Minha resenha bilíngue de JLA: Rock of Ages

I just finished reading JLA: Rock of Ages. Before I bought it, I read many reviews at Amazon and elsewhere saying that it was confusing and that a lot of it did not make sense. But they also said that the story dealt with timetravel. And I knew that it had been written by Grant Morrison, who I consider a genius. Being a scifi fan with a penchant for timetravel stories, I deduced that those readers had not been intelligent enough to follow Morrison’s wit. I thought that his work probably had a high level of ingenuity and that I would enjoy it no end, EXACTLY because so many were deriding it.

Was I wrong. The timetravel bit is not hard to follow, actually. The problems lie elsewhere. Morrison seems to have attempted to tell at least five stories in this so-called arc, so what was supposed to be one storyline becomes a disjointed sequence of mostly unrelated events. The supposed main tale revolves around (1) Lex Luthor attempting a takeover of the Justice League by weakening its members and exploiting those weaknesses. Besides that, however, there are (2) the need to match the story to DC’s contemporary crossover, Genesis; (3) the shoehorning of the heroes’ search for the Philosopher’s Stone, which might as well have been unrelated and was not necessary at all; (4) the unrelated, artificial insertion of a story with JLA members traveling to the end of the universe and to fantasy worlds; (5) the time-traveling, sidetracking story of the heroes confronting Darkseid in the future (as fascinating as it is to witness Batman engaging Darkseid without so much as a shiver). In the end the jigsaw is resolved, but at the expense of a long-winding succession of wasted blind alleys. Also, the epilogue is a lead-in to the then upcoming event DC One Million.

Characterization is weaker than in other Morrison works. Still, the thread that runs throughout the collection is a battle of minds between Luthor and Batman, and both of these get to shine in their chess-playing, foreplanning, cunning personas, which are marvelously written.

Overall a dumbfounding read, so I do not actually recommend it. However, you may be interested if you are keen on the Justice League, want to appreciate Morrison’s take on it and are willing to tolerate edits where scenes seem to succeed each other with no visible connection between them.

Acabei de ler JLA: Rock of Ages. Antes de comprar, eu havia lido várias resenhas na Amazon e alhures dizendo que era uma história confusa e que muito dela não fazia sentido. Mas as resenhas também diziam que a história lidava com viagem no tempo. E eu sabia que havia sido escrita por Grant Morrison, que considero um gênio. Sendo um fã de ficção científica com uma queda por viagens no tempo, eu deduzi que aqueles leitores não haviam sido inteligentes o bastante para seguir a inteligência de Morrison. Pensei que seu trabalho provàvelmente teria um alto nível de engenhosidade e que eu o aproveitaria de montão, EXATAMENTE porque tantos o depreciavam.

Rapaz, como eu estava errado. A porção de viagem no tempo nem é difícil de acompanhar, na verdade. Os problemas estão em outras partes. Morrison parece ter tentado contar pelo menos cinco histórias neste assim chamado arco, de modo que o que deveria ser uma linha de capítulos torna-se uma sequência disjunta de eventos mormente não relacionados. A suposta história principal gira em volta de (1) Lex Luthor tentando tomar a Liga da Justiça através do enfraquecimento de seus membros e da exploração dessas fraquezas. Ao lado disso, porém, há (2) a necessidade de ajustar esta história ao evento contemporâneo da DC, chamado Genesis; (3) o encaixe de uma busca dos heróis pela Pedra Filosofal, que poderia muito bem ser não relacionada e absolutamente não era necessária; (4) a inserção artificial e não relacionada de uma história com membros da Liga da Justiça viajando ao fim do universo e a mundos fantásticos; (5) a tergiversação de viagem no tempo dos heróis confrontando Darkseid no futuro (por fascinante que seja testemunhar Batman encarando Darkseid sem um tremor). No fim, o quebra-cabeças é resolvido, mas às expensas de uma sucessão tortuosa de becos sem saída. Também, o epílogo é uma introdução ao evento então iminente DC One Million.

A caracterização é mais fraca do que em outras obras de Morrison. Ainda assim, o enredo que corre através do encadernado é uma batalha de inteligênicas entre Luthor e Batman, e ambos conseguem brilhar em suas personas vulpinas, planejadoras e jogadoras de xadrez, que estão escritas maravilhosamente.

De modo geral, uma leitura que causa perplexidade, de modo que não chego realmente a recomendá-la. Entretanto, você pode se interessar se tiver predileção pela Liga da Justiça, quiser apreciar a abordagem de Morrison e estiver disposto a tolerar uma edição onde as cenas parecem suceder umas às outras sem conexão visível.