Moisés e suas guloseimas ilícitas

Dêem uma olhada nisto:

Moses was high on drugs: Israeli researcher

Segundo esse pesquisador israelense, Moisés estava sob efeito de “guloseimas ilícitas” (para usar um termo que aprendi na MTV) quando desceu do monte Sinai com as Tábuas da Lei (que qualquer um que tenha visto Mel Brooks sabe que eram três, não duas, e que os mandamentos eram doze, não dez).

Como disse DanLS no Newsvine, “a guy went up onto a mountain alone, and when he came back he had carved stone tablets that he said were carved by God….. is anyone surprised he might’ve been on drugs?”

Vejam bem, o problema não estaria no Moisés. Acontece é que faz uns 2700 anos que tem muita gente seguindo o que ele supostamente escreveu… Já pensou? Um sistema jurídico inteiro baseado em uma viagem?

Até que a notícia não é tão ruim, comparada à corrente segundo a qual toda a história do Êxodo é mitologia.

De todo modo, mesmo que se confirme que Moisés não passaria no antidoping, não há razão para alarme. São comuns os casos de grandes obras compostas sob efeito de substâncias que induzem estados alterados de consciência. Alguns prováveis casos célebres são os álbuns da fase clássica do Genesis (Foxtrot, The Lamb Lies Down on Broadway), tudo do Pink Floyd até Dark Side of the Moon, Wish You Were Here e The Wall, as últimas músicas dos Beatles, toda a obra de Jimi Hendrix e do The Doors, Stairway to Heaven e, a bem da verdade, praticamente todo o rock de qualidade do fim dos anos 60 e início dos 70. Quer dizer, trata-se mais de um elogio do que de uma nódoa na reputação do líder hebreu. Se a hipótese estiver correta, ele estará em excelente companhia.

Recém-lidas:
Conan #16 (maio de 2005), traduzida;
The Sandman #35 (fevereiro de 1992), traduzida.