A morte da música

Dica do Cardoso: um vídeo resumindo o que anda acontecendo na indústria da publicidade por causa da Internet, especialmente (mas não apenas) da Web 2.0.

O vídeo tem várias virtudes. Uma é que realmente resume bem a questão. Outra é a escolha da música (uma de minhas preferidas). Outra, ainda, é o talento do Autor, que conseguiu manter a letra original *e* seu significado em inúmeras passagens. Resulta que a avaliação de mercado vem acompanhada de uma reação sentimental semelhante à de American Pie.

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Em nota não relacionada, estou ouvindo …Calling All Stations… Que coisa estranha. Não parece um álbum do Genesis. Melhor dizendo, só lembra, em algumas passagens. Tem toda a cara do rock inglês de sua época (1998), mas eu não diria que é Genesis se não soubesse. Não é um álbum ruim, mas tampouco é inspirado, e nem chega perto de me causar o mesmo efeito de inúmeros e maravilhosos outros discos deles do período 1970-1986 (você que adora baixar material, busque: Foxtrot, Selling England By the Pound, The Lamb Lies Down on Broadway, A Trick of the Tail, Seconds Out, Duke, Three Sides Live, Genesis e Invisible Touch, deixando de fora uns que não me agradam tanto. Se for fazer busca por nome de música, comece por minhas favoritas do momento: Firth of Fifth, The Cinema Show, Carpet Crawlers, Los Endos, AfterglowDuke’s Travels, sempre dando preferência para as versões ao vivo).

…Calling All Stations… parece só ter sido feito para bater ponto mesmo, seguindo formulinhas populares. Tenho quase pena do vocalista Ray Wilson, vários anos mais novo que os outros dois componentes da banda (Tony Banks e Mike Rutherford). Na época, li um depoimento dele, de que estava orgulhoso, sempre tinha sido fã… É isso que mata. A própria tietagem já mostra que ele não tinha condição de se misturar. Até agora, o álbum é o último gravado em estúdio pela banda. Foi um fracasso. Depois, Wilson saiu, e o Genesis ficou sem tocar por nove anos — certamente por terem percebido que não tinham mais condição. Mas o disco ao vivo que veio depois, Live Over Europe 2007, tem de volta Phil Collins, Chester Thompson (que toca bateria pra caramba) e Daryl Stuermer; e é muito legal. Recomendo-o.

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