de otário. Foi embora assim que os créditos começaram a subir. Como disse minha companhia, não era especialista coisa nenhuma: deve ter escolhido o assento porque a mulher dele se chama Olga e 15 foi o dia em que ele se casou.

* Não sei traduzir isso. Iniciativa dos Vingadores? Iniciativa Vingadora? Iniciativa Vingadores? Leitores de Marvel, sugiram.

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Escrito por sratoz

02/05/2010 em 21:55

O Garoto da Camisa Dourada não morre mais

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Já deve fazer uns quinze anos que William Shatner só interpreta um personagem: William Shatner.

Desde o início da carreira, ele sempre disse que estava interpretando a si mesmo, que se comportava no palco e na tela como se comportaria na vida real diante daquela situação, e que tentava trazer de si mesmo, e de sua vida, para dentro do personagem. Tenho certeza de que isso foi verdade para o Capitão Kirk, que é indissociável dele (a despeito de Chris Pine — um filme em 2009, por melhor que seja, não apaga 44 anos de História).

Por variadas razões, Shatner é o meu herói — a começar por ter sido o grande Rapa-Trilho da Galáxia, assim denominado em priscas eras de JETCOM por minha colega Leila Kalomi. Nos anos 70, qual moleque de doze anos não queria estar no lugar dele, no comando da Enterprise e de suas 400 almas, desbravando o espaço com um phaser numa das mãos e alguma tripulante gostosona a tiracolo na outra? E ainda sendo mais esperto do que o Spock e enganando os inimigos e a morte por mais um dia?

Só que, de meados dos anos 90 para cá, o homem largou qualquer pretensão ao fingimento. É escancarado mesmo: toda vez que aparece na mídia, ele faz a si mesmo, e faz de si mesmo um personagem, uma paródia constante de todos os seus papéis canastras do passado. Nem parece o ator substituto ovacionado por Henrique V, de Shakespeare, ou o sério passageiro assustado de “Terror a 20.000 Pés”, no Além da Imaginação.

Sua biografia traz evidências de que ele tenha sido um canalha, e é bem possível mesmo. Gente com um ego do tamanho do dele costuma deixar uma trilha de corpos e corações partidos atrás de si. Mas o sujeito nos entretém tão bem que não vou julgá-lo (de todo modo, não estava lá pra saber). Você fica em dúvida sobre quanto é sério em seu discurso, até que lembra que ele tem consagrado sua vida à diversão, ao teatro e à pândega. NADA é sério. Aquela disputa aparentemente mesquinha com George Takei, onde pede desculpas e convida Takei a vir a seu programa quando quiser — não dá pra levar a sério tampouco. É muito provável que ele mesmo não esteja dando importância a nada disso, que respeite Takei mais do que diz e que não se importe com ele nem uma fração do que declara. Na verdade, não parece importar-se com ninguém, nem pode: se um sujeito na condição de Shatner tiver qualquer pudor, não faz um décimo do que ele vem fazendo.

O mesmo vale para tudo que Shatner faz em cima de um tablado ou na frente de uma câmera. Aos 79 anos, o cara aparenta mais hiperatividade e jovialidade do que muita subcelebridade de dezoito. E não é que “esteja sempre se reinventando”, como é moda dizer, mas fazendo sempre o mesmo: William Shatner.

Veja bem: ele pode. Olha o tamanho da filmografia do malandro. Então, com esses créditos, ouso afirmar que, hoje, esteja permanentemente se divertindo, importando-se zero com o que a audiência vai pensar, e, na verdade, de certo modo, divertindo-se à nossa custa. Basta observar qualquer coisa que ele tenha feito na televisão nos últimos quinze anos. Exemplos ilustres que conheço: How William Shatner Changed the World, de 2005; seu personagem Big Giant Head, onde satiriza o Capitão Kirk e a si mesmo (inclusive em Twilight Zone) em 3rd Rock From the Sun; e Free Enterprise, onde declama Júlio César, de Shakespeare, em ritmo de rap. Especial destaque merece sua participação em Boston Legal: aquilo não é Denny Crane coisa nenhuma, nem é realmente atuação em qualquer sentido da palavra. Aquele ali é William Shatner sem nenhum disfarce, inclusive se declarando senil para não ter que responder por nada do que faz ou diz. E a mulherada ainda morre pelo cara!

Agora ele confirma todo esse histórico. Depois de ter gravado o clássico álbum The Transformed Man nos anos 70, declamando Lucy in the Sky e destroçando Mr. Tambourine Man, agora Shatner retorna a sua veia não-exatamente-musical e faz este dueto de Total Eclipse of the Heart com o fenômeno instantâneo Lin Yu Chun:

Dá pra disputar? O Oscar eterno vai mesmo para The Shat, com u’a mão nas costas!

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Escrito por sratoz

23/04/2010 em 01:45

Cena excluída de Star Wars Episódio IV (o original)

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Isto ficou no chão da sala de edição de George Lucas. Agora, com o poder da remasterização, está recuperado especialmente para você.

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Escrito por sratoz

12/04/2010 em 22:46

Na categoria Nerdices, Vídeos

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… e agora Iron Man

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Hoje parece ser o dia de pôr minhas notas em dia. Acabo de subir uma nova página, em princípio a não ser atualizada: os comentários do Sr Atoz ao primeiro filme do Homem de Ferro.

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Escrito por sratoz

11/04/2010 em 19:03

Babylon 5: comentários de março e abril

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Acabo de atualizar meus comentários a Babylon 5, com acréscimos sobre “Z’ha’dum”, “The Hour of the Wolf”, “Whatever Happened to Mr. Garibaldi?” e “The Summoning”. Também já vi “Falling Toward Apotheosis”, mas nada tenho a acrescentar.

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Pra quem ainda fica glorificando a guerra

com 2 comentários

Li há pouco a notícia: ontem foi divulgado um vídeo que era mantido em sigilo pelo exército americano desde 2007. O vídeo está aqui. Essencialmente é o seguinte: dois repórteres, câmeras na mão, acompanham um grupo de sete homens no Iraque, dos quais dois me parecem estar armados (mas posso estar enganado). O vídeo foi feito da câmera do canhão de um helicóptero Apache, que filma tudo que acontece no lado para onde está apontado o canhão. O artilheiro do helicóptero identifica uma das câmeras como uma RPG (arma antitanque muito comum entre guerrilheiros por todo o mundo) e, depois de obter autorização, abre fogo contra o grupo inteiro, gastando 82 cartuchos (basta ver o contador no canto inferior direito: 252 decresce para 170). Oito morrem na hora. O nono, por coincidência o fotógrafo, consegue se arrastar, ferido. Um veículo pára para resgatá-lo e o helicóptero põe mais 120 projetis em cima dele, finalmente matando o ferido.

Você pode assistir ao vídeo tranquilo, porque não tem aquela sangueira que deve ter imaginado, nem dá para ver corpos despedaçados. É tudo muito abstrato, e o helicóptero está longe. Não se escuta nada do que deve estar acontecendo no chão.

Mas várias coisas me impressionaram. Uma delas é a precisão com que o artilheiro consegue identificar os alvos. Outra coisa — e isto é importante — é que o canhão do Apache é o M230, um monstro de 30 mm, projetado para furar blindagem de tanque. Os projetis são explosivos ou incendiários. Ou seja: são mais do que overkill para acertar gente, certamente muito piores do que os cruéis projetis de 5,56 mm dos fuzis que os traficantes e os exércitos do mundo usam por aí.

Outra coisa que me impressiona é a remoção emocional dos militares envolvidos, o profissionalismo de alguém para quem aquilo é só mais um dia de trabalho. Na verdade, em mais de um momento eles comemoram o sucesso dos disparos, e tem um que até ri quando, mais tarde, um veículo blindado de infantaria, também americano, acidentalmente atropela um dos corpos. Considerando que os atiradores estavam na confortável proteção do helicóptero enquanto os alvos estavam indefesos em campo aberto, é muito fácil censurar os soldados e chamá-los de ianques covardes e brutais. Só que há um fenômeno fàcilmente esquecido por quem nunca foi à guerra, que é a gradual desumanização, o embotamento de quem se acostuma a matar sem uma censura por parte do sistema. O cara nem percebe que está errado e, de todo modo, no meio da guerra onde está, muitas vezes ele tem mesmo que matar para não ser morto. Então ele se acostuma e, para ele, puxar o gatilho é tão corriqueiro quanto este teclado aqui para mim.

Tem também o par de segundos transcorridos entre o momento em que começamos a ouvir os tiros e o momento em que vemos os impactos na terra. É demorado mesmo. Por aí se pode ver a distância a que estava o helicóptero. E as vítimas não saem correndo antes de a terra começar a voar à sua volta, o que indica que nunca ouviram os disparos: os projetis são supersônicos. Também aí podemos perceber a precisão do M230. Considerando que, pelas especificações de projeto, provàvelmente bastava que o canhão fosse capaz de acertar veículos à distância, claramente ele atende à exigência, porque dá para acertar um homem, escolhido individualmente.

Estou mostrando esse vídeo com um propósito. Tem gente que se empolga com armas de fogo, que se impressiona com sua capacidade de destruição. Alguns são militares, outros são adolescentes; alguns são apenas entusiastas da História das guerras. Conheci várias pessoas assim em meu tempo de vida, embora hoje não conviva com nenhuma, e todas — verdade seja dita — sempre foram minoria nesses grupos aí. Às vezes vemos vídeos de guerras, tanques rolando pela pista, soldados desembarcando, aviões largando bombas, mas é sempre com aquele distanciamento de mostrar o lado de quem atira, ou cenas que não são de combate. O lado da vítima só costuma aparecer nas obras de ficção. Por mais realista que seja, sempre rola um sangue de mentirinha, e você sabe que não é real. Pois o que este filme mostra é como realmente fica a vítima que leva tiro de canhão. Não é nada divertido, não é algo a que se assista para se ficar empolgado. É bem despojado, sem música nem drama. E é para ver como é.

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Escrito por sratoz

06/04/2010 em 22:21

Retuíte nerdiano de quem não tuíta

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Isto é maravilhoso. Dica do Juan (que não conheço, mas acabo de visitar o belogue dele). O WordPress não me deixar mostrar o vídeo nem na porrada, mas, se você clicar, é diversão garantida.

Star Wars: Uncut Trailer from Casey Pugh on Vimeo.

A explicação você encontra aqui: centenas de fãs estão, cada um, refilmando uma cena de quinze segundos de A New Hope. Quando tiverem terminado, os caras farão a colagem.

Escrito por sratoz

17/03/2010 em 00:41

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Trailer do Lanterna Verde!

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Quando vi a chamada, Green Lantern trailer, pensei mesmo que fosse de verdade. De todos os super-heróis (ainda tem acento?), pelo menos de todos os super-heróis principais, o Lanterna é talvez o único que nunca ganhou filme. E é justamente aquele que mais me interessa ver em filme. E não estou sòzinho nisso; faça uma enquête e você vai ver que muita gente também gostaria. Até já imaginei conceitos para não um, mas vários filmes do LV, com base nas histórias dos quadrinhos.

Antes de clicar, reparei no aviso: “this is a fan-made trailer”. Não tem nada de real. Na verdade, nem a ideia é original, porque a gente já conhecia aquele excelente fake trailer dos Thundercats (se você não conhece, saiba que está perdendo. É uma obra de arte). Imitando o caso dos Thundercats, o trailer do Lanterna é uma óbvia colagem de cenas de ID4, da série Enterprise (o andoriano tornado Guardião), do trailer do Star Trek de 2009, de falas do Senhor dos Anéis (tem acento?)… Mas não importa. É maneiro:

É verdade que o filminho segue as mesmas obviedades de todos os trailers de filmes de ação: feitos para quem sofre de DDA, potencialmente induzindo espasmos epiléticos na audiência, com dez cenas por segundo, sem dar tempo de você sequer saber o que está vendo, com o mesmo tipo de música, todos aqueles portentos visuais… Aliás, ele prova que qualquer garoto, usando ferramentas que estão em domínio público (ou não deveriam… “fotoshop-jogos-coréu”, alguém?), qualquer garoto consegue fazer a mesma coisa que custa milhões aos estúdios. Quer dizer, a tecnologia e a indústria do entretenimento nivelaram a todos.

Não me queixo não. Se você observar quanto dinheiro vai para esse ramo da economia, mais tudo que é lançado ao consumidor de tecnologia, entre telefonia celular, banda larga, smartphones, netbooks… Ainda é melhor do que gastarem em guerras, que é outro ramo que movimenta muito dinheiro.

Há um toque do trailer que será melhor apreciado por quem é fã dos quadrinhos: entre os membros da Tropa dos Lanternas Verdes, dá pra identificar Kilowog, Tomar-Re e até mesmo Ch’p. Naturalmente, ficaram faltando Katma Tui e Arisia, que, aliás, em tempos polìticamente corretos, necessàriamente teriam que ser inventadas se não existissem. Nada que não se possa corrigir.

O juramento dos Lanternas também caiu bem. Não dá pra escutar direito, e parece até uma tropa de borgs falando, mas ficou bem como encerramento.

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Escrito por sratoz

24/02/2010 em 23:23

Hitler reacts to new Star Trek movie

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Se algum trekker estiver lendo isto, é absolutamente imperativo que assista ao vídeo abaixo.

Ele ainda termina falando bem do James Cawley, que faz a ótima série New Voyages Phase II.

Por hoje era só.

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Escrito por sratoz

21/08/2009 em 03:38

Babylon 5: “There All the Honor Lies”

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Estou assistindo à segunda temporada da série. Para meu próprio registro, tenho escrito alguns comentários sobre episódios. Ocorreu-me que outras pessoas, assistindo, possam também querer esta informação. Então, a benefício delas, quando jogarem o nome deste episódio no Google, pode ser que venham parar aqui e se deparem com isto.

I am watching the series’s second season. For my own record, I have written some comments on episodes. It has occurred to me that other people, watching it, may want this information too. Thus, to their benefit, when they google this episode, they may end up here and find this.

This episode is a succession of disasters for Sheridan. Edition is therefore nervous, with innumerable short scenes and cameras zooming from side to side, giving the viewer the same uneasiness as Sheridan should be feeling.
02:47 — Now that we see where the passageway led, we can also see that, if Sheridan had ran forwards instead of backwards, he would very easily have cut the thief’s path, without the need of climbing to the level where he had been before. Of course, then there would be no episode to begin with.
13:30 — This is obviously one of the latex masks that production crew routinely uses for the Drazi.
13:40 — You can easily trace the latex prosthetics that Mark Hendrickson is wearing: its upper border runs from right in front of his ear, down through his cheek, to the front of a falsely bulbous neck. When he starts to pull it, you actually see all that there is to it, with the added utility of it passing in front of his mouth and thereby muffling his voice as if in a mask. A smart edit completes the motion in the mirror, convincing you of a full-head mask. Quite a clever job, actually.
14:00 — Universe Today: “Vorlons to make (…)” Can anyone please help me out with this?
17:56 — “Fear running out of questions” — This is really not what a warrior (such as Sheridan) would be expected to say. As a rule, the military do not encourage the habit of making questions.
18:03-04 — Watch for the break between takes: when Ivanova is shown only from the breast up, you see she is holding back her left arm. When she is shown fullbody, both arms are just hanging at her sides.
23:13 — As you watch this scene, pay attention to the intense repetition of extras walking by in the background. The same actors repeat their strolls over and over again.
23:16 — Now the human in a colored shirt (HCS) sets down his glass and rises.
23:19 — Now HCS leaves to the left.
23:24 — Is that the waistcoat Kirk was wearing near the end of Generations?
23:25 — Now who is lecturing whom on drowning trouble in alcohol?
23:25 — Now Purple-head Alien (PHA) walks to the left, followed by man wearing African cap (MWAC) and Drazi in beige robe (DBR).
23:31 — Now PHA walks to the right.
23:37 — Now MWAC walks to the right.
23:45 — Is that Mark Hendrickson walking in the back?
23:52 — Now HCS walks to the right.
23:54 — … And now PHBR walks to the right.
23:57-58 — Large robed alien (LRA) walks slowly, right to left.
23:59 — And here is Kirk in waistcoat (KWC) again.
24:03 — Here comes DBR again.
24:05 — Hendrickson walking towards you decidedly.
24:08 — There goes KWC.
24:09 — MWAC just passed again.
24:10 — And here comes DBR again; LRA is talking to someone.
24:13 — Short, grey-haired woman (SGHW) in the distance.
24:15 — Long-face alien was reading Universe Today at 14:00.
24:18 — Hendrickson, right to left.
24:19 — KWC just passed.
24:19-21 — Hendrickson like he’s waiting for someone.
24:28 — I think that was Hendrickson again.
24:33 — … and again.
24:35 — Second man with African cap (SMAC).
24:38 — Hendrickson again.
24:45 — DBR again, now at a quicker pace.
24:51 — Now DBR, talking to PHA.
24:53 — That Centauri walking — he’s appeared at least twice in the past 100 seconds (eg at 23:52-53).
24:54 — SGHW walking towards us.
25:03 — There goes the Centauri again.
25:05 — LRA just appeared in the distance.
25:07 — KWC passed again.
25:08 — SGHW walking at the back.
25:17 — LRA walking right to left.
25:20 — Was that not Hendrickson?
25:24 — SMAC walking left to right.
25:29 — There is that Centauri again at the back.
25:31 — SGHW.
25:41 — After SGHW again, the Ranger comes again, followed by Hendrickson.
25:51 — KWC just walked by, looking down.
25:56 — Look who’s here! SMAC, DBR and PHA.
26:03 — Now the Ranger again.
26:11 — KWC just walked right to left.
And many other examples appear. These were just the more obvious of the lot.
27:19 — Now who might Chester be? I can only think of Fran Fine’s dog.
28:02 — Allan did not make it much of a subtle job following Ashan…
28:06 — I believe I should take this as Lennier’s attempt at an FSNP.
31:38 — The order of delivering Ashan to Minbar came from the Minbari embassy on Earth, rather than from the Minbari embassy on B5 (i.e. Delenn). The latter would be both much more legitimate and much more practical. Now why is that?
34:59 — “I will retain honor” — now hold on there. This is not the same “honor” as they had been speaking of just seconds ago. There are two honors here, or two levels of honor. Once the setup attempt on Sheridan is revealed, the clan is going to lose honor before all Minbari, which includes Lennier — let us call this “clan honor”, which is extensive to everyone in the clan and pertains to the outer world’s perception of a clan and of its specific individuals. Now, Lennier is going to retain his own “personal honor”, but this is a sliver of honor which an individual wields before the rest of the clan — and only before the rest of the clan. There is no such “personal honor” before the rest of the world.
35:17 — Here we are, at the end of the episode, and we see someone privately confessing and explaining an elaborate plot to a (supposedly trustworthy) kinsman. Isn’t it obvious that the confession is being recorded?
35:40 — The trap was perfectly licit. If the Black Star had been crewed by honorable Minbari, they would never have thought of attacking a disabled ship and therefore never fallen for the ruse. It was their lack of honor that brought about their own undoing.
36:37 — Lennier is religious caste. Lavell was warrior caste. Surely they could not belong to the same clan?

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Recém-visitado:
http://www.youtube.com/watch?v=CtYCOAFPPVc&feature=related (Cantina Band on harp)

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Escrito por sratoz

03/08/2009 em 23:32

Uma dúzia de melhores episódios

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Estava na Saraiva ontem quando vi uma caixa de DVD à venda: “os melhores episódios de Star Trek: The Next Generation”. Estou farto de me deparar com pífias seleções arbitrárias de três ou quatro episódios que se intitulam seleções dos melhores. Mesmo assim, curioso em saber quais estavam sendo rotulados como os melhores desta vez, conferi a listagem no verso.

Até que não fizeram mal. Realmente, os episódios estão entre os que considero os melhores da série: “The Measure of a Man”, “Yesterday’s Enterprise”, “The Best of Both Worlds” e “The Best of Both Worlds” Part II. Mas tenho uma reserva. Esses dois últimos ocupam metade da seleção com apenas uma história.

Quem comprar a seleção não estará mal. Até serve como uma boa introdução à série, da mesma forma como assim serve a seleção dos “melhores episódios da série Clássica”, também à venda: “Balance of Terror”, “The City on the Edge of Forever”, “Amok Time” e esqueci qual é o outro. Mesmo assim, após tantos anos me deparando com listas de melhores episódios de Star Trek, decidi que era hora de apresentar minha seleção dos melhores da NG.

Cabe observar que a série tem 176 episódios, alguns dos quais são ruins ou apenas passáveis, mas a maioria dos quais são realmente bons ou excelentes. Claro, porque, se não fosse assim, a série não seria boa, ela mesma. Então, qualquer lista de três, cinco ou dez melhores arrisca-se a ser injusta. Resolvi listar os doze melhores, perfazendo 7% do total, um em cada quinze, ou 9% dos que vi. Não levei em conta a popularidade dos episódios, mas considero sintomático que as listas de melhores episódios da NG sempre acabem repetindo os mesmos nomes. Alguns entram, outros saem, mas existem alguns que sempre tendem a aparecer.

Vejamos. Depois de ter assistido a 138 dos 176 episódios da NG, os episódios que considero melhores, sem qualquer ordem de preferência ou valor, são

“The Measure of a Man” (segunda temporada)
“Who Watches the Watchers” (terceira temporada)
“Yesterday’s Enterprise” (terceira temporada)
“The Offspring” (terceira temporada)
“The Best of Both Worlds” (terceira temporada)
“The Best of Both Worlds” Part II (quarta temporada)
“The Drumhead” (quarta temporada)
“Darmok” (quinta temporada)
“Cause and Effect” (quinta temporada)
“I, Borg” (quinta temporada)
“The Inner Light” (quinta temporada)
“All Good Things…” (sétima temporada)

Feita a lista, algumas constatações aparecem. Em primeiro lugar, não há episódios da pavorosa e tosca primeira temporada. Não é que ela seja realmente ruim, mas é que, em face de uma comparação com as demais, não tem chance. Em segundo lugar, é notável que, da sétima temporada, só haja o último episódio da série, visto como a qualidade dessa temporada é nìtidamente inferior à das que a precederam. Também é digno de nota como um terço dos melhores episódios se concentra na quinta, que também tem outras histórias muito boas, o que indica sua especial qualidade em relação às demais.

Observa-se que, nessa lista, não estão os episódios que envolvem os carismáticos personagens da Clássica: “Sarek”, “Unification II” e “Relics”. De fato, eles são marcos históricos notáveis, trazem grande carga afetiva, têm especial valor para trekkers, mas as histórias não são grande coisa em si mesmas (nem foram feitas para serem). Nem estão ali os episódios da saga klingon: “The Emissary”, “Sins of the Father”, “Reunion”, “Redemption” e “Redemption II”. Minha explicação para isso é que a saga é muito boa como um todo, mas nenhum de seus episódios tem um valor individual tão eminente que o destaque dentre os 138; o valor está justamente na evolução da história ao longo de seu conjunto.

Em coerência com minhas preferências pessoais, não me surpreende que quatro episódios tratem de dignidade da pessoa humana e direitos individuais: “The Measure of a Man”, “The Offspring”, “The Drumhead” e “I, Borg”. Nem me surpreende que só um tenha batalhas espaciais como tema (“Yesterday’s Enterprise”) e três as utilizem incidentalmente (“The Best of Both Worlds”, sua parte II e “All Good Things…”). Três episódios envolvem viagens no tempo ou laços de causalidade (“Yesterday’s Enterprise”, “Cause and Effect” e “All Good Things…”) e três foram dirigidos por Jonathan Frakes (“The Offspring”, “The Drumhead” e “Cause and Effect”). Por último, três envolvem os borgs (“The Best of Both Worlds”, sua parte II e “I, Borg”). Essas duas últimas observações ilustram como Frakes e os borgs passaram a ter a boa vontade do público, o que explica a escolha do diretor de First Contact e daquela m*rda de Insurrection, bem como o excesso de uso dos borgs mais adiante, até a exaustão.

Existem outros episódios dos quais gosto bastante (p.ex. “Chain of Command, Part II”, “Relics” e “Parallels”), mas não mereceram entrar na “melhor dúzia”. Em algum momento você tem que traçar a linha de corte.

Por exemplo: aqui.

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Escrito por sratoz

26/07/2009 em 20:46

A morte da música

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Dica do Cardoso: um vídeo resumindo o que anda acontecendo na indústria da publicidade por causa da Internet, especialmente (mas não apenas) da Web 2.0.

O vídeo tem várias virtudes. Uma é que realmente resume bem a questão. Outra é a escolha da música (uma de minhas preferidas). Outra, ainda, é o talento do Autor, que conseguiu manter a letra original *e* seu significado em inúmeras passagens. Resulta que a avaliação de mercado vem acompanhada de uma reação sentimental semelhante à de American Pie.

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Em nota não relacionada, estou ouvindo …Calling All Stations… Que coisa estranha. Não parece um álbum do Genesis. Melhor dizendo, só lembra, em algumas passagens. Tem toda a cara do rock inglês de sua época (1998), mas eu não diria que é Genesis se não soubesse. Não é um álbum ruim, mas tampouco é inspirado, e nem chega perto de me causar o mesmo efeito de inúmeros e maravilhosos outros discos deles do período 1970-1986 (você que adora baixar material, busque: Foxtrot, Selling England By the Pound, The Lamb Lies Down on Broadway, A Trick of the Tail, Seconds Out, Duke, Three Sides Live, Genesis e Invisible Touch, deixando de fora uns que não me agradam tanto. Se for fazer busca por nome de música, comece por minhas favoritas do momento: Firth of Fifth, The Cinema Show, Carpet Crawlers, Los Endos, AfterglowDuke’s Travels, sempre dando preferência para as versões ao vivo).

…Calling All Stations… parece só ter sido feito para bater ponto mesmo, seguindo formulinhas populares. Tenho quase pena do vocalista Ray Wilson, vários anos mais novo que os outros dois componentes da banda (Tony Banks e Mike Rutherford). Na época, li um depoimento dele, de que estava orgulhoso, sempre tinha sido fã… É isso que mata. A própria tietagem já mostra que ele não tinha condição de se misturar. Até agora, o álbum é o último gravado em estúdio pela banda. Foi um fracasso. Depois, Wilson saiu, e o Genesis ficou sem tocar por nove anos – certamente por terem percebido que não tinham mais condição. Mas o disco ao vivo que veio depois, Live Over Europe 2007, tem de volta Phil Collins, Chester Thompson (que toca bateria pra caramba) e Daryl Stuermer; e é muito legal. Recomendo-o.

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Escrito por sratoz

08/07/2009 em 00:12

O velho truque do desaparecimento

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Òbviamente, você sabe, a esta hora Michael Jackson está na mesma ilha remota do Pacífico onde moram Elvis Presley, John Kennedy, Adolf Hitler e Greta Garbo, tomando prosecco e rindo de todos nós.

A Morte Lhe Cai Bem, com Isabella Rossellini

A Morte Lhe Cai Bem, com Isabella Rossellini

Enquanto isso, quem deu mó azar foi Farrah Fawcett: morreu justamente na véspera (ou no mesmo dia, de manhã, não sei bem). Consequência (agora sem trema): ninguém vai lembrar que ela morreu. Ele ganhará especiais e retrospectivas, ela não. Pois que conste aqui: Mulher Biônica, As Panteras e Encontro Fatal, com Larry Hagman.

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Star Trek redux

com 4 comentários

Tornei-me trekker em 1991, fã da série Clássica de Jornada nas Estrelas, ávido leitor, interpretador e cultuador de seu cânone. Assim como todos os outros iguais a mim, eu estava muito apreensivo com este novo filme que estreou anteontem. Minha expectativa era a seguinte: mais um filme de ação que vai ser apenas divertido sem conteúdo nenhum. Mas fôra anunciado como um reboot total, de modo que não tinha nenhum compromisso em respeitar o cânone ou a cronologia. Então, quanto a isso, eu estava tranquilo: na minha expectativa, o filme não ia respeitar nada do que tinha vindo antes, mas estava autorizado a esse desrespeito.

Ontem tive uma surpresa maravilhosa: O FILME É ÓTIMO!!! Depois de um filme ruim (Generations), um mais ou menos, de ação e suspense mas não de Jornada (First Contact), duas merdas rematadas (Insurrection e Nemesis), uma das quais sempre esqueço que sequer existiu, e uma série esquecível e desanimadora (Enterprise), talvez minha expectativa estivesse tão baixa que eu aceitasse qualquer coisa no filme de 2009, mas ELE É MARAVILHOSO.

Jornada nas Estrelas sempre foi sobre personagens, não sobre naves e batalhas. Em particular, a série Clássica era Kirk e Spock, seu caráter, seus temperamentos, sua amizade, sua interação. ISSO É EXATAMENTE A ESSÊNCIA DO NOVO FILME. Chris Pine está ótimo como James Kirk. Zachary Quinto (“Sylar de Vulcano”) está surpreendentemente bom como Spock. Karl Urban está excelente como McCoy. As essências dos três estão todas lá, junto com várias referências e maneirismos. E O FILME É SOBRE ELES, não sobre a nave, que é exatamente o que a série Clássica sempre foi.

Apesar de romper com a cronologia e mexer em várias coisas, o filme remete diretamente à série Clássica (embora seja de ação, não de exploração pacífica). Para meu espanto, respeita a história acumulada de Star Trek em muito mais lugares do que teria sido necessário, incorporando informação dos livros que nunca havia sido usada nos filmes.

A cereja no bolo é que, como bem observou o Maron (e era inevitável), todas as velhas frases estão lá. “Dammit, I’m a doctor, not a physicist!”, “Fascinating.”, “I have been, and always shall be, your friend.”, “… Green-blooded hobgoblin”…

Então, aqui você encontra alguns detalhes menores para reparar, que estou listando para quem ainda não viu o filme. Tenho que ser superficial e frívolo, falando só de detalhezinhos, senão estragarei seu prazer. Agora, se você já viu o filme (ou se não se importa em saber de tudo antecipadamente), esta resenha, mais completa, comenta a história, seus personagens e seus detalhes. Aliás, ela mesma já ganhou comentários, que só podem ser lidos a partir de lá.

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Escrito por sratoz

10/05/2009 em 04:17

Food fight

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Estreando o novo endereço deste belogue, peço sua atenção para este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=e-yldqNkGfo

Parece só um vídeo engraçadinho de comida brigando, mas NÃO É. É a explicação das guerras em que os Estados Unidos se meteram no mundo, representada pela comida dos países. A Inglaterra é o fish and chips, a Alemanha é o Pretzel com Bratwurst, a Rússia é o strogonoff, o Japão é o sushi, os árabes são o kebab.

Começa na Segunda Guerra Mundial, passa pela Coréia, Cuba, Vietnã, primeira Guerra do Golfo, 11 de Setembro e segunda Guerra do Golfo. Prestei muita atenção e reparei que as várias sutilezas estão representadas: a II Guerra Mundial começa com os judeus se mandando da Alemanha e os restantes sendo exterminados; a Alemanha passa por cima da França pra bombardear a Inglaterra; os americanos, com os ingleses vindo atrás, passam por cima da França pra bombardear a Alemanha. Etc.

Rússia e China ocupam meia Coréia “por dentro” enquanto, do outro lado, outra meia Coréia se junta aos americanos e ficam todos indo e voltando e se acabando em cima de uma fronteira que se desloca mas não se afasta. Depois, Rússia ocupa Cuba e assusta os Estados Unidos, Rússia penetra no Vietnã e põe a França pra correr, os americanos vêm ocupar o lugar da França ao lado do Vietnã do Sul e americanos e Vietnã se acabam sem vitória.

Enquanto isso, no Oriente Médio, os ingleses se mandam e deixam os judeus encararem os árabes sozinhos. Os árabes se juntam, Israel vem em defesa dos judeus, reduz mas não elimina os árabes.

Guerra Fria, nuclear stockpiling etc.

Os árabes (Kuwait), sentados em cima do óleo, são enxotados por outros árabes (Iraque) e fogem para pedir ajuda dos americanos. Americanos vêm, Iraque dispara vários Scuds em Israel, todos caem em Israel sem causar danos. Aí vem o 11 de Setembro.

Tem aqui um linque que explica qual comida é o quê:

http://www.touristpictures.com/foodfight/cheat.htm

Ficou perfeito.

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Em um tópico relacionado, iniciei meu belogue Seventy Years Ago Today, narrando a II Guerra Mundial com tempo na escala 1:1. Para que nunca mais se repita. Faço-o experimentalmente: presumo não ter tempo de atualizá-lo com a frequência que gostaria. Faço-o também para ver qualé a do WordPress. Com alguns minutos, estou gostando tanto que penso em dar um pé na bunda do Blogger. Só por causa da preguiça, provavelmente não o farei.

***

Update: fiz. Acabei de me mudar pro WordPress, com mala e cuia. Teòricamente, é o que você está lendo agora. O belogue antigo ainda está onde estava, mas já não será atualizado.

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Escrito por sratoz

23/04/2009 em 03:28

Na categoria Vídeos

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