Cabides aéreos

Minha amiga Moema enviou-me o linque:

http://www.bemlegaus.com/2010/03/cabides-avoados.html

Em resposta, enviei um email a ela, que reproduzo e expando aqui. Abre aspas.

É bem legaus!

E é um episódio muito interessante da História da aviação esse da Ponte Aérea de Berlim. Em alemão, Luftbrücke: literalmente, “ponte de vôo”, ponte aérea. Em inglês, Berlin Airlift. Um dos aviões (um C-54 — não o mesmo do cabide) ficou conhecido como Candy Bomber. Seu piloto (Cap Gail Halvorsen) atirava chocolate pela janela na aproximação final ao aeroporto, cada um com seu pequeno paraquedas (agora sem hífen), causando impressão nas crianças de Berlim que dura até hoje. Em alemão, é Rosinenbomber (está no texto). Halvorsen ficou impressionado que, durante a guerra, apenas três anos antes, ele fazia a mesma rota ao comando de um bombardeiro, largando sua carga mortífera sobre a cidade que, agora, ajudava a sustentar. Depois da iniciativa de Halvorsen, vários pilotos passaram a fazer a mesma coisa.

Quando a P.A. de Berlim fez cinquenta anos, várias revistas especializadas publicaram matérias comemorativas. Tenho-as. São artigos superinteressantes, detalhando o esforço logístico louco que foi sustentar Berlim Ocidental durante um ano e meio, trazendo de tudo: carvão, batata, leite, arroz, remédio, biscoito, café, açúcar, sal, madeira, roupa, sapato, gasolina, graxa, tecido, tudo. Um avião por minuto — um por minuto! No inverno, com neblina arriscada, um a cada três minutos! Sabe lá o que é sustentar isso, nonstop, por um ano e meio?!

Hoje, existe um monumento na frente de Tempelhof, referente à Ponte Aérea. O formato do cabide é o de um setor de disco, remetendo ao pátio de estacionamento de aeronaves desse aeroporto, que tem esse formato bem chamativo. Tempelhof não é usado pela aviação comercial há vários anos, mas uma passada pelo Google Earth (ou Google Maps) mostra vários aviõezinhos estacionados, bem como um C-54, preservado em metal natural, a leste do pátio.

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