Quem vigia os vigilantes

Fui ver Body of Lies (Rede de Mentiras) no sábado. Fiquei decepcionado. Eu esperava que fosse uma história onde todo o mundo mentisse para todo o mundo, onde não se pudesse confiar em ninguém, onde o DiCaprio fosse traído justo quando estivesse no meio da lama e depois tivesse que se virar sozinho — e não foi nada disso. Bem, foi um pouco disso, mas pouco. Permita-me colocar do seguinte modo: eu esperava certos clichés conforme os últimos quinze anos de cinema nos têm levado a esperar, mas os clichés foram os de cinqüenta anos atrás (oito dias para a queda do trema, e contando). — [Apidêite em 07/01/2009: a versão original desta mensagem dizia “queda da crase”. É que eu sou tão obcecado com crase que confundi as inguinoranças. Foi mal aí.]

Também esperava mais helicópteros, várias cenas de helicópteros, como sugeria o trailer — e só teve uma. Além disso, o mocinho cometeu um erro grave e tinha que pagar por ele, mas, mesmo assim, acabou sendo ajudado quando não merecia. Estou profundamente decepcionado. Se soubesse, não teria pago os R$ 17 do ingresso no Cinemark. O lado bom foi ter tido a oportunidade de escolher lugar, já marcado antes de entrar, igual a avião.

O lado ainda melhor foi o que veio antes do filme: trailer de Watchmen! Assim que apareceu a primeira cena, antes de o Dr. Manhattan explodir em pedacinhos, eu já tinha reconhecido que era ele. Está muito igual ao quadrinho! Várias cenas estão perfeitamente reconhecíveis! O clima está igual ao do original! Os personagens estão iguais! Maneiríssimo! Tenho que ir ver! Urru!

Recém-lida: Green Lantern #15 (setembro de 1962).

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