Dia de franceses tosquiarem cabeças

Há 64 anos, em 8 de maio de 1945, os Aliados aceitaram a rendição alemã, pondo fim ao maior conflito armado que a humanidade já sofreu. Dia de grande euforia na Europa — mas uma euforia amarga e meio vazia, com cheiro de fumaça e sabor de lágrimas, porque famílias estavam desfeitas, milhões de pessoas estavam mortas, cidades estavam arrasadas, e muito sofrimento ainda viria com a fome e a penúria nos anos seguintes.

Em entrevista no excelente documentário Senta a Pua, o Brigadeiro Rui Moreira Lima conta a sensação que teve quando, jovem tenente da FAB, recebeu a notícia de que não teria mais que bombardear nem metralhar alemães no Norte da Itália: uma profunda alegria de que ninguém mais tinha que morrer e ninguém mais ia ter que dar tiro e todos poderiam voltar para casa.

Estou sendo insistente de propósito. Esse assunto é sério. Ainda tem muita gente que gosta de guerra. Não é pra gostar. Admito que gosto de estudar as guerras, em particular a própria IIGM, mas isso não quer dizer que eu goste delas, assim como não necessariamente um advogado penalista gosta de homicídios, um médico de doenças ou um fiscal da Receita de sonegação. Sort of.

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64 anos atrás hoje

Há 64 anos, em 7 de maio de 1945, a Alemanha se rendeu em Reims. No Brasil, o dia 8 de maio é comemorado como Dia da Vitória; nos Estados Unidos e Inglaterra, é chamado V-E Day (vitória na Europa — ainda faltava Japão, que foi em agosto).

23 milhões de mortos na União Soviética, 6 milhões de judeus nos campos de extermínio, 42 milhões nas cidades; 73 milhões de mortos no total.

Que nunca mais se repita e que sirva como escarmento para todas as gerações futuras.

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Mudando de assunto: só quem pega gripe suína é espírito de porco. Deve tá cheio de gente contaminada à minha volta.

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