Notícias censuradas

Eu nunca tinha ouvido falar, mas, graças ao Cardoso (de novo!), encontrei o Diário de Barrelas. As melhores notícias que você ainda não tinha lido. Eu rrecomêindo!

E a primeira notícia que você deve ler é esta: Apple desiste de fazer  novos iPods.

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25 não muito gentis anos depois…

Cardoso deu a dica no Twitter: http://bit.ly/apRSiT

Mas o melhor são os comentários. Vou reproduzir os melhores no original, é mais engraçado (e estou com preguiça de traduzir).

“This is one of those cases where measuring dicks THEN and measuring dicks NOW would have a very, VERY different outcome.”

“Hey dumbass. Dame Judi Dench wasn’t in Top G…..oh wait.”

“The real question is which one turned the other gay.”

“Left: Sexual Icons / Right: Homosexual Icons”

“See Top Gun 2!! Thrill to learn how Maverick left the USN when the F-14 was retired and is now a disgruntled cargo pilot for FedEx angered that he is only making $40k a year. Charlie lost her job after the Cold War ended, military budgets were slashed, she went gay, her snatch dried to men and she couldn’t fuck to save her job. She is now a functionary at a feline rescue group and has 11 cats in her loft apartment.”

Em tempo: aos pilotos de sofá que ficaram parados em meados dos anos 80 e cuja única fonte de referência são aqueles livros da Nova Cultural, aviso que o F-14 saiu de serviço em 2006. Agora só quem os tem voando é o Irã. Ah, a ironia…

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Receita de milkshake

Esta é a receita de milkshake que aperfeiçoei nos últimos meses através de experimentação. É bastante empírica, de modo que nunca fica igual; mas sempre fica excelente, quase sempre perfeita.

Tudo começou como minha tentativa de imitar, em casa, a receita de mateshake de cappuccino do Rei do Mate. O original ainda é deles, mas acho que gosto mais dos resultados a que cheguei.

A receita é dimensionada para dois copos que devem ter uns 500 ml. Primeiro, vai leite semi-desnatado até cerca de 40 % do volume dos copos. Depois, cinco generosas colheres de sopa de pó de cappuccino. Três Corações é a melhor marca, mas também é a mais cara. Depois, uma colher de sopa, rasa, de Matte Leão em pó. Depois, uma quantidade de sorvete de creme Kibon que supere tudo isso em volume, mas só até o ponto de você pensar se o copo do mixer não vai transbordar (nosso mixer pouco passa de 1 litro). Por último, um cálice generoso de conhaque barato (temos usado Nautilus, mas serve Dreher, Presidente… você pegou a ideia). Da última vez, substituí o conhaque por uma dose generosa de Amarula e ficou excelente.

Bata bem. O sorvete diminui bastante de volume, de modo que mal dá para encher os dois copos. Bem, na verdade depende das circunstâncias, porque às vezes ultrapassa. A consistência é perfeitamente cremosa e quase não faz espuma. É um litro de felicidade gelada, companhia ideal para assistir a episódios de sua série de TV favorita.

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Seguindo a tendência enigmática de questões que já coloquei aqui, e valendo outro prêmio por enquanto indefinido, lanço o desafio: em quais versos Carly Simon previu e resolveu as dificuldades postas por Eyjafjallajökull? A dica joguei no Twitter. Respostas na caixa de comentários.

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Os superpoderes de Sniper Serra

Sei que não fica bem kibar o belogue dos outros. Mas é que esta aqui do Sniper Serra é tão boa, mas tão boa, que tenho que passar adiante assim.

Kibado do Sniperserra

Porque é muito nerd! O primeiro que vier aqui na caixa de comentários e acertar a ligação entre as figuras e a frase no final ganha um prêmio!

E tem esta aqui também, que já me convenceu da Jovemnerdice de Sniper Serra. Vou ter que adicioná-lo a meus feeds!

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Isto merecia ser retuitado

… mas, como isto aqui não é o Twitter, vou pôr o linque:

http://sniperserra.tumblr.com/

A dica eu peguei no SENSACIONAL Porra, Mauricio!, que tenho acompanhado no Twitter e é imperdível.

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E tem esta notícia no saite do Globo On: “Babuínos na África do Sul estão incorporando hábitos humanos e já tentam até usar celular”. Daqui a um tempo ela terá saído do ar, assim como os comentários. Então, permita-me preservar dois deles para a posteridade (ou, pelo menos, por um tempinho a mais):

Babuíno falando no celular? Dê uma volta no centro da cidade e você vai ver um monte.

Eles vão treinar os babuínos para atendimento em call centers.

De fato.

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Star Wars crash course em 2:12

… E aqui temos um excelente resumo da trilogia Star Wars (a original e única), em apenas 2 minutos e 12 segundos. Perfeito.

Ah, sim, eu ia me esquecendo de dizer… É stopmotion feito com Lego…

Dica do Animação S.A.

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Sobre a experiência de ir assistir a Homem de Ferro 2

Não vou falar sobre o filme. Não precisa. É muito bom, etc. Armaduras que voam, muitas metralhadoras, projéteis perfurantes e explosivos. Pode ler tranquilo, não vou revelar detalhes que estraguem surpresas pra ninguém.

Vou falar sobre como foi ir ao cinema desta vez.

Quando você compra ingresso para o Kinoplex, você escolhe o lugar com antecedência. Fui à Internet na última sexta-feira à noite e me pus a escolher no Shopping Tijuca, sala 6. Como tenho feito desde 2006 (ou antes, não estou certo), preocupei-me em ficar o mais colimado possível com o centro da tela. Infelizmente, a representação da sala no computador é apenas esquemática, de modo que não se pode ter certeza de nada. Medindo com régua, o meião da sala ao longo da horizontal eram os assentos 14 e 15, mas e na vertical? A única certeza que eu tinha era que a fileira bem no meio não correspondia ao meio da altura da tela. Meio no chute, imaginei que a fileira ideal fosse um pouco acima da metade, entre M e Q. Alguns assentos na periferia da sala estavam ocupados, mas a maioria não. Aí, observei que O14 e 15 também estavam ocupados. Mas que incrível coincidência: dois dias antes da sessão, alguém comprara ingressos bem no meio da horizontal e na zona que parecia ser o meio da vertical. Deduzi que os ocupantes deviam ser cinéfilos profissionais que sabiam o que estavam fazendo.

Como dizia o Chapolim Colorado, “sigam-me os bons”, então fui na aba dos connoîsseurs, escolhendo a segunda-melhor fileira, que seria a P. E fiz uma nota mental de manifestar minha apreciação pela nerdice ao encontrar a figura sentada à minha frente.

Aaah, tá, vou falar do filme. Mas só um pouquinho, tá?

Bem no comecinho, você descobre que o vilão é um klingon. Se souber por quê, por favor, diga aqui nos comentários que, se acertar, eu prometo que ganha um prêmio. (Não vou pensar em qual. Um problema de cada vez.)

O laboratório de Tony Stark continua tendo um telão com o noticiário. Tal como no primeiro filme, onde fizeram product placement esperto da Dell, desta vez as beneficiadas foram a LG, a Kodak, a Oracle (mencionada explicitamente pelo menos duas outras vezes), a Sega (que, suponho, deve ter lançado o VG do filme) e a Audi — que também ganha um painelzão de vários metros de altura e, claro, é a marca que Stark dirige. Kodak aparece novamente em velhos rolos de filme. Quando fores assistir, faz favor, vê se deixei algum nome de fora.

Na primeira cena com Scarlett Johansson, Tony Stark está treinando com Happy Hogan e a chama para subir aonde ele está. Segue-se uma tomada em close do rosto da moça. Tão em close que dá para ver as espinhas por baixo da maquiagem. Photoshop FAIL.

Vamos às aeronaves. As deste filme não fugiram ao padrão do anterior, mas são menos numerosas. Aparecem um C-17 no começo e B-1, B-2, C-17, F-16 e F-22 na base aérea de Edwards. Os F-16 têm o esperado código de cauda ED, assim como o traje do Máquina de Guerra, que, pelo que eu tenha reparado, não é mencionado pelo nome. O esquadrão VX-25 identifica uma das armaduras, mas, pelo que pesquisei, não existe. Novamente, o jato executivo de Stark não é nenhum que exista, mas me parece um projeto que a Sukhoi desenvolveu por um tempo nos anos 90, parecido com uma versão espichada do turboélice Piaggio Avanti.

Aqui cabe um comentário sobre a tradução que legendou o filme. Quando Rhodes pergunta a Stark se o equipamento é “supposed to smoke”, a tradução correta é perguntar se era para estar saindo fumaça — e não se era “para fumar”, como se o paládio do peito de Stark fosse uma caixa de charutos. No finalzinho do filme, “stable-ish” não é “estável”, mas “quase estável”. Isso foi o em que reparei. Estava muito concentrado no filme para observar legendas, mas essas me chamaram a atenção.

Naturalmente, em um filme desses ninguém espera que se vá respeitar completamente o fundamento científico. Nem teria graça, òbviamente. Por isso, vou observar só um detalhe impussívi, que é o seguinte. É verdade que a raça humana tem a capacidade prometeica de sintetizar novos elementos químicos: todos os que vêm depois de 92 na tabela periódica são prova disso. Também é verdade que o jeito de fazê-lo é usar um acelerador de partículas para jogar núcleos atômicos um contra o outro. Só que o que não é verdade é que um tal acelerador caiba em um laboratório doméstico — na vida real, estaria mais para o LHD (se bem que esse também é um monstro de exagero). Menos ainda o método seria jogar um raio pra cima de uma pecinha triangular presa em um torno e menos ainda se esperaria que, miraculosamente, a pecinha deixasse de ser feita de seu material (whatever seja) para passar a estar constituída do tal novo elemento químico. Aliás, quanto mais novo o tal elemento, mais fuderoso tem que ser o acelerador, e o do filme é uma piada. Por fim, na vida real a primeira coisa seria jogar a pecinha num espectrômetro de massa para se ver do que é feita e se realmente se trata do tal novo elemento, sem achismos. Afinal, método científico é isso. A tentativa poderia ter dado errado; tem que submeter a testes pra saber. E não “congratulations, sir, acabou de criar um novo elemento”, como se Ciência se construísse no improviso, por mais prodigioso que seja o intelecto starkiano. Mas relevemos. Adiante.

Agora, existe uma inconsistência em que tenho reparado em todos os filmes que envolvem computadores-que-controlam-coisas e personagens-que-sabem-driblar-criptografia-e-invadir-sistemas-alheios. Já faz 25 anos que estamos usando Windows, em uma ou outra encarnação. Mesmo assim, você já notou que, nesses filmes, os especialistas em segurança de informação NUNCA usam o mouse? Aliás, as máquinas nem têm o ratinho! É tudo feito via linha de comando, desde o tempo de Tron e Jogos de Guerra. A impressão que dá é que todo o mundo, do Pentágono às Indústrias Stark, passando pela Batcaverna e pelos alienígenas de ID4, todo o mundo ainda está rodando alguma interface de UNIX ou MS/DOS, a mais primitiva que conseguir!

(Suponho que seja mais dramático assim. Afinal, você sempre escuta o bater frenético dos dedos sobre as teclas, bastante aumentado em relação à vida real, enquanto o foco normalmente está no rosto do ator. Já com o mouse, você teria que acompanhar o ponteiro na tela, e os cliques seriam poucos e silenciosos, quebrando o ritmo e alienando os alienados que não usam computador — e que talvez ainda sejam maioria, apesar dos esforços de Bill e Steve.)

Mais uma vez, a trilha sonora encaixou direitinho. São oportunas Another One Bites the Dust, do Queen, e todas as inserções de metal pesado, tal como as do primeiro filme. Uma faixa que me surpreendeu — por não ser exatamente um exemplo de popularidade — foi Pick Up the Pieces, pràticamente igual à versão do disco A Hot Night in Paris, da Phil Collins Big Band, de 1999. É a musiquinha instrumental que aparece na cena em que o personagem Justin Hammer faz uma dancinha em cima de um palco.

Antes de eu passar à cena final, chamo sua atenção para a indefectível participação de Stan Lee. Bem que eu estava achando que o Larry King não fosse tão magro.

Mas vamos à tão esperada cena final. Esperada, certo? Claro! Porque, depois que as letrinhas subiram no primeiro filme do Homem de Ferro, todos vimos a verdadeira última cena, com Nick Fury na mansão de um perplexo Tony Stark, sem dizer como conseguiu entrar e começando um discurso sobre a Avenger Initiative.*

O quê??? Você é um daqueles trouxas que se levantam quando as letrinhas começam? Você perdeu a cena mais maneira do primeiro filme? Ah, mas não vai dar esse mole de novo, né. Afinal, você teve dois anos para saber o que havia perdido, e até alugou o DVD para conferir. Ou também é daqueles que dão stop assim que começam as letrinhas no DVD?

Pois é. Desta vez aconteceu de novo. As luzes nem se haviam acendido e já tinha mogalera fugindo do cinema, parece até que tem formiga na cadeira. É fobia, só pode ser! Não sei o que é tão repulsivo, mas a impressão que dá é que o cinema vai irromper em chamas se não estiverem todos do lado de fora quando acabar o rol dos atores.

Mas tenho a impressão de que havia muitos gatos escaldados também, porque um número incomum de nerds ficou sentadinho esperando subir todas as letrinhas. E olha que tem letrinha pra caramba! Passaram os nomes de todos os pintores, gesseiros, jardineiros (não estou brincando, pode conferir) e, básico, aquele mundão de gente que trabalhou nos CGI do filme, que é o que mais toma os créditos hoje em dia.

Antes do fim dos créditos, rolaram agradecimentos a John Byrne, Romita Jr., Romita Sr. e — desculpe, esqueci quem era o outro quadrinhista. Provàvelmente pelas diversas ideias que foram sendo usadas ao longo do filme.

E afinal não nos decepcionaram. Veio a última cena e foi bem legal. É óbvio que não vou contar nada dela, mas os conhecedores de Marvel (ainda que beeeeem superficiais) vão reconhecer. É fugaz, somente um segundo de filme ou dois, os últimos antes do escurecimento definitivo. E me faz pensar… Não vi o segundo filme recente do Hulk (não se preocupe, a cena não tem nada a ver com ele; eu disse que não ia contar o que era e mantenho a palavra); mas algo me diz que tenho que alugar o DVD, nem que seja só pela eventual cena pós-créditos, que nem sei se tem. Só pelo gosto, porque nem há um quebra-cabeças a ser montado. Sabemos no que vão dar essas ceninhas, temos lido.

Ah, sim, o cinéfilo do assento O15 mostrou que tinha escolhido O de otário. Foi embora assim que os créditos começaram a subir. Como disse minha companhia, não era especialista coisa nenhuma: deve ter escolhido o assento porque a mulher dele se chama Olga e 15 foi o dia em que ele se casou.

* Não sei traduzir isso. Iniciativa dos Vingadores? Iniciativa Vingadora? Iniciativa Vingadores? Leitores de Marvel, sugiram.

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