Festifúdi no Centro do Rio

Estive há pouco no McDonald’s da rua São José, no Centro do Rio de Janeiro.

Cheguei ao balcão e perguntei à moça, “o que que vai na Premium Salad?”

“‘O que que vai’?”

“É. Do que que é feita?”

A resposta dela veio SEM SEQUER ME ENCARAR, sem descruzar os braços, olhando lá para fora, naquela atitude despeitada de quem não sabe nem tem o menor interesse em saber, mas, ao mesmo tempo, ultrajada com que eu pudesse perguntar o que vai numa salada:

“Ué. É salada.”

Aliás, isso foi dito naquele tom de voz particularmente agressivo de gente ignorante que fica indignada quando você faz uma pergunta. Nunca lhe aconteceu? A mim já, muitas vezes. Gente ignorante, quando se depara com uma palavra que nunca ouviu, logo retruca ofendida: “[preencha com a palavra]? O que que é isso? Nunca vi.”

Acabei atendido pelo colega dela. Talvez eu devesse ficar espantado com uma vendedora que NÃO SABE O QUE ESTÁ VENDENDO, mas, no contexto, não fico não. Aquele balcão é o maior progresso que ela há de ver na vida.

Dias antes, aconteceu parecido no Bob’s da rua Senador Dantas. A moça queria porque queria me expulsar da loja. Cismou que, se eu queria milquichêique, então eu *tinha que* ir lá para fora, para o meio da muvuca e da pivetada que ronda a lanchonete, não podia esperar no lado de dentro.

Mudando de assunto, faz várias semanas, escrevi duas crônicas para pôr aqui, uma sobre o Monstro do Pântano, outra sobre minha relação com os quadrinhos da DC Comics. São rascunhos e estou sem tempo. Fui.