Make war not love

Esta notícia mostra alguma coisa sobre a população americana e sua moral. Aparentemente, as pessoas consideram mais tolerável uma agressão extrema do que uma demonstração de afeto.

Na verdade, não deveríamos nos surpreender: o puritanismo está na raiz histórica daquela cultura. Acontece que se pode fazer também outra leitura: há uma cultura da agressividade, do individualismo; da tomada, por um cão, do pedaço de carne que está na boca de outro cão. É uma cultura da supressão da vontade e da existência do outro em nome da satisfação das necessidades próprias imediatas. Não é sem motivo que a atitude genérica dos britânicos em relação aos americanos é considerar imaturos estes últimos, como um bando de adolescentes mimados com excesso de testosterona e de recursos.

Dirão que o problema está nos vidiuguêimes e criarão leis para suprimir jogos sensuais ou violentos. Feliz ou infelizmente, o capitalismo e a cultura de massa não devem ser encarados como causas dessas tendências. São apenas ambientes que as revelam, que as escancaram.

Acho que o próximo passo vai ser nos amarrarem nas cadeiras e nos forçarem a assistir três dias seguidos de cenas violentas. Então sairemos cantarolando Beethoven e reencontraremos nossos amigos Pete, Georgie e Dim. Videe well.