Você que não conhece Jornada, esteja avisado: na primeira cena com o Capitão Pike, ele está falando sobre a Frota Estelar. No final da cena, ele usa a palavra “Federação”. Isso foi um erro, que é bastante comum entre não-trekkers mas que não se tolera em Star Trek. A Federação é uma grande união de planetas, liderada pela Terra e contendo bilhões de habitantes. A Frota Estelar é a força armada que pertence à Federação, que a protege e onde estão servindo um número comparativamente pequeno de orgulhosos cidadãos federados. É importante não tomar as duas palavras como sinônimos, porque não são.

Existem alguns detalhes antigos que o filme fez a gentileza de respeitar: nos livros, o pai de James T. Kirk já se chamava George Kirk, e seu nome do meio (“Tiberius”) era referência a seu avô.

Os sons da série Clássica estão todos no filme! O “passarinho preso” da tela principal (piu-piu… piu-piu…), o som do teletransporte (que não era usado desde a série original), os comunicadores, os alertas…

Na ponte de comando da Enterprise, no canto superior direito da tela principal, podemos ver que o fator de dobra segue flutuando um bocado durante a viagem, o que nunca havíamos visto nas séries.

Este é para detalhistas obcecados: contem a quantidade de vezes que o número 47 aparece ou é falado. Isso é uma piada que vem sendo praticada desde a Nova Geração. De cabeça, consigo mencionar pelo menos quatro ocorrências, sendo a primeira em uma placa, quando Kirk chega de motocicleta e atravessa o portão de um alambrado (“sector 047”).

Já este é para quem viu a série animada: procure o Tenente Arex na ponte de comando da Enterprise (ou da Kelvin, não lembro mais).

Por último, um detalhe histórico: em determinado momento, Spock diz que, quando eliminamos todas as demais possibilidades, a que resta, por mais improvável, deve ser a verdade. Isso é referência a uma dedução do mesmo Spock em A Terra Desconhecida, onde, por sua vez, remetia a “um de seus ancestrais”: Sherlock Holmes.