Perdi a razão de viver

No Brasil, os quadrinhos da DC Comics são publicados da seguinte forma: cada edição original americana é traduzida junto com duas ou três outras e essas três ou quatro são publicadas em uma só edição brasileira. Assim, por exemplo, Superman/Batman #31 (jan/2007), Aquaman #45 (nov/2006), Green Arrow #66 (nov/2006) e Green Lantern Corps #5 (dez/2006) saem juntas em Superman & Batman no. 29 (nov/2007) no Brasil.

Faz alguns anos que venho sonhando em fazer uma gigantesca base de dados que relacione as edições brasileiras às americanas e vice-versa. Assim, cada entrada para uma edição brasileira mostraria quais as revistas originais que a compõem, e cada americana teria mencionada de qual edição brasileira faz parte. Isso sem falar no detalhamento de título da história, escritor, editor, desenhista e colorista etc.

Alguns websites fazem um excelente trabalho nesse sentido. Um dos melhores que vi até agora foi o Inutiologia, de Lucio Luiz. Já eu, modéstia à parte, orgulho-me de minha tabela com mais de 3800 linhas (e crescendo) que relaciona o conteúdo de todos os quadrinhos que tenho, com meses originais de publicação e seus correspondentes no Brasil. Uma tremenda ferramenta, que começou em Word e logo migrou para Excel, sempre com o propósito único de me permitir ler tudo na ordem (dentro da utopia que já comentei aqui).

Agora, é o seguinte. Encontrei dois saites. Um tem toda a informação que você procura sobre as edições originais: reprodução da capa, semana exata de publicação, e título e equipe criativa de cada história. Chama-se Mike’s Amazing World of DC Comics e merece o nome.

O outro saite é brasileiro e faz exatamente o que eu tanto queria fazer. E eu crente que era o primeiro a pensar nisso. Bem, pelo menos eles encararam a tarefa, e devo dizer que com ótimo resultado (já foi útil à minha tabela ao me expor o conteúdo de Superman no. 1 da EBAL, de 1947). Chama-se Guia dos Quadrinhos e acaba de tornar minha vida inútil. Preciso urgentemente de uma nova razão de viver.

(Não estou me queixando. Na verdade, eu queria que alguém fizesse aquilo que não tenho tempo de fazer, porque a idéia é valiosa demais para permanecer não executada.)