DC annotations, January 1994

Superman: the Man of Steel #29 (Jan 1994), page 15 (as translated in Brazil in Super-Homem no. 128), panel 1, shows a lighted panel with the name “Mignola” on it. This is certainly a reference to penciller Mike Mignola, who had worked on Superman before.

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Quem copia-e-cola tem consciência cívica?

Vários dias atrás, saiu no El País que houvera um incêndio em um depósito na Nova Zelândia. Em decorrência do sinistro, havia sido perdido o equipamento destinado à filmagem de O Hobbit — que é aquela prequel do Senhor dos Anéis, tão aguardada pelos fãs dos livros. Uma pena.

Poucos dias depois disso, saiu nO Globo On que a Warner havia autorizado a execução do filme. Só. Meu primeiro pensamento foi que a Warner estava atrasada, “será que não sabem do incêndio?” Meu segundo pensamento foi que, se o jornalista dO Globo On tivesse tido alguma proatividade (é junto ou separado?) e querido agregar valorTM à reportagem, teria ressalvado o incêndio e comentado que a filmagem não fosse (“fosse” do verbo “ir”, acerte aí a gramática) … que não fosse acontecer tão cedo. Mas assim não fez. Não fez porque, tal como tenho constatado, cada vez mais este é um País de repassadores, de gente que, quando pergunto detalhes do que me entregam, responde com a clássica frase “aaah, não sei, estou só repassando”. São situações onde o intermediário não contribui; ao contrário, só retarda o processo. É só mais um consumindo recursos, então a vontade que me dá é de suprimi-lo, de tirar uma etapa que não acrescenta nada, de enxugar o procedimento, de ir direto na fonte onde se originou a informação que está sendo repassada.

E meu ódio cresce, sabe? Porque eu não simplesmente-repasso nada. Se me vejo intermediário em algum processo, logo crio meu próprio filtro, tento eu mesmo entender antes de mandar adiante, torno-me substituto da etapa anterior, não passo adiante enquanto não vier certo a mim. Assim no ambiente de trabalho, assim em tudo.

Eu não ia escrever sobre nada disso, mas, no domingo, 10/10/2010, deparei-me com notícia, aliás no mesmo Globo On, sobre evento de aviação em Santa Maria (cidade que abriga uma base da FAB de onde decolam AMX). Um dos parágrafos terminava assim:

Trata-se do maior evento aeronáutico da Região Sul do Brasil, que tem por objetivo incentivar a mentalidade aeronáutica e despertar a consciência cívica para o papel da Força Aérea Brasileira.

Mais adiante,

Durante o show aéreo, o público tem a oportunidade de conhecer as aeronaves militares e os demais equipamentos aéreos disponíveis, além do adestramento operacional do efetivo.

Na verdade, o que primeiro me chamou atenção foi esse “adestramento operacional do efetivo”. Esse linguajar lhe parece estranho? No mínimo incomum, não? Pois é. A mim não, porque o conheço bem. Essa forma de expressão é típica de nossos militares. Não gosto dela: é artificial, veiculando uma erudição que em geral não está presente. Mas isso não importa agora. O que importa é que jornalista não escreve assim; militar é que escreve. Outros exemplos são as expressões “tem por objetivo” (que militar sempre usa na abertura de qualquer texto sobre algum evento, como se fosse uma locução verbal), “mentalidade aeronáutica” e “consciência cívica”. Tenha certeza de que, toda vez que militar faz uma ACISO (ação cívico-social), vão aparecer essas palavras. A exposição é gratuita, mas tem sempre o propósito de aproximar o público civil (e não vejo problema nenhum nisso). Então, no contexto, “mentalidade aeronáutica” será aquele ânimo, incutido no jovem, de ele se manter pensando nas coisas da aviação militar, para mais tarde ingressar nos quadros da Força. Já “consciência cívica” é outra expressão-chave, de significado meio difuso, mas sempre ligado àquele positivismo nacionalista com o qual o indivíduo se sente, de algum modo, ligado a uma Pátria, cheio de deveres. Militares usam muito a palavra “cívica” para cerimônias que eles executam mas às quais o público civil também comparece. Tudo muito bonito, mas eu como meu chapéu se o jornalista tiver concebido esses termos ele mesmo. E olha que nem tenho um chapéu.

Você já entendeu o que houve, né? Essa é mais uma ocorrência do clássico copia-e-cola. Quando copiei o texto para vir comentá-lo aqui, a página dO Globo On mandou o popup de sempre: “é proibido copiar este texto para fins comerciais, senão você vai ser processado, preso e chicoteado” etc. e tal. Só que isso foi exatamente o que fizeram com o press release da Força Aérea! ObÒviamente, o estagiário (sempre ele, não é verdade?) …o estagiário deu um básico copia-e-cola no texto da FAB. Provàvelmente nem sabe o que é adestramento nem o que é efetivo.

Em tempo: no contexto, “efetivo” é o pessoal da Força Aérea. O evento serviria para demonstrar o quanto estivessem bem treinados.

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De leis e salsichas

O Código de Processo Civil, artigos 267 e 269, diferencia as sentenças judiciais em dois tipos: terminativas (art 267) e definitivas (art 269). Mediante uma sentença terminativa, o juiz decide que o caso não pode ser julgado por alguma de diversas razões: ou porque o processo é repetição de outro igual, que já está tramitando ou até já foi decidido (é o que se chama, respectivamente, litispendência e coisa julgada), ou porque é juridicamente impossível atender ao pedido (p.ex. se o pedido é de que o juiz condene o réu a entregar uma parte de seu corpo), ou porque o autor (a pessoa que iniciou o processo) desistiu do pedido, ou por qualquer uma de diversas outras razões mencionadas pelo mesmo artigo.

Já em uma sentença definitiva, diz-se que o juiz resolve o mérito da ação, ou seja, resolve-se a questão. Em geral, o juiz decide (“julga”) o mérito, mas há casos onde o mérito se resolve sem que o juiz decida. Por exemplo: autor e réu entram em um acordo, que é homologado (ou seja, o juiz verifica que o acordo não contraria a lei, mas não se ocupa mais de ver quem tinha razão antes dele). Ocorre outro exemplo de resolução sem julgamento do mérito quando o juiz declara que o direito do autor, se existia, está prescrito (ou seja, tanto tempo já se passou que, por lei, não pode mais ser cobrado). Também neste caso, o juiz não precisa verificar se o direito existia ou não.

A diferença não é meramente acadêmica. No caso das sentenças definitivas, se não houver recurso, o que vai ficar estabelecido será o que constar da sentença, que o réu vai ter que cumprir. No caso das terminativas, não há nada a ser cumprido e, em alguns casos, o autor pode propor novamente a mesma ação, já que a questão ainda não ficou resolvida. Também são diferentes os rumos que o processo pode tomar dependendo de a sentença ter sido de um tipo ou do outro.

Até 2005, os artigos 267 e 269 tinham a seguinte redação:

Art. 267. Extingue-se o processo, sem julgamento do mérito:

(seguem-se as hipóteses)

Art. 269. Extingue-se o processo com julgamento de mérito:

(idem)

Conforme se vê do que eu disse acima, a palavra “julgamento” não era apropriada, porque havia casos onde havia resolução do mérito sem que houvesse seu julgamento.

Então, em 22/12/2005, foi sancionada a lei 11.232, que, alterando diversas passagens do Código, deu a esses dois artigos suas formas atuais:

Art. 267. Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: (…)

Art. 269. Haverá resolução de mérito: (…)

A redação atual parece-me adequada. Mesmo assim, desde que tive meu primeiro contato com ela, fiquei curioso: após 32 anos de vigência do CPC, quais teriam sido as razões do legislador para adequar o texto? Será que algum deputado se deu conta da impropriedade da redação original e propôs a alteração? Será que algum professor de Direito processual integrou a comissão que redigiu o anteprojeto da lei 11.232?

Então, na noite de 3 de outubro, enquanto o Brasil inteiro acompanhava ansioso a consumação da catástrofe apuração dos votos da eleição, eu gastava meu tempo de modo igualmente inútil porém mais divertido, investigando, nos saites do Congresso Nacional, a tramitação do projeto que se tornaria a lei 11.232. Lá, normalmente, você encontra muito do que aconteceu na evolução dos projetos de lei: por onde passaram, quais comissões examinaram, justificativas e conteúdo das emendas, conteúdo dos pareceres e outras perdas de tempo.

Tudo começou com um anteprojeto de lei apresentado ao ministro da justiça. Esse anteprojeto foi acompanhado pela exposição de motivos EM no. 00034–MJ, que apresentava as razões que o justificavam. O texto desse anteprojeto não alterava os artigos 267 e 269 do Código, nem a Exposição de Motivos tocava no assunto deles.

Então, o anteprojeto chegou ao presidente da república. Com a palavra, a Constituição da República:

Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, (…) terão início na Câmara dos Deputados.

Portanto, na sequência, o presidente encaminhou o anteprojeto à Câmara dos Deputados, que o numerou como o projeto de lei 3253/2004. Até ser aprovado pela Câmara, esse PL sofreu emendas. Certamente eu encontraria a emenda que lhe inseriu o artigo mediante o qual se alterava a redação dos artigos 267 e 269 do CPC.

Não achei tal emenda. Aliás, a redação final do PL 3253, conforme a Câmara a aprovou, não menciona alguma alteração dos artigos 267 e 269. E, com essa aprovação pela Câmara, passa-se à etapa seguinte, determinada pela Constituição:

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, (…)

A tramitação do PL na Câmara pràticamente termina em sua remessa ao Senado em 05/08/2004. Depois disso, o único lançamento é de 22/12/2005, comunicando sua transformação na lei 11.232, o que implica que, nesse 1 ano, 4 meses e 17 dias de diferença, havia sido aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da república. Porque, continuando a ler a Constituição,

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, (…)

Aí, pensei, peraí! Se o texto do PL aprovado pela Câmara não alterava os artigos 267 e 269, e a lei altera, é que, no meio do caminho, houve alteração ao texto por parte do Senado.

Então, toca a procurar os andamentos no saite do Senado, onde você descobre que o PL 3253 foi denominado Projeto de Lei da Câmara 52/2004. Verificando a tramitação, encontrei o parecer do relator, comentando catorze emendas ao PLC 52 oferecidas por senadores (embora o saite não identifique quem ofereceu o quê). Entre elas, as emendas 3–CCJ e 4–CCJ propunham alteração dos artigos 267 e 269, e o parecer concordava com elas nos seguintes termos:

(…) a alteração do art. 269 é bastante pertinente, pois revela a possibilidade de julgamento do mérito sem que o processo se tenha encerrado, como pode ocorrer em decisão interlocutória (…) ou em decisão monocrática de relator (…). Todavia, cabem duas ressalvas:

1ª) já que se pretende alterar a redação, seria de boa técnica seguir a orientação de ADROALDO FURTADO FABRÍCIO e empregar a terminologia “resolução de mérito”: “… a expressão ‘resolução de mérito’ traduziria melhor a idéia que aí se contém do que a locução utilizada. Com efeito, aí [art. 269 do CPC] se agrupam duas classes bem distintas de sentenças: as que efetivamente contêm julgamento, verdadeira heterocomposição jurisdicional do litígio, e as limitadas à constatação e certificação de seu desaparecimento por ato de parte ou das partes” (Extinção do processo e mérito da causa, in Saneamento do processo, p. 20);

2ª) para manter a coerência e a harmonia da reforma, seria também de boa técnica alterar a redação do art. 267 do CPC, pois não há sentido alterar um e manter o outro, visto que são simétricos.

Pronto! Está aí o motivo que eu buscava: o Senado seguiu a opinião do famoso processualista Adroaldo F. Fabrício (à qual aderem outros ilustres Autores, como o Prof Alexandre F. Câmara — q.v. Lições de Direito processual civil, 7. ed., v. I, p. 374-375) no sentido de adequar o texto do Código ao que realmente acontece no processo.

Em 07/12/2005, foram aprovados o PLC 52, aquelas catorze emendas do Senado e, no dia seguinte, a redação final que decorria de tudo isso.

Recapitulemos: o anteprojeto do ministro da justiça se transformou no PL 3253 do presidente da república, que foi emendado e aprovado pela Câmara, e no PLC 52, que foi assim emendado novamente e aprovado pelo Senado. Vejamos o que diz a Constituição a respeito dessa situação.

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.

Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora.

Art. 64. (…) § 3o. A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias (…).

Mas… mas… do Senado, o texto final foi encaminhado a sanção presidencial em 14/12/2005. Houve até ofício do Senado à Câmara no mesmo dia, “comunicando a aprovação, em revisão, do presente Projeto e o seu encaminhamento à sanção presidencial”.

Não era para ter voltado?! Você leu: a Constituição é taxativa quanto a isso, não prevendo exceções. Mesmo assim, fui aos Regimentos Internos do Congresso Nacionalda Câmara dos Deputados, na esperança de que o texto constitucional tivesse alguma brecha à interpretação e de que esses regimentos se aproveitassem dela. Mas não tem, nem se aproveitam. (O regimento do Senado nem olhei, porque ou aprova ou não aprova o procedimento adotado. Se aprova, não importa, porque quem se prejudica é a Câmara, não ele; e um velho brocardo jurídico é o de que a ninguém aproveita sua própria torpeza).

Espremendo o céLebro, encontrei uma possibilidade mediante a qual o procedimento do Senado tenha sido aceitável: neste caso, quem iniciou o processo legislativo foi o presidente da república. Com isso, não houve “Casa iniciadora”, como há nas vezes em que o processo começa com projeto de lei de autoria de algum parlamentar. Mas não sei se é isso.

O PLC 52 foi sancionado pelo presidente da república em 22/12/2005, convertendo-se na lei 11.232. Por mais que Fabrício, Câmara e eu concordemos com as emendas 3–CCJ e 4–CCJ, nenhuma medida corretiva foi tomada quanto às aprovações daquelas catorze emendas, que nunca foram submetidas à Câmara dos Deputados.

Depois, o próprio saite do Senado revela que houve a ação direta de inconstitucionalidade no. 3740, proposta perante o Supremo Tribunal Federal para que se declarassem nulos alguns artigos trazidos ao CPC pela lei 11.232. Pensei, finalmente alguém se insurgiu! Alguém percebeu que a Câmara não fôra ouvida e que, portanto, são inválidos os artigos da lei 11.232 que decorrem de emendas senatoriais…

Mas não. No saite do STF, encontrei a petição inicial da ADIn 3740, apresentada pelo Conselho Federal da OAB. O documento ataca algumas alterações trazidas pela lei 11.232 que, no entendimento da OAB, violam certas garantias relativas a decisões judiciais. Entretanto, nenhuma menção é feita ao descumprimento do trâmite previsto pela Constituição.

Pelo que li até agora e ressalvado o parágrafo acima onde dou interpretação restritiva à expressão “Casa iniciadora”, estou entendendo que o Senado Federal tenha violado o processo legislativo, deixando de submeter à Câmara o projeto de lei que aprovara com emendas. Também estou entendendo que a Câmara tenha comido mosca e que, de dezembro de 2005 até agora, tenham vigorado certos artigos do Código de Processo Civil que não seguiram o processo que lhes daria legitimidade. Em outras palavras: a lei 11.232 é inconstitucional em tudo aquilo que a Câmara não teve oportunidade de apreciar e, portanto, são inconstitucionais alguns artigos atuais do CPC (e não apenas as redações atuais dos artigos 267 e 269) quanto à forma seguida para sua promulgação.

Posso perguntar-me o porquê de tudo isso. Terá sido negligência? Terá sido intencional? Haverá alguma alteração do Senado que não se quisesse potencialmente rejeitada pela Câmara? Não sei. Tudo que sei é que permanece válida a velha máxima sobre as leis e as salsichas, erroneamente atribuída a Bismarck.

Ou não. Quem encontrar falha nas minhas premissas ou no meu raciocínio, por favor, avise-me, que vai me deixar mais tranquilo.

[Apideite do apedeuta em 04/10/2010: aparentemente, isso vem acontecendo direto. Fui fazer uma pesquisa rasteira, andando para trás no tempo, e encontrei a tramitação da lei 12.304/2010, que autoriza o Poder Executivo a criar a Pré-Sal Petróleo S.A. Foi a mesma coisa: depois que saiu da Câmara dos Deputados, o projeto de lei sofreu uma emenda no Senado, ganhou nova redação e foi a sanção sem voltar à Casa de onde saíra. Eu poderia pensar que fosse um grande complô conspiratório para minar a autoridade da Câmara, mas estou mais inclinado a acreditar que seja mera desídia neste país de repassadores, de gente desatenta que não está nem aí pra nada.

Além disso, em debate com uma colega, percebi que não tem jeito, é inconstitucional mesmo. Veja a redação da Constituição, artigo 64, que reproduzi aqui em cima: a iniciativa pode ser do presidente da república, mas o início é mesmo na Câmara dos Deputados.]

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Comentários recentes

Só para minha própria referência de minha participação na Web, porque deixo comentários por aí e depois não lembro.

http://www.amazon.com/gp/cdp/member-reviews/ARI7YA10QL9GM/ref=cm_cr_pr_auth_rev?ie=UTF8&sort_by=MostRecentReview

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http://www.baxt.net/blog/2010/04/13/seria-muito-seria/#comment-27779

http://www.baxt.net/blog/2010/04/21/o-conhecimento-da-ignorancia/#comment-27791

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http://www.baxt.net/blog/2010/09/15/as-pessoas-mal-informadas/#comment-27986

https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1486619705951395295&postID=1605094035426037004 01/08/10, 02:59 h.

http://www.interney.net/blogs/lll/2009/08/20/nosso_lar_e_onde_eles_tem_que_nos_aceita/#c452818

http://www.interney.net/blogs/lll/2009/08/20/nosso_lar_e_onde_eles_tem_que_nos_aceita/#c452820

http://www.interney.net/blogs/lll/2009/08/20/nosso_lar_e_onde_eles_tem_que_nos_aceita/#c452823

http://www.interney.net/blogs/lll/2010/09/09/ideologia/#c642135: “em princípio, o crente-na-ideologia não está mentindo. A ideologia surge quando o sujeito vê a vida a sua volta, só conhece isso, então acha óbvio, e acaba gerando alguma explicação que acomode esse óbvio. // Lembra quando você discutiu o cabimento daquela frase ‘Alex, você está fora da realidade’ ? Aquele discussão foi ótima e tem TUDO a ver com isto aqui, não acha? Minha ideologia é a expressão do que é minha ‘realidade’.”

http://www.interney.net/blogs/lll/2010/09/09/termotecnico/#c642141: “Uma vez eu defendia dissert. de mestrado. Virou um membro da banca e perguntou de que fonte eu tinha tirado determinada tabela. // Fiquei olhando pro cara, tentando entender se a pergunta era mesmo o que eu pensava que fosse, quando meu orientador foi mais rápido: // — Foi ele mesmo que calculou a tabela, ué. // E pior que tinha sido mesmo. Tinha dado um trabalhão! // Pois, né, se não indiquei a fonte… é que fui eu! Raios! // (Detesto quando as pessoas, na falta de atribuição de crédito, presumem que o autor NÃO seja eu.)

http://www.interney.net/blogs/lll/2010/10/02/por_que_tantos_brasileiros_pobres_e_anal_2/#c652528

http://www.starshipintrepid.net/companel/index.php?showtopic=592&view=findpost&p=67018

http://www.starshipintrepid.net/companel/index.php?showtopic=5094&view=findpost&p=67019

http://www.starshipintrepid.net/companel/index.php?showtopic=177&view=findpost&p=67021

http://forums.hiddenfrontier.com/index.php?showtopic=10711&st=240&gopid=271392&#entry271392 e concordo com a opinião logo acima da minha.

http://diariodeumdoentedosnervos.blogspot.com/2010/09/porque-as-pessoas-sao-pobres.html?showComment=1284700320376#c8660850505015023791: “O mais interessante é que o título da postagem fica mais correto, e faz mais sentido, do que se fosse ‘por que as pessoas são pobres’. Mesmo que possa ter sido sem querer. // Eu sempre soube que apartamento, comprado novo, tendia a desvalorizar, igual carro. Se compro, compro APESAR do que vai acontecer ao valor, e não POR CAUSA do que vai acontecer ao valor. // Mas as pessoas nunca fazem conta mesmo. Nunca raciocinam objetivamente sobre o que vão fazer a seu dinheiro. As decisões de investimento deveriam ser as mais frias, mais maquiavélicas, objetivas, Realpolitik, pragmáticas. Mas são as mais emocionais. Cheio de pesquisa pra dizer isso, mas nem precisava.”

O princípio da anualidade fazia sentido na medida em que o Direito tributário era subdivisão do Direito financeiro, conforme explicitado pela CF/1946, artigo 5o., que menciona o Direito financeiro mas não menciona o tributário. O próprio CTN, de 1966, cita esse artigo como a norma da qual extrai sua constitucionalidade. Naquele tempo, o planejamento tributário do Estado estava inserido na composição orçamentária (era a parte onde o dinheiro entrava), e o Direito tributário era compreendido como estando a serviço da composição do orçamento. Quando o Direito tributário ganhou autonomia, deixou de haver um ‘planejamento anual dos tributos’ e o princípio da anualidade desapareceu. Apesar disso, o Direito tributário é tratado como metade do curso de Direito financeiro na UERJ. (30/08/2010, 21:19 h)

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Propulsão de dobra com uma nacele a menos

Advirto ao preclaro Leitor que este texto só faz sentido para trekkers. Quem não for trekker também pode ter a aprender, mas não se espante se não souber do que estou falando.

Recentemente, minha colega Leila Kalomi consultou-me a respeito de propulsão de dobra, que é a utilizada pelas naves de Jornada nas Estrelas. Considerei que nossa troca de emails poderia ser guardada para referência futura, não só por nós dois, mas por eventuais googladores. Então, com autorização dela, segue abaixo.

1 – Sei que é possível uma nave voar(?) com apenas uma nacele, mas qual seria o desempenho da que está funcionando? 50%? Seria possível uma velocidade de dobra muito grande?

Se uma nave foi feita para voar com duas naceles, em princípio ela não será capaz de voar com uma só. Para dar forma ao campo de dobra, ela precisa da configuração das duas. Com uma só nacele, o campo será só o campo gerado por ela, que é assimétrico, incompleto. Só seria simétrico se tivesse as duas. É diferente do caso de quando a nave já foi feita para voar com uma nacele só.

Os detalhes por trás vêm daqui: http://www.ex-astris-scientia.org/treknology/treknology-w.htm (… descer até Warp nacelle).

É claro, isso sou eu deduzindo. Ou inventando. O bom da treknologia é que é igual a Direito: cada um diz uma coisa, porque ninguém sabe nada. E todas as versões são aceitáveis, porque você não tem um paradigma “real” para contrastar.

2 – Em teoria, seria o seguinte: a nacele danificada está com um rombo. Daí, deduzo que o combustível deve vazar, certo? Seria possível criar um campo de força para conter esse vazamento?

Não é o combustível que está vazando. É plasma de dobra (isso, pelo menos, é certo; já foi falado diversas vezes em DS9/Voyager). Se você pegar o capítulo 5 do ST:TNG Tech Manual, o plasma de dobra é o que resulta quando você combina matéria e antimatéria no reator de dobra.

Esse vazamento pode ser contido por um campo de força, porque estamos tratando de um gás quente a ser recolhido no espaço como tantas vezes se faz, tanto para recolher como para evitar que entre ou saia de algum lugar. Por exemplo, os extintores de incêndio de bordo funcionam assim: bloqueiam o acesso do oxigênio ao fogo por meio de um campo de força local. Também as portas dos hangares da Enterprise-D têm um campo de força para evitar que o ar escape, mantendo as portas abertas com atmosfera lá dentro. Outros exemplos: em Generations, o campo de força que evita a despressurização na Enterprise-B, permitindo que Scott e Chekov fiquem perto do rombo no casco; e em First Contact, quando Pituquinha abre uma escotilha e mostra a Lily Sloane que é uma longa queda até Montana.

Mas não seria desejável conter o plasma de dobra que vazou. Ele é muito quente, e qualquer nave que esteja vazando plasma de dobra está arriscada a uma falha de contenção em pouco tempo. O ideal é interromper o vazamento o mais cedo possível e deixar que o plasma já vazado se perca no espaço — que é o que eles costumam fazer se você reparar. Para interromper o vazamento, há de se parar a produção do plasma (i.e. desligar o reator) e fechar o buraco.

Você pode pensar em usar um campo de força para “tapar o buraco”, mas isso equivale a tomar remédio para diarreia. O objetivo não é segurar dentro de você aquilo que é ruim. O objetivo é deixar ir embora e parar de produzir mais — ou seja, desligar o reator (assim parando de produzir mais), deixar o plasma escapar evacuando os conduítes, e fechar os conduítes, ou com campo de força ou com algum anteparo. Eu presumo que as naves sejam equipadas nesse sentido, de preferência com anteparos porque não gastam energia para se manterem.

3 – Em caso afirmativo, como seria esse campo de contenção? Alguma ideia?

Os campos de contenção são os mesmos campos de contenção que são usados para muita coisa. Existem dois tipos: os gravitacionais e os magnéticos. Os gravitacionais são os campos obtidos por geração artificial de gravidade; são campos de gravidade, mais intensos ou menos intensos, gerados pela nave com tecnologia que só foi inventada em algum momento lá pela década de 2060. É a mesma tecnologia dos diversos campos de força que servem como barreiras ou suportes, p.ex. o SIF (Structural Integrity Field), que ajuda a manter a nave inteira durante manobras; o IDS (Inertial Damping System), que segura os ocupantes para eles não virarem pizza quando a nave acelera; o defletor navegacional; os escudos; e o raio trator.

Já os campos magnéticos — que me parecem os mais indicados no seu caso — são tecnologia das décadas de 1940-1960. São campos que contêm, feito garrafas, a matéria que quer escapar feito um gás. São exemplos o campo de contenção do teletransporte e o campo de contenção de plasma de dobra (que é gerado dentro do reator e dos conduítes para evitar contato do plasma com as paredes).

Campos gravitacionais também serviriam no seu caso, mas eles são mais indicados para objetos sólidos e força bruta. Para controles refinados e objetos fluidos, campos magnéticos são mais apropriados. Especialmente se for plasma, por razões que a Física do século 20 explica perfeitamente: o plasma é eletricamente carregado, e todo campo magnético só se presta a aprisionar um gás se ele estiver eletricamente carregado.

Não acredito que, passados dezesseis anos, eu ainda consiga dizer tanta bobagem com coerência e, pior, dominando o assunto. Eu e Senhora temos assistido a episódios feitos por fãs e, de vez em quando, algum personagem manda uma dessas, tipo assim: “vai ter que trocar os injetores de plasma”, ao que eu digo na hora para ela: “pô, mas essa manutenção é demorada pra burro, vai ter que estacionar numa base estelar para fazer o serviço, e ainda vai ter que calibrar os injetores novos”. Em seguida, o outro personagem responde: “mas isso só vai poder ser feito na base tal, e vamos ter que chamar alguém que entenda da calibração necessária”. Ela só fica me olhando enquanto eu digo, “eu não disse?” [Atualização: ontem, estávamos vendo o primeiro episódio de Star Trek: Odyssey. Uma romulana sugere a adaptação de um quantum slipstream drive em uma nave romulana. Pensei, isso não pode, porque vai interagir com a singularidade quântica que os romulanos usam para propulsão. Dito e feito: ato contínuo, o Ten.-Cte. Aster responde exatamente o que pensei.]

4 – Uma pequena dúvida: é possível entrar dentro de uma nacele com ela funcionando ou é hermeticamente fechada?

Com ela funcionando não pode. O plasma de dobra é mais quente do que palpite comprado para o páreo armado da corrida de cavalos. Vaporiza a vítima em menos tempo do que leva uma multidão de trekkers famintos para esgotar o estoque de fotografias autografadas que o Nimoy levou para a convenção.

Mas, com a nacele desligada, pelo menos nas classes Galaxy e Sovereign, você pode até entrar nela — conforme visto em “Eye of the Beholder” (http://stng.36el.com/st-tng/episodes/270.html).

De todo modo, não é hermeticamente fechada. Existe um escapamento de plasma “gasto” através das laterais, que é o que permite rastrear a nave através do espaço. Mas aí é só saída, não serve de entrada.

Vista interna de uma nacele da classe Sovereign: http://www.ex-astris-scientia.org/scans/sovereign-nacelle.jpg

5 – Mais uma vez você dá mostras que o seu intelecto continua afiado. Vou explicar a situação e, quem sabe, você me ajuda a sair da sinuca de bico em que me meti. [Seguem-se detalhes da história que está escrevendo.] (…) Uma nave da classe Excelsior está dentro da Zona Neutra Romulana por uma série de fatores. Uma Warbird descobre a dita nave[, que] tem a nacele esquerda atingida. Acontecem alguns fatos e ela acaba por se livrar da Warbird, mas ainda está dentro da ZN e ela precisa urgentemente sair de lá. A minha pobre ignorância já tinha pensando a respeito de um campo de contenção e a sua resposta 2 vai de encontro àquilo que tinha intuído, mas tinha partido da seguinte teoria: ora, se um avião pode voar com apenas um motor, por que não uma nave? Terei de repensar isso. Estou encalacrada no seguinte ponto da história: o engenheiro-chefe pensou em usar o feixe de teletransporte para criar um campo de contenção para que o plasma não se perca. Ele pensa em mandar o plasma através do transporte e ao mesmo tempo criaria um campo que serviria de contenção e assim poderia aumentar a velocidade de dobra, pois, do jeito que a nave está, vai demorar uns seis meses pra sair da ZN e claro, não seria lá muito prudente passar seis meses sendo perseguidos pelos romulanos. Deu pra entender? Please, be free para publicar onde quiser. Quem sabe alguém também não dá um pitaco que ajude?

Depois dessa última pergunta, discutimos o tema ao telefone, e recrutei auxílio de meu primo, meu irmão Leandro M. Pinto, que deu uma excelente sugestão: pode-se conjugar uma certa quantidade de naves auxiliares e fazê-las ocupar o lugar da nacele faltante. Nas palavras dele no Twitter,

Outra opção é tecnoblabar os shuttles na posição da nacele perdida e utilizar as deles para complementar o campo de dobra da nave

Legal é que a solução encontrada dá para ser escrita de maneira bem dramática – pilotos coordenando esforços com a nave, etc.

O lance é o seguinte: nada disso existe, certo? Nada disso existe. Mas já existe um bocado de trabalho teórico em cima, verdadeiros tratados sendo escritos. Especial atenção merecem os saites de Joshua S. Bell, Jason Hinson e Bernd Schneider. Então, no dia em que os trabalhos do maluco do Alcubierre gerarem resultado e cruzarmos a barreira de Dobra Um, a maior parte da teoria já estará desenvolvida! Graças a nós, trekkers, boa parte do trabalho estará pronta!

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Another collection of boring annotations

Again, these are my annotations on some comics I have read in the not too distant past, aiming mostly at myself and googlers. But you are welcome to enjoy them.

In items 1 through 6, the page numbers refer to the Superman: Krisis of the Krimson Kryptonite trade paperback.

1. Superman #49 (Nov 1990)
Page 9, panel 4: of course, “J.L. Byrne” is penciller and writer John Lindley Byrne, the artist who has had the most influence on Superman since 1986.
Page 10, panel 1: “alter-ego booster” is certainly a reference to Superman being Clark Kent in disguise.

2. Starman #28 (Nov 1990)
Page 60, panel 5: “Hanna” refers to inker Scott Hanna.
Page 61, panel 2: Time magazine has Batman on the cover. Of course, DC belongs to the Time-Warner group.
Page 61, panel 3, shows a cover from National Periodicals — DC’s old name.

3. Action Comics #659 (Nov 1990)
Page 78, panel 1: the kid on the left is wearing a Hulk T-shirt. This is a possible reference to both writer Roger Stern and penciller Bob McLeod’s previous work on The Incredible Hulk.

4. Superman #50 (Dec 1990)
Page 102, panel 2: “don’t let your current situation color the decision” probably refers to the red kryptonite.
Page 102, panel 5: “Dennis” is artist Dennis Janke.
Page 103, panel 2: “not so windy these past few days” because Superman is powerless, so he has not made the newspapers fly around as usual.
Page 106, panel 4, and page 107, panel 6: Kevin Dooley, editor.
Page 108, panels 2-5: nice, realistic dialogues. My favourite in this edition.
Page 112, panel 1: note an elongated Mr Fantastic, the Thing conveniently hiding his appearance under the pink fluid, and the Human Torch’s flames in the air. The Invisible Woman is nowhere to be seen…
Page 112, panel 2, refers to “fantastic new friends”.
Page 121, panel 1. Emphasis is put on the number of friends: four.
Page 121, panels 2-3 refer to the Impossible Man, an annoying but harmless foe (sort of) of the Fantastic Four.
Page 121, panel 4. The Fantastic Couple wears blue (clearly the right-hand one is a woman), and we can also see the Human Torch’s wake and the Thing, still under the pink slush.
Page 123, panels 1-3. After the 70s, villains are not in black & white. You come to understand that Luthor is a human being also, with virtues, and you come to understand some of his side, the life history that leads him to act as he does, his motivations. You see his reasons, which make all sense in his point of view — he is not necessarily “wrong”, and there is no wrong. Furthermore, Luthor’s dignity and reputation are unmarred by these revelations, since they are made by another person while he is unconscious, and, at that, by a maternal woman who cares for him, who understands him, and who has compassion for him.
Page 127, panel 2. Clark Kent’s novel has been published by Warner Books.

5. The Adventures of Superman #473 (Dec 1990)
Page 131. You can see an Elvis impersonator in the background.
Page 133, panels 4-6. This, added to Superman #49, page 10, panel 1 (see above), leads me to wonder. Has Lois already found out about Superman’s secret identity? After Action Comics #662 (where he reveals it to her), I have not read the followup Superman #53, so I would not know whether there Lois admits to having deducted it a while before. If she has by now, then Superman #49, page 10, panel 1, amounts to her teasing him, whilst this here instance in Adventures #473 is her way of allowing him the dignity of keeping the secret while unprepared to reveal it and saving face at the same time. Will have to check.
Page 140, panels 2 and 4; page 141, panels 1-2; page 142, panels 2-3; and page 143, panel 1: the USAF has never operated F-14s, none has ever been operated in Wyoming, F-14s have never been painted in camouflage, and the camouflage does not match any USAF standard, though these are accurate depictions of F-14s.
Page 143, panel 6, is a refreshing attempt at humour where the comics do not take themselves too seriously.

6. Action Comics #660 (Dec 1990)
Page 158, panel 2, provides for an interesting comparison between the customs of 1990 and those of 2010. Twenty years ago, no one who had their wits about them would think of bringing a mobile phone to a date. It was impolite to others and a bulky nuisance to self. Twenty years later, no one thinks of not bringing the mobile wherever. Reading this page in 2010, it is a stark contrast that, though I had thought that so little had changed, some things can already be traced as markedly different. Readers’ assumptions are clearly supposed to be significantly different in this respect between the two decades.
In another note, panel 2 goes to show how much of a workaholic Lois is, going to the extreme of bringing her mobile along on a date.
Page 158, panel 3. Look at the size of this gadget! Those are batteries for you!

7. Doom Patrol #47 (Sep 1991)
As published in Doom Patrol volume 4, page 159, panel 2, reads “DP inker – new dad!”, which should lead me to assume that inker Mark McKenna (who probably filled those headlines) had just become a father. Likewise panel 4 reads “Congrats”.

8. Detective Comics #659 (May 1993)
As published in Brazil in Liga da Justiça e Batman no. 8, page 8, panel 1: “Simpson Flanders” seems to be an obvious joke on the Simpsons’ neighbour Ned Flanders. Dr Flanders appears again in Robin #1 (Nov 1993).

9. Flash #76 (May 1993)
As published in Flash: the Return of Barry Allen, page 60, panel 4, refers to a certain Broome Building. John Broome was the Flash’s main penciller during the Silver Age.

10. Justice League America #80-83 (Sep-Dec 1993)
Evidently, the two alien fugitives’ names, Blake and Corbett, are references to those old scifi TV series, Blakes 7 and Tom Corbett, Space Cadet.

11. Action Comics #692 (Oct 1993)
As published in Brazil in Super-Homem no. 126, page 47, panel 3, the oldest reference on Doctor Occult is a passage from the Daily Planet dated 1935. I take this as an homage to DC’s oldest character, Doctor Occult, who first appeared in New Fun Comics #6, October 1935, thus predating even Superman (whose Action Comics #1 is from June 1938).

12. Superman: the Man of Steel #28 (Dec 1993)
Conforme publicada em Super-Homem no. 127, página 3, quadro 1, e página 25, quadro 1: “Jotapê” é Jotapê Martins, da equipe de tradutores do Estúdio Art & Comics, que fazia a tradução dos títulos da DC em 1995.
As published in Brazil in Super-Homem no. 127, page 8, panel 2, the pizza carton from “Titano’s” is a reference to Titano, the giant monkey from Superman Annual # 1 (1987).

13. Batman #502 (Dec 1993)
As published in Brazil in Batman no. 5, page 44, panel 4, Mad magazine appears on a rack, presumably with Alfred E. Neuman on the cover (obviously). Mad is published in the US by DC Comics.

14. The Adventures of Superman #507 (Dec 1993)
Conforme publicada em Super-Homem no. 128, página 3, quadro 2: novamente, “Jotapê” é Jotapê Martins.
Página 7, quadro 1, contém uma referência a Superboy no. 2 dando a entender que conta a história da morte de Adam Grant. Entretanto, a última edição antes de Adventures #507 é Superman #84 (Dec 1993), que saiu em Super-Homem no. 127 e que é a que mostra essa morte. A história que saiu em Superboy no. 2 (junto com outras que não vêm ao caso) é a de Superman #85 (Jan 1994), que, na verdade, é posterior a Adventures #507 e lida com as consequências imediatas do evento, mas não é onde ocorre o próprio.

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