Mão-de-obra não especializada

Eu na Barnes & Noble, fechando uma compra de US$ 125. A moça do caixa anuncia que, se eu tiver um cartão da loja, tenho 10% de desconto, pergunta se tenho um (não tenho) e se quero fazer. Quanto tem que pagar? pergunto. 25 dólares. Aí eu disse (deveria ter só pensado, mas cometi o erro de falar em voz alta), pago 25 para ter um desconto de pouco mais de 12…

Ao que ela me interrompeu: — Não sei, não sou boa com Matemática.

Então, como vocês estão vendo, não é só aqui que eles põem as pessoas mais desqualificadas para atender no balcão. Em Nova Iorque também. Fico pensando se não é um requisito para assumir o emprego.

Em tempo, e é claro que isto não tem nada a ver: naquela grande metrópole judaico-cristã ocidental, constatei que os motoristas de táxi, engraxates, arrumadeiras de hotel, vendedores e balconistas em geral são todos oriundos ou da América Latina, ou do Extremo Oriente (China, Vietnã, Filipinas), ou do Subcontinente Indiano (Índia, Paquistão), ou da África Meridional (Quênia, África do Sul). Os nativos estão todos em ocupações que rendem mais dinheiro. Você pode não acreditar, mas falei mais portunhol do que inglês na Grande Maçã.